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Publicado em Quinta, 13 de Julho de 2017 - 16h40

A culpa não é do RONDONIAGORA Zequinha, é sua

da Redação


A culpa não é do RONDONIAGORA Zequinha, é sua

Não é de hoje a prática de políticos flagrados em malfeitos jogar a culpa na imprensa. Quando é publicada decisão judicial detalhando pormenores da conduta reprovável, jornalistas e os veículos são acusados de sensacionalismo, desserviço à comunidade e de estarem a serviço de “interesses escusos”. Como não existe defesa para a sentença assinada pelo juiz de Direito, cabe ao político usar a tática de guerra: atacar para se defender.
O RONDONIAGORA divulgou nesta semana decisão do juiz da 1ª Vara Criminal, Francisco Borges Ferreira Neto, condenando o vereador Zequinha Araújo a pena de dois anos e seis meses de prisão. A sentença de detenção foi convertida em serviços prestados à comunidade pelo mesmo período. O magistrado aceitou a denúncia e os argumentos do Ministério Público acusando Zequinha de pagar um funcionário da fundação que leva seu nome através de cargo comissionado na Câmara de Vereadores de Porto Velho. O jornal publicou na íntegra a sentença.

Ao invés de se defender ou justificar o ato imoral, Zequinha usou as redes sociais para denunciar “interesses escusos” por trás da matéria publicada e que existe “gente poderosa” tentando derruba-lo. “Quero esclarecer o que foi veiculado pelo RONDONIAGORA que mostra uma matéria infelizmente tenta macular minha imagem (sic). Na verdade é um processo que cabe recurso e estamos providenciando para mostrar a verdade”, disse o político em vídeo no Facebook. A verborragia foi acompanhada por uma nota assinada pelo escritório de advocacia que o defende ameaçando o jornal de cobrar responsabilidade cível e criminal por atentar contra a “honra e a dignidade do vereador”.

A verdade é que a grande massa de políticos tenta a todo custo manter a opinião pública desinformada sobre processos no Judiciário e suas ações antirrepublicanas na gestão pública. Mas a imprensa faz parte dos pilares da democracia e a pluralidade de informações é que dão o tom para nossas liberdades. Cabe ao vereador tentar provar ao Judiciário, que o condenou e não o RONDONIAGORA que apenas transmitiu a informação calçada na sentença do magistrado.

Bastidores fervendo

O prefeito Hildon Chaves deixou para pensar em pelo menos quatro substituições durante o período que estará licenciado do cargo. A única mudança pública é a direção da Coordenadoria da Juventude. Saiu o acadêmico Raildo Sales de Andrade e o novo gestor não foi apresentado. Outras três pastas também sofrerão mudanças. Dois por ineficiência técnica e um terceiro porque perdeu recursos federais.

Mais demissões

Hoje como prefeito de Porto Velho em razão da licença do titular do cargo, Edgar Tonial não muda em nada a rotina do gabinete do Palácio Tancredo Neves. O vice executa as ordens do prefeito em garantir o enxugamento da folha de pagamento salarial exonerando mais comissionados nos próximos dias. O Ministério Público pediu a regularização das nomeações para atender os requisitos de assessoramento técnico dos gestores e a Prefeitura se apressou em atender.

Privatização iminente

Enquanto a direção do Sindicato dos Urbanitários (Sindur) tenta garfar mais vantagens em pecúnia, seja através de aumento salarial de 7% retroativo a 13 meses e acréscimo aos auxílios alimentação, creche, escola particular e plano de saúde, o Governo trabalha com a iminente privatização da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd). O processo está adiantado e até o final do ano a estatal será privatizada. Sem dúvida, o futuro concessionário privado não vai pagar os altos salários hoje exigidos pelos sindicalistas. Um servidor da Caerd, que está à disposição do Sindur, chegou a receber R$ 30 mil.

Quem contrata é o Governo

Para preservação da informação correta é salutar o leitor entender que quem contrata servidor e executa obras, desde o asfalto à iluminação pública, é o Poder Executivo, sejam as prefeituras ou o Governo do Estado. Deputado e vereador são representantes legítimos do cidadão, mas o papel do parlamentar é exigir melhorias à sociedade e fiscalizar as ações do governante de plantão. Portanto, quem chamou 800 concursados não foi o deputado Leo Moraes, como andou espalhando em outdoors pela cidade pagos pela verba indenizatória da Assembleia Legislativa, mas o Governo Confúcio Moura.

Por decreto

O Diário Oficial de Rondônia traz determinação do Executivo igualando as diárias dos ajudantes de ordens, agentes de segurança e assessores “expressamente designados” a do governador e vice-governador, inclusive em viagens ao exterior.

Em Brasília

Os ministros fieis ao Governo Temer ameaçam represar as emendas e verbas extraorçamentárias dos deputados federais rondonienses que não querem votar contra o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) autorizando a admissibilidade da denúncia contra o presidente da República. Expedito Netto (PSD) e Mariana Carvalho (PSDB) não terão seus recursos disponibilizados em suas bases.


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