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Publicado em Quinta, 29 de Maio de 2014 - 14h34

AMARELANDO

Gessi Taborda


AMARELANDO

O PT está aposentando sua cor tradicional, o vermelho, substituindo-a pelo amarelo, que deverá ser predominante nas peças publicitárias desse ano. Enquanto isso, o PSB vai se apropriando do vermelho em suas inserções na TV. De acordo com informações publicadas na mídia de circulação nacional, a substituição do vermelho é orientação do publicitário João Santana, feita com o aval da direção nacional da sigla. E mais: segundo petistas o amarelo deve ser adotado na campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Tanto no aniversário de 34 anos do PT, em fevereiro passado, quanto no 14.º Encontro Nacional do partido, no início de maio, os tons de laranja e amarelo predominaram. O vermelho ficou relegado a uma pequena estrela, outro símbolo caro à militância do PT, encostada no canto direito do cenário, quase fora do quadro.

CAINDO EM CAMPO

Com a autonomia devidamente restaurada pelo Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Eleitoral começa se preparar para a campanha deste ano. Depois de recuperar, por 9 votos a 2, o direito de instaurar inquéritos ou solicitar diligências para apurar crimes eleitorais sem precisar de autorização de juiz eleitoral, a ordem é cair em campo a fim de ajustar o time para a batalha de 2014. A restrição da atuação do Ministério Público havia sido determinada, curiosamente, por resolução do TSE.

PONTEIROS

Ao longo de junho, procuradores e desembargadores eleitorais (da corte do TRE-RO) se reunirão com promotores e juízes para acertar os ponteiros da atuação conjunta. Além de desrespeito às regras da propaganda, um dos crimes mais comuns – e de gravidade bem superior – em campanhas é o abuso de poder político e econômico. Uma denúncia baseada em tal infração pode render ação penal e, consequentemente, enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

ESPAÇO VAGO

A aproximadamente duas semanas da abertura do prazo para as convenções que oficializarão as candidaturas, ainda permanecem vagos os importantes espaços das chapas majoritárias, como é o caso dos candidatos a vices e dos candidatos que concorrerão ao senado.
Nem mesmo o candidato a vice na chapa do governador Confúcio Moura, que disputa a reeleição, está definido. Aliás, nenhum dos candidatos majoritários demonstra pressa em anunciar o nome de seu companheiro de chapa. O cargo de vice é um dos atrativos para se negociar apoios, para o arremate das alianças.

SEM RELEVÂNCIA

No caso do pré-candidato Expedito Júnior o pretende a vice é o deputado estadual Neodi Carlos. Não há garantias de que esse nome seja mantido e confirmado até a realização da convenção partidária. Alguns políticos engajados nesse projeto dos tucanos consideram que o deputado de Machadinho não tem relevância eleitoral no estado. Mas há também os defensores que afirmam: “Neodi pode não ter lá tanta relevância, mas não ganha status de entrave e assim, não gera desconforto para o cabeça da chapa”.
Na sabedoria dos políticos antigos dizia-se que o bom vice é aquele que tem votos ou dinheiro. De uma coisa é certa, Neodi está longe de ganhar um campeonato em termos de voto. Em se tratando do parlamentar de Machadinho é preciso reconhecer: ele pode até não ter relevância, mas sempre esteve à beira do protagonismo.

BURACO ABISMAL

A Receita Federal anunciou na última terça feira mais um recorde de arrecadação. Ela somou em abril R$ 105,8 bilhões, um aumento real de 0,93% sobre abril de 2013. Nos quatro primeiros meses deste ano, foi também registrado recorde histórico, de R$ 399,3 bilhões.
É um volume de dinheiro arrancado de todos nós, contribuintes, a fórceps. E nem com tudo isso, o abissal buraco dos gastos da máquina pública consegue ser preenchido, porque a receita não cresce na mesma proporção das despesas.

CONSEQUÊNCIAS

O governo sabe das consequências desse descompasso mas não faz nada para rever sua despesa sempre crescente.
Para fechar as contas deste ano, o governo recorrerá a receitas extraordinárias. A exemplo do ano passado, ele oferece um programa de parcelamento de dívidas tributárias, para arrancar dos contribuintes inadimplentes algo como R$ 12,5 bilhões. A repetição da estratégia vai acabar convencendo as empresas de que, a recolher seus impostos, é mais negócio esperar pelos descontos e parcelamentos.

POPULAÇÃO PRESA

Há dois meses foram divulgados dados do Ministério da Justiça que mostram que a população carcerária no Brasil cresceu 403% em 20 anos, enquanto o número de brasileiros aumentava no período 36%. Há mais de 574 mil pessoas presas. É a quarta maior população carcerária do mundo. Em primeiro lugar, os Estados Unidos, com 2,2 milhões, seguidos da China (1,6 milhão) e da Rússia (740 mil). Há um clamor popular por mais prisões, como se isso resolvesse o problema da criminalidade, mas esta aumenta até mais que o número de encarcerados. E tem mais: além de não reduzir a violência, esse sistema prisional não reabilita praticamente nenhum preso.

SEU NOME É ANJO

A Câmara Municipal de Porto Velho deve explicações à população da capital sobre a verdadeira gastança registrada ali, a título de verba indenizatória. Cabe ao seu presidente e (se existir) corregedor, explicar a farra de um vereador que gastou quase 3 mil reais de combustível num mês. Quem pagou a conta? Ora, o contribuinte. O vereador (que não se perca pelo nome) atende pelo nome de Cabo Anjo.
“De acordo com o processo nº. 50/2014, no mês de fevereiro, ele gastou R$ 1.941,27 reais. Em abril, foram mais R$ 1.916,92 reais. Some-se a isso a quantia de R$ 410,00 reais, referente à troca de cilindro de roda, fluido de freio, óleo de motor, filtro de óleo, palheta do limpador, alinhamento total e balanceamento de rodas, conforme notas fiscais n°s. 703 e 1710/2014”, informou a acriticaderondonia.blogspot.com.br.

PASTOR

Ele não é o único. Segundo a mesma fonte, O vereador pastor Delso Moreira (PRB) é outro que vem pisando fundo no acelerador da gastança. Em maio de 2014, ele foi reembolsado em R$ 3.543,75 reais, pela queima de 1.125 litros de gasolina comum, conforme nota fiscal 007.986. Parece que o tal pastor ainda não entendeu que é preciso ir devagar com o andor, porque não é justo o contribuinte pagar por tanta sinecura.


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