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Publicado em Domingo, 30 de Dezembro de 2012 - 10h28

2012: UM ANO DE DEPURAÇÃO - Por Ivonete Gomes

Ivonete Gomes


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“A campanha contra corrupção, deflagrada e intensificada em novembro de 2011 na Operação Termópilas, foi ininterrupta durante todo o ano de 2012”

Poderíamos celebrar a passagem de 2012 pela intensa luta e combate à corrupção em Rondônia. Foi de fato.  Mas comemorar seria imprudente já que, desta feita, estaríamos, por outro lado, festejando a inércia e omissão dos órgãos fiscalizadores.

Não há duvida de que a Câmara Municipal de Porto Velho, o Tribunal de Contas do Estado e parte da Assembleia Legislativa contribuíram para maior empobrecimento dos cidadãos que aqui vivem ao não detectarem as facetas desenvolvidas por corruptos que detinham a chave dos cofres públicos.

O remédio administrado, principalmente, pelo Ministério Público do Estado - com doses nada homeopáticas da Polícia Federal - vem aos poucos livrando a população da doença chamada corrupção. Ainda assim, melhor seria a prevenção desse infortúnio pelos órgãos fiscalizadores, evitando que essa prática pútrida sacrifique ano após ano a população e o desenvolvimento do estado.

Deixemos, portanto, nossa celebração para quando o Ministério Público e a polícia trabalharem menos. Um sonho que pode tornar-se realidade pelo voto certo e cobrança de total e completa vigilância aos vereadores, deputados e conselheiros.

Justiça seja feita

Se por um lado os rondonienses sofreram a vergonha causada por alguns de seus legítimos representantes, por outro há o orgulho gerado pelos que combateram, desnudaram e colocaram na cadeia os sugadores das verbas públicas.

A campanha contra corrupção, deflagrada e intensificada em novembro de 2011 na Operação Termópilas, foi ininterrupta durante todo o ano de 2012. Até então, Rondônia nunca tinha visto tantos criminosos de colarinho branco a caminho da Justiça. Como erva daninha estavam espalhados nas entranhas dos poderes. Até o Judiciário teve sua dose de limpeza na Operação Pretório. Em três ações, somente o Ministério Público do Estado mandou para os presídios 31 acusados de corrupção.

E como não há luta sem combatentes, o ano de 2012 acabou por revelar que na mesma medida dos sem caráter, estão os que primam e zelam pela coisa pública. Nesse rol há um grande portovelhense que responde pelo nome de Héverton Alves Aguiar e um pernambucano chamado Hermínio Coelho. Dois loucos corajosos responsáveis pela cassação histórica de um presidente da Assembleia Legislativa e pelo início da depuração na Prefeitura de Porto Velho.

O ano de 2013 também guarda muitas outras surpresas. O Ministério Público de Rondônia tem outras investigações em andamento e uma delas pode resultar, por pior que seja, no maior escândalo de corrupção que esse Estado já viu. O próximo ano também marca o início do mandato dos futuros prefeitos. Que os novos gestores tenham a consciência de que a origem das grandes mazelas da sociedade, desde o crime à falta escolas, hospitais e um atendimento digno ao cidadão, é a corrupção. Se não houvesse a sangria dos cofres públicos, Porto Velho hoje seria uma cidade-modelo para o Brasil. Mas a querida Porto Velho é conhecida mesmo pela capital das obras inacabadas e motivo de chacota em programas humorísticos da grande mídia.

O prefeito Mauro Nazif assume no dia 1º com a obrigação de melhorar a cidade, reduzir os problemas das alagações, garantir médicos nas policlínicas e  Unidades de Pronto Atendimento, acabar com o “saco sem fundo” de alguns contratos parasitas que apenas consomem o dinheiro do contribuinte sem dar a prestação de serviço de qualidade.

Por outro lado, o cidadão espera que Nazif não cometa o mesmo erro de Roberto Sobrinho e aumentar a tarifa de ônibus, despejar os sem-teto, sem ao menos providenciar uma moradia provisória até uma solução definitiva para o déficit habitacional, e deixar nas mãos de incompetentes a obrigação de fiscalização a qualidade das obras executadas no município.

Por fim, que os novos e atuais gestores tomem como exemplo essas operações e investigações da Polícia Federal e Ministério Público para não cair no mesmo erro dos políticos hoje jogados na vala comum dos criminosos. Que o ano de 2013 seja abençoado e traga luz, esperança e honradez para todos nós, principalmente para nossa classe política.
 


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