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Publicado em Domingo, 21 de Dezembro de 2014 - 10h56

Amar pode ser prejudicial à saúde

Serafim Godinho


Amar pode ser prejudicial à saúde

Será que alguém pode realmente morrer por amor? Não me refiro aos crimes cometidos por ciúmes por quem se diz amar, mas que são criminosos passionais ocasionados por amor próprio ferido. Também não me refiro à morte de casais apaixonados como os descritos por Skakespeare em Romeu e Julieta.

Há tempos se fala da Síndrome do Coração Partido e, após estudar alguns casos, pesquisadores alemães descobriram que é, sim, possível alguém morrer de amor. A perda da pessoa que amamos aumenta a produção dos hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, o que estreita as veias e pode ocasionar uma parada cardíaca.
A chamada síndrome do coração partido pode levar a um ataque cardíaco caracterizado por dores no peito e falta de ar.

No caso de problemas cardíacos ocasionados por estresse emocional, a câmara principal de bombeamento do coração mostra uma anormalidade: ela não se contrai, e aparece principalmente ou completamente paralisada.

Em muitos desses casos, os doentes foram identificados e tratados como se eles estivessem tendo um ataque cardíaco. Em casos graves, as pessoas precisam ser internadas e receber um acompanhamento adequado, além de um tratamento intensivo.

Nos casos mais extremos, o coração pode parar-e se tornar realmente uma parada cárdica. Uma curiosidade é que nesses casos o coração incrivelmente se recupera, e volta ao normal várias semanas ou meses depois do problema.

As manifestações da doença são as de um infarto do miocárdio, que acomete principalmente mulheres de meia idade; as alterações eletrocardiográficas são as de um infarto agudo do miocárdio e as alterações das enzimas do sangue comprovam a lesão do músculo cardíaco. A evolução costuma ser boa e, geralmente, é de curta duração com a recuperação das alterações registradas no inicio da doença.

O que chama a atenção, o que da a chave para o diagnostico, são os estudos hemodinâmicos destes corações. As artérias coronárias costumam ser praticamente normais e a ventriculografia  mostra um coração com a ponta dilatada, inativa e o restante do coração continua se contraindo normalmente durante a sístole ventricular. Esta parte, que se contrai de modo normal, e a parte que não sofre a contração sistólica esperada geram a imagem que sugere uma parte normal e a outra anormal. É como se uma parte do ventrículo funcionasse normalmente e a outra não, provocando a impressão de coração partido.

A síndrome do coração partido é uma doença de bom prognostico, pois a evolução desses infartos costuma ser rápida e boa, não deixando seqüelas maiores. De um modo geral, acontece a recuperação total dos pacientes em poucos dias, apesar das manifestações iniciais alarmantes.
O que mais chama a atenção nesta síndrome é que a grande maioria, mais de 95 % acontece em mulheres de meia idade, isso talvez por causa de uma sensibilidade maior de suas artérias á adrenalina, nessa época.

Ao passarmos por uma desilusão amorosa sofremos uma carga de adrenalina muito grande, causando uma insuficiência cardíaca. A pessoa sente falta de ar, cansaço ao fazer pequenos esforços – como ver T.V e até dormir- dores no peito, inchaço nas pernas, o fígado cresce um pouco, enfim, sintomas que denotam que o coração está parando de funcionar.

Deve-se lembrar que essa síndrome do coração partido não tem relação com a parada cardíaca que conhecemos, apesar de os sintomas serem semelhantes. Nesse caso trabalhamos com diagnostico por exclusão, pois ao fazermos o cateterismo, percebemos que as veias coronárias estão normais e não se estreitaram ou entupiram por conta de um colesterol alto, por exemplo.

Acredita-se que a pessoa que tem uma parada cardíaca por conta de uma desilusão amorosa já tenha uma predisposição, pois muita gente passa por esse tipo de situação sem graves conseqüências. Para quem já tem problemas de coração, é preciso se cuidar: evite fumo, faça exercícios físicos,  alimente corretamente , procure se divertir e viajar, ate para se afastar temporariamente da pessoa e   amigos ligados ao relacionamento rompido.

Toda ruptura causa desconforto, às vezes sofrimento e dor, quando estamos na zona de conforto e somos deslocados para um rompimento abrupto. Nesse caso terá que se reorganizar psiquicamente e aprender a viver de outra maneira, adaptando-se a uma nova vida.

É importante para isso, afastar-se de tudo que faz lembrar-se do ex, como fotografias, presentes, locais e musicas que apreciavam e com mais razão apagar o numero do telefone e bloquear as redes sociais. E é importante saber que o tempo é o melhor elixir para o tratamento  dos sintomas desta doença.

Aí você vai entender, para sua felicidade e cura de seu coração partido, que a fila anda.

Pensamento

Se o coração e a cabeça estão em contradição caberá no fim ao coração decidir.
A pobre cabeça cede sempre, porque é a mais prudente.
Mas para convivermos em sociedade, devemos trancar e guardar as chaves do coração.
Ficam solitários os ingênuos que, como crianças, deixam abertas suas portas.


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