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Política

Publicado em Domingo, 01 de Junho de 2014 - 11h11

Governo consegue abafar CPI na estatal de águas

RONDONIAGORA


NOS BASTIDORES, DEPUTADOS ESTADUAIS FICARAM QUIETOS EM RELAÇÃO AOS 118 CARGOS COMISSIONADOS

Pelo menos na seara política a dirigente da Caerd, Iacira Terezinha Azamor, escapou de um processo de investigação. O Governo trabalhou a semana inteira na Assembleia Legislativa e conseguiu abafar a CPI prometida pelo deputado Luizinho Goebel (PV). Com medo de perder regalias no Executivo, como emendas e indicações, os parlamentares resolveram parar as articulações para exigir explicações sobre a contratação de 118 novos cargos comissionados só neste ano na companhia, inchando a folha de pagamento em mais de R$ 5 milhões em 2014.
 
Mas Iacira não escapa da Justiça. O Sindicato dos Urbanitários ingressou com ação no Poder Judiciário exigindo o cumprimento das cláusulas do Acordo Coletivo, que proíbe a contratação de comissionados, mas autoriza a realização de concurso públicos para preenchimento de vagas. Nas tratativas para evitar uma paralisação geral, um dos pedidos do sindicato é a revogação das Resoluções de Diretoria, autorizando a contratação de servidores sem concurso público, mas por mera avaliação do gestor, para ganhar salários de até R$ 12 mil por mês.

Há duas semanas, o deputado Luizinho Goebel esbravejou irritado com as novas contratações de cargos comissionados. Prometeu investigar o caso, citando até uma CPI aberta pelo ex-deputado e atual prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, na Assembleia. A Caerd, hoje uma das empresas de menor credibilidade entre os consumidores, causa uma série de transtornos para a população. Em Porto Velho, por exemplo, é comum as terceirizadas da companhia quebrar asfalto para consertar a rede de distribuição e colocar cascalho ao invés da massa asfáltica. Mas por enquanto na Assembleia o assunto acabou.

Greve adiada por 15 dias

Na última quarta-feira, 28, o Sindur reuniu os servidores da Caerd para assembleia geral para decidir a paralisação por tempo indeterminado. A diretoria da companhia se antecipou ao movimento e iniciou as negociações do acordo coletivo, o que gerou uma suspensão de 15 dias da greve proposta pelo sindicato ao funcionalismo. “Mas estamos decididos a parar depois de 10 anos de serviços contínuos caso a Caerd não negocie o nosso acordo coletivo. A categoria teve perdas salariais ao longo dos anos com a inflação. Além disso, precisamos melhorar nossas condições de trabalho”, explicou Wilson Lopes, diretor do Sindicato dos Urbanitários.


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