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Polícia

Publicado em Terça, 29 de Novembro de 2016 - 07h58

Jovens confessam morte de gerente de banco por vingança e apontam mais dois participantes

João Victor teria um relacionamento homoafetivo com a vítima e teria planejado o crime.
da Redação


Jovens confessam morte de gerente de banco por vingança e apontam mais dois participantes

Os dois jovens presos em Nova Mamoré, João Victor de Souza Doenha, de 18 anos, e Ronaldo Simões de Souza, de 22 anos, confessaram envolvimento da na morte do gerente do banco Sicoob de Ouro Preto do Oeste, Gleysson Batista Campos, e apontaram a participação de mais duas pessoas, Maikssuel de Jesus Souza, 18 anos, o “Suel”, e um adolescente de 17 anos. O crime teria sido planejado pelo modelo João Victor que queria vingar-se da vítima, com quem mantinha um relacionamento amoroso.


Gleysson Batista Campos, de 30 anos, foi brutalmente assassinado, tendo sido degolado e em seguida jogado numa ribanceira de pedras na rampa sul do morro Chico Mendes na madrugada do último domingo (27). João Victor e Ronaldo foram presos em Nova Mamoré com o carro da vítima.

Em entrevista coletiva no início da noite de segunda-feira (28), os delegados Júlio Cezar de Souza Ferreira e Roberto dos Santos, esclareceram que João Victor Doenha agiu de caso pensado. Ele teria atraído a vítima para o morro Chico Mendes após combinar com Ronaldo, que deveria levar comparsas, para aplicarem uma surra na vítima e depois roubarem o veículo.

Entre os acusados por João Victor e Eduardo, Maikssuel de Jesus Souza teria sido o autor de cinco facadas no pescoço do gerente. Suel negou a participação, mas investigadores da Polícia Civil fizeram buscas em sua casa, autorizada pelo tio, e encontraram uma faca com vestígio de sangue e um pedaço de pele com carne.

O adolescente de 17 anos, interno no Case em Ji-Paraná, foi ouvido pela manhã na delegacia e na Promotoria de justiça, confessou que deu uma pedrada na cabeça de Gleysson e ajudou a levá-lo ao morro. Ele mostrou aos investigadores onde estava a pedra que foi recolhida, mas nega ter dado golpes no pescoço da vítima.

Segundo o delegado Roberto dos Santos, João Victor mantinha um relacionamento homoafetivo e nutria certa paixão por Gleysson, apesar de os dois saírem com mulheres. Um desses relacionamentos com mulheres era com uma ex-namorada de João Victor, por isso a intenção dele era vingar-se da vítima. Foi quando ele combinou com Ronaldo de armar uma emboscada para a vítima no morro Chico Mendes.

Ronaldo topou na hora porque tinha o interesse em roubar o veículo Toyota Corolla modelo 2016 da vítima, inclusive já tinha o local do lado boliviano onde o carro seria vendido por R$ 50 mil.

Ainda conforme do delegado Roberto dos Santos, o caso está esclarecido e será pedida a pena mínima de 25 anos para os dois jovens. “O João Victor deixou muito claro que ele tinha um entrave com a vítima, um problema amoroso por conta de outra pessoa, e esse problema amoroso gerou toda essa situação. Ele não tinha coragem de praticar os atos e chamou o Ronaldo e a equipe dele que tinha essa coragem e foram lá ceifar a vida da vítima dessa forma brutal”.

O delegado Júlio Cezar de Souza disse ainda que João Victor confirmou que na madrugada de domingo, ele e a vítima estavam tendo uma relação sexual na mata do morro Chico Mendes, por isso Gleysson estava de bermuda e sem a camisa, e que os outros três comparsas apareceram e o executaram. “Ta um empurra-empurra, um querendo dizer que foi o outro que executou. E eles estão atribuindo ao adolescente o ato de execução. O próprio Ronaldo diz que só levou o adolescente até o local”, pontuou o delegado.

O delegado Júlio Cezar também afirmou que João Victor, em várias versões que deu, sempre menciona que queria apenas espancar Gleysson, mas devido ao interesse de Ronaldo no carro, resolveram matá-lo.

O delegado vai conduzir o inquérito e adiantou que pretende individualizar a participação de cada um. Ele disse que pode haver a participação de uma quinta pessoa nessa trama que consumou no latrocínio. A prisão de João Victor, Maikssuel e de Ronaldo não tem prazo para findar, segundo o delegado.

O quarteto, três presos e um internado, dão depoimentos conflitantes, mas em nenhum momento negam a participação no crime. Uma multidão se concentrou na frente da Delegacia Civil e na hora da chegada dos jovens um grupo tentou alcançá-los aos gritos e xingamentos, mas foram impedidos pela polícia.

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