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Publicado em Quarta, 08 de Outubro de 2008 - 19h08

A LÓGICA DA JUSTIÇA, DOS POLÍTICOS E DE ACIR GURGACZ

Gérson Costa


Ao considerar que há uma trupe combalida no Estado que tenta desequilibrar a situação política em Rondônia, o empresário Acir Gurgacz manda um recado ao Ministério Público, afinal, são procuradores da República que o acusam por “VEICULAÇÃO DE PROPAGANDA POLÍTICA PARTIDÁRIA NO JORNAL "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", UNICAMENTE EM BENEFÍCIO DA CANDIDATURA DO REPRESENTADO, EM DESFAVOR DE TODOS OS OUTROS CONCORRENTES AO CARGO DE SENADOR DA REPÚBLICA, REFERENTE ÀS ELEIÇÕES GERAIS DE 2006”.
Mas há bem mais a se falar sobre o artigo publicado nesta quarta feira pelo jornal da família Cascavel. Certamente queriam acusar também o RONDONIAGORA por campanhas contra a correta, sensata e honesta vida do homem público que responde a dezenas de processos pelo país. Saiba senhor Acir, que nenhum dos dirigentes deste jornal teve pai ou mãe denunciados por desvio de dinheiro público, ou melhor, nunca estiveram envolvidos em qualquer história de desvios ou escândalos milionários. E nunca, jamais, tiveram ou serão “brindados” com operações espetaculares da Polícia Federal em suas empresas.

A lógica que o Diário da Amazônia prega em seu artigo não é utilizada nem pelo jornal e muito menos pelos seus proprietários. Dizer que a publicação não está a serviço de seus ideais e propósitos é chamar os rondonienses de burros. Dizer que seus veículos de comunicação nunca estiveram a disposição de seus interesses é considerar a todos nós grandes idiotas. Responda rápido candidato derrotado ao Senado quantas foram as condenações por abusos cometidos pela Rede TV durante as eleições passadas? O senhor não lembra da representação 2872/2006?

E essa lógica que o senhor considera irracional foi racionalmente entendida pelo Ministério Público como conduta ilegal. “Consistiu a ilicitude no fato de serem veiculadas diversas matérias de primeira página, com destaque incomum para o investigado e somente para ele, o que contribuiu sobremaneira para exercer poderosa e imediata influência no pleito eleitoral, maculando-o e desequilibrando-o irremediavelmente”, afirma o procurador da República, Silvio de Amorim, na representação.

Agora temos que concordar com suas palavras em apenas três situações. A primeira é quando afirma que “a intenção de utilizar a mídia para criar um jogo ilógico é bastante clara”. Melhor definição para essa não há. Seu grupo político sabe bem disso e sabe tanto que, cansando de ficar na mão do empresário Mário Calixto Filho nos idos da década de 90 decidiu investir em meios de comunicação. Mas ainda bem que sua mídia sempre muito mal utilizada, daí, nunca ter ganho uma eleição.

Outras palavras que consideramos corretas é quando fala que “a Justiça sobrevive amparada na lógica”. Era e é pura lógica quando um juiz criminal o repreendeu nos autos do processo 501.2000.001061-4, em que alegava que portava um diploma de senador da República e por isso a ação deveria ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A lógica correta do juiz Valdeci Castellar Citon foi essa: “O réu ora apelante tem apenas uma mera expectativa de direito em assumir o cargo de Senador, ao contrário dos candidatos efetivamente eleitos. Em prevalecendo o entendimento pretendido pelo réu apelante, estaremos diante de uma situação inusitada, posto que o Estado de Rondônia passaria a ter 4 (quatro) quatro Senadores, e não apenas três como determina a Constituição Federal”.

Há mais lógica em várias decisões dos tribunais rondonienses e é com base nesse contexto que certamente na próxima semana o TRE cassará o seu velho e surrado diploma. Surrado e velho de tanto andar em suas mãos, seja apresentando a Justiça criminal ou no Senado.

Candidato derrotado, bem que poderia haver mais honestidade quando fala da improcedente Ação de Investigação Judicial Eleitoral 2778/2006. Não disse que foi apresentada pelo senhor e arquivada. Denunciou que Expedito Júnior utilizava o Jornal Estadão para fazer campanha. Mas esqueceu de dizer que foi julgada improcedente porque os juízes, logicamente não encontraram conduta ilegal.
E finalmente ficamos ainda com suas próprias palavras para resumir tudo o que falamos. A falta de lógica permeia muito os processos mentais de muitos políticos em Rondônia.

Rondoniagora.com





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