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Política

Publicado em Terça, 31 de Maio de 2011 - 16h53

PF PRENDE IRMÃO DO DEPUTADO LEBRÃO POR GRILAGEM E EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA

RONDONIAGORA


A Superintendência da Polícia Federal reagiu nesta terça-feira a onda de violência no campo. Oito pessoas foram presas hoje na Operação Dinizia II, deflagrada para combater a grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e o banditismo armado, inclusive com cobrança de pedágios, no Sul do Amazonas. Entre os presos, está um irmão do deputado José Lebrão (PTN-São Francisco), dono de madeireira na região do Vale do Guaporé. Veja a lista dos presos: Pedro Amarildo Clemente, Andre Bandeira Macari, Nedio Francisco Carbonera, Pedro Cesconeto, Ivo Armindo Ladwing, José Genário Macedo, vulgo “Ceará Popó” e Nixon Luiz Severino. Com os dois últimos foram apreendidos também computadores, recibos de pedágios e armas. O superintendente da PF, Cesar Luiz Busto de Souza, concedeu coletiva nesta terça explicando os detalhes da operação.Segundo investigações da PF a quadrilha envolve o irmão de Lebrão e fazendeiros na região da Ponta do Abunã. Um desses fazendeiros seria patrão de Ozias Vicente, preso como suspeito da morte do líder do MCC, Adelino Ramos, que teria denunciado irregularidades na Ponta do Abunã.

O superintendente da PF diz que não é possível, neste momento, fazer algum tipo de ligação entre o crime que matou Adelino Ramos, mas mesmo assim investigações em conjunto com a Polícia Civil estão sendo desenvolvidas.

A PF explica que a OPERAÇÃO DINIZIA II, desarticulou uma quadrilha especializada em invasão de terras públicas da União e exploração ilegal de madeiras, atuante na região do distrito de Vista Alegre do Abunã/RO, divisa com o município de Lábrea/AM.

Foram expedidos 10 (dez) mandados de busca e apreensão e 8 (oito) mandados de prisão preventiva Os mandados foram expedidos pela Vara Ambiental da Justiça Federal em Porto Velho/RO.

A investigação teve início no ano de 2010, com base em informações e denúncias recebidas por diversos órgãos, especialmente Polícia Federal, IBAMA e ICMBio.

De acordo com a investigação, um grupo de madeireiros tomou posse de terras públicas da União, localizadas na faixa de fronteira com a Bolívia e divisas dos Estados do Amazonas, Acre e Rondônia, instalando um condomínio/associação rural fictício para exploração ilegal de madeiras nobres do local. O grupo chegou a instalar um pedágio para que caminhões toreiros pudessem entrar na área federal, cobrando o valor de R$ 30,00 (trinta reais) por veículo.

Em operações anteriores, realizadas nos meses de julho e agosto de 2010 na mesma região, a Polícia Federal já havia apreendido diversas armas de fogo e uma parte da contabilidade da organização criminosa ali instalada sob a “aparência” de um condomínio. Naquela oportunidade foi detectada uma pequena parcela da contabilidade da quadrilha, registrando a passagem de cerca de 2.000 (dois mil) caminhões madeireiros pelo pedágio ilegal.

A organização criminosa ainda é suspeita de estar ligada a crimes de “pistolagem” na região, com vistas à manutenção de terras griladas e domínio sobre áreas da União para extração ilegal de madeira. Há suspeitas de que integrantes do grupo criminoso investigado efetuavam ameaças a líderes de movimentos sociais que disputavam as mesmas terras, bem como ameaças a autoridades públicas.

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