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Publicado em Segunda, 10 de Novembro de 2014 - 08h44

Afinal, porque temos umbigo?

SERAFIM GODINHO


Afinal, porque temos umbigo?
Para começar, não se chama umbigo e sim cicatriz umbilical
Não apenas nós, mas todos os animais mamíferos o têm, pois quando ainda no útero o bebê é alimentado pelo sangue da mãe que é conduzido através do cordão umbilical que após o nascimento será cortado, caindo após alguns dias transformando-se nessa covinha charmosa que existe em todas as pessoas; esse buraquinho bem no meio da barriga que normalmente é muito bonitinho , nas mulheres um charme a mais desde pequenas.

Assim como os pés e as mãos, ele é objeto de curiosidades das crianças que adoram brincar com ele. E quanto a nós pais, quem nunca fez cócegas na barriga de seu bebê, beijando seu umbigo?
Foi através dessa covinha que a natureza encontrou a maneira de levar o sangue da mãe grávida até o bebê que está em sua barriga. Através dele chegam todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto, para que ele se torne um bebê saudável, ao nascer.

Por esse motivo, a mulher deve ter uma alimentação bastante balanceada e saudável, além das vitaminas e sais minerais prescritos pelo seu médico. Tudo que ela ingerir nesta fase, irá para o seu filho, através da corrente sanguínea. Por sua vez, o sangue é levado para o bebê através da placenta, que se comunica com o mesmo através do cordão umbilical.

Além dos nutrientes, ele é responsável também pela troca gasosa levando oxigênio para o feto que “respira” através dele.
Ao nascer, os pulmões do bebê começam a funcionar, e ele passa a respirar normalmente, por conta própria; nessa hora o cordão é dispensável. E agora, o que fazer com ele? Bem, quando o bebe nasce, tanto a placenta quanto o cordão umbilical são expulsos, por não serem mais necessários.

Como o cordão ainda fica preso a barriga do bebê, o médico o corta a partir de alguns centímetros da barriga, permanecendo um pequeno coto, que após mais ou menos uma semana ele seca e cai, naturalmente, deixando uma covinha, marcando para sempre o elo que tinha com sua mãe. Não é sem razão que todos nós temos nossa mãe como algo sagrado em que confiamos plenamente e que temos a certeza de que sempre estará ao nosso lado com um amor incondicional.

Mas na verdade para que serve o umbigo? Absolutamente para nada, a não ser para despertar a curiosidade dos pequenos e deixar as criancinhas mais fofas e bonitinhas, e na vida adulta é considerado por muitos como uma área erógena.

E o que fazer com o umbigo depois que cai? Normalmente é incinerado, mas existem vários mitos que assustam as mães que o guardam ou o enterram em um local lindo, pois “se jogados no lixo e o rato o pegar a criança vira ladrão”.

É importante saber que embora o coto umbilical seca e cai naturalmente, são necessários cuidados como higienização da região mantendo-a sempre seca e em rigoroso estado de limpeza para evitar infecção.

A assepsia no local é muito simples e deve ser feita após o banho e a cada troca de fralda, para o cordão não ficar molhado de urina. Use algodão embebido em álcool absoluto, limpando a raiz do coto e em sua volta, retirando com cuidado qualquer serosidade que aí se tenha formado.

E é apenas isso. Não use cinteiros ou qualquer outra peça de roupa que impeça o arejamento natural da região.

No passado,quando as vacinas não eram rotina e as mulheres tinham seus filhos em casa, e pela falta de conhecimentos e orientações médicas, elas usavam teias de aranha, esterco de gado ou qualquer coisa que lhe era ensinado no coto umbilical, os bebês morriam em Sete dias com uma doença que chamavam de mal de Sete dias, por desconhecerem a verdadeira causa que era o tétano no recém nascido ocasionado com essa prática.

No presente, com a criogênese, o cordão umbilical tirado na hora e guardado pelo hospital, é uma fonte inesgotável de células tronco que com o avanço da medicina genética, permite o tratamento de doenças imunológicas e oncológicas usando o próprio sangue do cordão umbilical.

Pensamento

Ciência e liberdade são termos indissociáveis. Não pode viver a ciência sem liberdade, como não podemos viver sem respirar. E sem liberdade, como nós sem ar, ela asfixia-se, ou dá apenas frutos sovados e secos. Uma vez livre, a ciência desenvolve, se agiganta e fortalece, sobrepujando e vencendo o obscurantismo. Ela se torna o grande antídoto do veneno das superstições.
Comendador Serafim Godinho

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