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Publicado em Terça, 06 de Dezembro de 2016 - 14h24

Médica detida na Upa Zona Sul está grávida e acusa policial de abusos

da Redação


Médica detida na Upa Zona Sul está grávida e acusa policial de abusos

Chama-se Letícia Duarte, a médica detida nesta segunda-feira por policiais militares na UPA da Zona Sul de Porto Velho. Ela fez um desabafo no Facebook (Clique aqui) sobre os acontecimentos na unidade de saúde. Na Central de Polícia ela foi acusada por desacato e se negar a atender uma criança.

Letícia disse na postagem que está grávida de 7 meses e passou por um dos momentos mais difíceis da vida. Ela conta que no momento que foi abordada por um policial, atendia duas vítimas de acidente de trânsito e prontamente iniciou o atendimento da criança levada pela viatura, mas começou a ser atacada profissionalmente. “Continuei fazendo o encaminhamento da paciente que estava com o pé quebrado, porém não consegui terminar o que estava fazendo, pois enquanto eu tentava realizar meu trabalho, fui atacada com a seguinte frase: "Se não quer trabalhar, não sai de casa." Logo, fiquei nervosa e pedi para que ele se calasse, pois o mesmo não sabia o que estava falando. Então, o policial me deu voz de prisão por desacato, isso mesmo, "desacato". Recebi voz de prisão em atendimento de urgência. Um erro gravíssimo. Pois deixei a paciente que estava com a fratura de pé na maca. Que depois meus colegas que deram continuidade ao atendimento dela.”. Confira a postagem na íntegra:

Meu nome é Letícia, sou médica, casada e mãe. Me formei em 2010, trabalhei nos hospitais Prontocordis, Cosme Damião, Panbaby, policlínica Ana Adelaide e UPA Sul.
Já passei por muitas situações complicadas, pelas quais muitos médicos já passaram ou ainda vão passar.
Hoje, grávida de 7 meses, passei por mais uma situação complicada, talvez a mais complicada em toda a minha carreira médica.
Estava de plantão na UPA Sul, desde às 19:00 de domingo (04/12). Meu plantão terminaria às 7:00 de segunda-feira (05/12). Às 6:40, recebi dois pacientes, vítimas de um acidente de trânsito. Enquanto atendia os dois, e fazia encaminhamento de um deles para o hospital João Paulo II, pois a mesma estava com fratura no pe, ouvi alguém questionar fora da sala, se não havia médicos atendendo naquele momento. Então, saí da sala e falei com um policial, explicando que eu era a responsável no momento, porém estava naquele momento com um paciente na sala.
O policial chegou com uma criança, vítima de agressão com uma paulada na cabeça. A criança estava consciente e andando, e a encaminhei para a sala de sutura para fazer a limpeza do ferimento e que depois iria atende - lo.
Continuei fazendo o encaminhamento da paciente que estava com o pé quebrado, porém não consegui terminar o que estava fazendo, pois enquanto eu tentava realizar meu trabalho, fui atacada com a seguinte frase:
"Se não quer trabalhar, não sai de casa."
Logo, fiquei nervosa e pedi para que ele se calasse, pois o mesmo não sabia o que estava falando. Então, o policial me deu voz de prisão por desacato, isso mesmo, "desacato". Recebi voz de prisão em atendimento de urgência. Um erro gravíssimo. Pois deixei a paciente que estava com a fratura de pé na maca. Que depois meus colegas que deram continuidade ao atendimento dela.
Fui conduzida a central, onde passei o resto da manhã, sendo acusada de algo que eu mesma sofri. Fui conduzida, e adivinhem só, a criança cujo o policial julgou ser o caso mais urgente no momento, estava lá, isso mesmo, a partir desse momento o policial não achava mais tão grave o estado do menino e resolveu leva-lo para prestar depoimento.
E esses foram os fatos ocorridos.
Resolvi escrever esse texto, apenas para esclarecer o ocorrido, pois estou sendo julgada e criticada por pessoas que não têm conhecimento dos acontecimentos.
Acredito que todos tenham o direito de resposta e defesa. Toda história tem dois lados, e este é o meu.
Agradeço pela atenção de todos.


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