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Publicado em Domingo, 31 de Janeiro de 2021 - 18h26

A retórica do até então presidente interino da Arom e o seu golpe estatutário

por Marcela Maia


A retórica do até então presidente interino da Arom e o seu golpe estatutário

A análise do conflito de lógicas argumentativas na doxa desta questão que envolve a luta do atual “Presidente Interino” da Associação Rondoniense de Municípios (Arom) para perpetuar, no comando da entidade, a ex-prefeita Lebrinha e seu grupo político, do qual ele também faz parte, é espantosa, repleta de ousadias, espertezas, e o que é mais grave, recheada de atos ilegais. Ele insiste em tentar seguir tapando a verdade com peneira.

O todo poderoso da Arom ataca a imprensa, ataca autoridades legitimamente eleitas pelo povo e expõe a imagem pública de prefeitos, que por direito e dever, podem discordar das suas espertezas, desmandos e ilegalidades. Esquece ele, no que chama de ataques e mentiras repetidas, que a imprensa tem feito o seu papel social de trazer luz o que está invisível, revelar o outro lado e dar voz a insatisfação da esmagadora maioria dos prefeitos rondonienses sobre estes fatos.

Agora, vestido da camisa de Diretor Executivo, o Sr. Roger assina a retórica “NOTA DE ESCLARECIMENTO E REPÚDIO CONTRA OS ATAQUES À AROM”, com dissimulações, na tentativa de ludibriar com tais “verdades óbvias” ou “evidência natural”, mas que não passam de ardis, de meros factoides, crenças ingênuas a serem superadas assim que a verdade dos fatos for restabelecida e os princípios municipalistas rondonienses resgatados para o verdadeiro conhecimento de todos, nos quatro cantos de Rondônia, desde Vilhena a Guajará Mirim.

A máscara caiu

No afã de preservar o seu poder que, após a mudança estatutária açodada promovida na Arom, único caminho apresentado por ele para supostamente resolver os “problemas administrativos” advindos da prisão da sua presidente Lebrinha, o Sr. Roger na sua nota recheada de meias verdades, propositadamente com o objetivo de confundir gestores, órgãos de controle, achincalhar a imprensa e expor a imagem pública de prefeitos, segue reforçando seu autoritarismo à frente da associação, reforçando seu comportamento de ditador de papel. E, o que é pior, segue reforçando um ATO JURÍDICO IMPERFEITO, que fragiliza institucional e politicamente a Arom.

O seu ardil de chamar uma assembleia geral para, em uma tacada só, promover alterações estatutárias que possibilitassem a ele, ao mesmo tempo, representar politicamente e administrativamente a associação dos prefeitos de Rondônia agora está claro como a luz do dia! Agora está evidente que Lebrinha, presidente da Arom e o Sr. Roger André, “presidente interino” são faces da mesma moeda.

O canto do Cisne

Tal qual a metáfora do Canto do Cisne, que se refere geralmente à última tentativa de fazer algo grandioso por parte de uma pessoa, o Sr. Roger André deveria, conforme preconiza o Estatuto da AROM, sair de cena, deixar que os prefeitos conduzam a sucessão na Arom. É a entidade legítima deles, que os representa politicamente e administrativamente.

Deveria, no mínimo, se colocar somente no lugar de funcionário da associação, o que é de fato e direito, segundo o seu contrato de trabalho. Parar de espernear, relutar, atrapalhar os prefeitos de conduzirem o processo sucessório da Arom. Assumir um comportamento nobre, no mínimo. Se colocar no seu devido lugar. O processo sucessório na Arom diz respeito somente aos prefeitos e por eles deve ser conduzido. Um bom conselho ao diretor executivo: Respeite a vontade da maioria dos prefeitos. Seu atual comportamento fere o estatuto da associação e incorre em medidas que não são da sua competência política, muito menos administrativa. Isso reforça a pergunta que fica no ar: Qual o interesse que há por traz dos atos do Sr. Roger André?

Golpe de mestre?

O ataque promovido a inteligência de todos pelo todo poderoso “Presidente Interino” é, no mínimo, revoltante! Todos sabemos que a figura de um Presidente de honra, em qualquer instituição, é um título honorífico, dado a membros destacados e antigos que lutaram por sua existência ou de alguma forma marcaram sua trajetória, mas que não ocupam mais cargos na diretoria executiva. Ou seja, é somente figurativo. Portanto, no GOLPE ESTATUTÁRIO dado pelo todo poderoso na Arom, até o prefeito Delegado Araújo segue enganado, pois recebeu nada mais que somente uma homenagem, na tal mudança estatutária, figurando como seu Presidente Honorário.

É meus caros, está claro como a luz do dia: Lebrinha, é a presidente da Arom e o Sr. Roger André, “presidente interino” Arom (com poderes administrativos e políticos), são faces da mesma moeda. Portanto, resta a todos os prefeitos que, apesar de tudo, não desistam de resgatar uma Arom forte politicamente, democrática, transparente e representativa de todos os prefeitos, tomarem as rédeas do processo sucessório da sua entidade máxima. S

somos todos nós os principais responsáveis pela mudança que queremos.

*Marcela Maia – É servidora pública e jornalista


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