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Publicado em Terça, 22 de Janeiro de 2008 - 10h11

Hidrelétricas iniciarão novo ciclo econômico em Rondônia, apostam empresários

Agência Brasil


Depois da estrada de ferro, da borracha e do garimpo, Rondônia deverá viver um novo ciclo econômico – o maior – na avaliação de moradores, empresários e autoridades da capital, Porto Velho. A expectativa de crescimento acelerado da economia tem um motivo: a construção de duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Somente os custos da obra chegarão a R$ 20 bilhões, o que representa quase o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Nos próximos dez anos, a cidade deverá viver o maior fluxo migratório desde sua criação oficial, em 1914. A atual população, de cerca de 380 mil moradores – dados do Censo 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – deverá ser aumentada em mais cem mil, número de pessoas que deverão ser atraídas pelas mudanças econômicas estimuladas pela construção das hidrelétricas. No auge da construção, apenas as obras empregarão cerca de 15 mil pessoas.

A usina de Santo Antonio, primeira a ser construída, teve a licitação aprovada em dezembro e ao longo deste ano deverá obter a licença ambiental de instalação. A previsão é de que a construção comece até o início do próximo ano. O canteiro de obras ficará a menos de dez quilômetros do centro de Porto Velho, e a cidade já começou a perceber as mudanças que virão com o complexo hidrelétrico.

Em 2007, o crescimento da economia na capital chegou a 14,9%. “As vendas no Natal cresceram 10,5% em relação a 2006. A média brasileira ficou em 6,5%”, compara o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio) de Rondônia, Francisco Linhares.

“É o melhor momento da história do estado, nosso único temor é a especulação que vem com a expectativa”, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Rondônia, Manoel Chagas Neto. Dados da entidade apontam crescimento de até 150% nos preços de imóveis e aluguéis nos últimos dez meses. O metro quadrado de um apartamento custa, em média, R$ 2 mil.

A especulação imobiliária alavancou a construção civil na cidade: 39 edifícios estão em construção e deverão injetar 2 mil novas unidades residenciais no mercado. No entanto, para Chagas Neto, a tendência é de que um “choque de realidade” volte a baixar os preços dos imóveis passada a euforia da construção do complexo hidrelétrico. “A especulação na área de imóveis e de terrenos está acima da realidade. Há expectativa, mas não há certeza. O mercado não vai suportar”, acredita.

Além do crescimento imobiliário, as usinas também estão atraindo empresas de grande porte. Segundo Linhares, da Fecomércio, o grupo Votorantim, a rede de supermercados Carrefour e a multinacional fabricante de turbinas Alstom vão se instalar em Porto Velho nos próximos meses. Duas obras na cidade já chamam a atenção pelo tamanho e pelo ritmo acelerado: dois shoppings centers – os primeiros da capital – estão sendo construídos simultaneamente.

“Tanto o setor de serviços como as indústrias já existentes estão se preparando para isso [crescimento]. Quem não se programar, não fizer planejamento, será absorvido pelos grandes empreendimentos, que chegam com força total”, avalia Linhares.


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