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Publicado em Terça, 22 de Março de 2016 - 21h47

Adubação equilibrada garante plantas mais resistentes no processo de transição agroecológica

Paula Rodrigues


As atividades de capacitação possuem uma grande importância no processo de transição agroecológica de produtores de hortaliças. No último dia 11, um dia de campo realizado no Núcleo Rural Gatumé, em Samambaia/DF, reuniu cerca de 60 agricultores e técnicos da extensão rural para demonstrar práticas agronômicas relacionadas à adubação e ao controle de pragas e doenças a partir da utilização de caldas protetoras.

"Uma adubação equilibrada favorece a resistência das plantas que, quando estão com um bom balanço nutricional, ficam menos vulneráveis a ataques de pragas e doenças", explica o agrônomo Ítalo Ludke, organizador da capacitação, ao destacar que, na transição agroecológica, os adubos químicos são substituídos por adubos orgânicos, tais como bokashi e biofertilizantes.

No dia de campo, os produtores aprenderam com os pesquisadores Francisco Vilela e Mariane Vidal o preparo e o uso de adubos verdes, como crotalária e guandu, e de biofertilizantes, bokashis e compostos orgânicos, incluindo a compostagem laminar que é feita diretamente nos canteiros onde serão cultivadas as hortaliças.

Em propriedades em fase de transição agroecológica, o equilíbrio é a base de todo o agroecossistema que, quanto mais equilibrado, menos suscetível ficará a surtos populacionais de pragas, uma vez que o ambiente será favorável aos insetos benéficos ou inimigos naturais. Nesse caso, o controle biológico é muito efetivo.

"Porém, em caso de necessidade, quando durante o monitoramento da lavoura o produtor observar os primeiros sintomas nas plantas ou, então, entender que há condições climáticas favoráveis, é possível utilizar caldas naturais protetoras para prevenir a alta incidência de pragas e doenças", assinala Ludke.

Durante o evento, o público observou o preparo dessas caldas que, apesar do foco na proteção da planta, também disponibilizam certa quantidade de nutrientes, sendo, por isso, chamadas de caldas fertiprotetoras. Na estação demonstrativa, o técnico da Emater/DF Rildon de Oliveira explicou aos agricultores como deve ser feito o preparo e a utilização de três tipos diferentes de caldas: bordalesa, viçosa e sulfocálcica.

Iniciado em 2014, com um forte componente de capacitação, o projeto IntegraDF busca compartilhar conhecimentos com os agricultores em fase de transição agroecológica para, assim, gerar um efeito multiplicador na região de abrangência do projeto. Durante esse ano, a equipe do projeto pretende sistematizar os resultados de pesquisa para que o próximo evento de capacitação apresente os avanços conquistados. 


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