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Publicado em Sexta, 06 de Junho de 2014 - 09h25

Antes do apito

Gessi Taborda


Antes do apito

Já está praticamente na hora de mudar de assunto, pois faltam apenas seis dias para o jogo de abertura da Copa do Mundo. A cidade aos poucos vai modificando o sentimento refratário ao maior evento esportivo de todos os tempos, aumentando o número de pontos decorados nas vias públicas. Já é bastante perceptível o crescente número de automóveis adesivados ou carregando bandeiras do Brasil.
Mas enquanto não soa o apito colocando a bola para rolar, vamos aproveitando o espaço para continuar falando da tosca política local.

BLOCO DOS SUJOS

Sim, a política como outras manifestações importantes para a cidadania rondoniense sofreu uma enorme decadência com o passar dos anos, a ponte de hoje vermos uma mera caricatura daquilo que foi a disputa eleitoral em tempos idos, quando tínhamos representantes do porte de Olavo Pires (só para exemplificar), de Jacob Atahla, de Jerzy Badocha, de Odacir Soares, de Jerônimo Santana.
Hoje, quando se vê o perfil dos personagens escalados para este palco, não deixamos de nos perguntar: o que aconteceu com Rondônia? É impressionante o número desses personagens catalogados em acontecimentos inexplicáveis (até agora) na várias operações policiais de combate à corrupção.
Numa dimensão mais realista do raciocínio somos levados a acreditar que numa situação inédita, a política desse estado parece ser movida por agentes de quadrilha, cujo objetivo maior é o enriquecimento ilícito, a rapinagem do erário, o engessamento da administração e sua entrega aos cupinchas.

INDEFINIÇÃO

Inexplicavelmente a política rondoniense está profundamente contaminada por personagens sem ficha limpa. São lideranças inúteis, apodrecidas, enfiada de cabo a rabo no poder estadual, repetindo as mentiras de sempre para enganar a população que, lamentavelmente se mostra humilhada, sem vontade de reagir, encolhida num canto.
Hoje é dia 6 de Junho. Daqui a 4 dias estão liberadas, pela Justiça Eleitoral, as realizações de convenções partidárias para a escolha dos candidatos.
Estamos em cima da hora e mesmo assim a indefinição do cenário sucessório continua. Entre os chamados concorrentes mais fortes a insegurança jurídica permanece. Quem se diz pré-candidato deverá ficar fora do jogo, por ser ficha suja. Não há garantias no momento de que concorrerão sub-júdice.
Em que outro estado brasileiro um senador da República condenado a passar vários anos cumprindo pena de prisão (semi aberta) estaria agindo como cacique político na formatação de chapas majoritárias para disputar o governo?

VÍTIMAS

A verdade que está na cara, já foi estampada nas manchetes dos diversos veículos da mídia, mostrando a pequenez desses personagens caricatos. Até deputado acostumado a guardar dinheiro sujo na cueca se acha injustiçado diante das críticas. Aqui, salvo melhor juízo, a verdade não se impõe.
E ai estão, agora, como atores principais da orquestração do futuro próximo do estado (com reflexos no longo prazo), esse pessoal conhecido de todos, alguns certamente empanturrados os milhões do dinheiro público carreados para eles por contratos nebulosos, de serviços idem
É esse pessoal sempre mentindo compulsivamente, alguns acreditando na própria mentira, que agora, no momento eleitoral fazem de tudo para conseguir (ou se manter) o Poder. E nós, que os conhecemos ao longo dos últimos anos, sabemos que a “verdade” que tentam nos vender é completamente desfigurada do cenário real.
De todos os lados, são os fichas sujas desmoralizados tentando passar para o povão a imagem de “salvaguardas” do futuro, garantidores do progresso e outras baboseiras mais.

ENGOLINDO TUDO

Sem se ater para os atores desse teatro eleitoral; catalogados na crônica policial (e jurídica) como fichas sujas, a população vai engolindo tudo e, incrível, se incorporando ao pelotão defensor dos espertalhões. Os fichas sujas aproveitam facilmente da população alienada, incapaz de compreender a necessidade da faxina eleitoral para afastar não só petralhas mas também as aves de rapina.
Se não fosse a lentidão do judiciário, que acaba ajudando a impunidade, uma parte expressiva desses que mais uma vez vão pedir votos para a eleição de outubro estariam pagando pelo esbulho, na cadeia e com a inelegibilidade. Enquanto isso se apresenta novamente como “vítimas”, desmoralizando cada vez mais a prática política e as próprias instituições.
A existência dessas extirpe de políticos de palavras vazias de sentido, sem ideal, sem cultura, que só podem se orgulhar da esperteza é o que pode fazer de Rondônia uma gafe continuada.

COMEÇA MAL

A pré-candidata ao governo pelo PR, Jaqueline Cassol (irmã de Ivo), começou mal ao tentar impedir que o Google e outros mecanismos de busca mantenha seu nome ligado ao assassinato da estudante de jornalismo Naiara Karine. Tentar impedir que as pessoas tenham acesso a tudo que se falou desse caso é uma clara ação de censura. Imagine o que poderia fazer a moça contra a mídia se assumisse o poder do estado.

ESQUECIDO

Darci Kischener, que já foi atuante deputado estadual, não gostou nada do espetáculo mambembe promovido pelo governador Confúcio Moura, com a “inauguração” da usina de calcário de Pimenta Bueno.
Numa demonstração desnecessária de arrogância, Confúcio deixou de convidar (ou pelo menos citar) o Darci, hoje vereador em Espigão do Oeste, onde também é dono de uma emissora de rádio. Foi sob o comando de Darci que a tal Usina de Calcário funcionou de verdade, atendendo agricultores em todo o estado. É claro que o governador conhece bem essa estória. Engraçado é que só nesse momento eleitoral Confúcio foi fazer onda naquela região, como se a tal Usina fosse uma iniciativa de seu fraquíssimo governo.

NHECONHECO

Então o prefeito 40 não está nem ai para críticas e cobranças de sua (suposta) gestão?? Essa é mais uma besteira a realçar como o “velho” político ainda não compreendeu o espírito da coisa. Vai descobrir daqui mais dois anos o abismo que terá pela frente, exatamente por ser mouco diante das críticas e cobranças.
Ontem, segunda consta, na tarde, o gabinete foi palco da assinatura de uma ordem de serviço para pavimentação e drenagem da Rua Interlagos, bairro Ayrton Senna, setor Leste da cidade. É coisa pequena como se vê, longe de justificar sua transformação num evento.
Mas isso, a priori, não significa nada. Também para a construção da manada de elefantes brancos em que se converteram os elevados (apelidados de viadutos) houve essa mesma lenga-lenga. Só ganhou com isso as empreteiras e nada mais.

COMPENSA

No Brasil realmente o crime compensa. O ex-juiz Lalau em breve estará em liberdade. Fora a fausta aposentadoria de juiz que irá desfrutar dos R$ 170 milhões roubados, pouco foi recuperado. Em plena era da informática, com países cooperando em investigações sobre crime de corrupção, a Justiça brasileira não conseguiu descobrir “quase nada”. Daqui a pouco serão os mensaleiros em liberdade e nada será também devolvido aos cofres públicos. Nas próximas eleições deveríamos exigir dos candidatos projeto de lei para manter encarcerados ladrões de cofres públicos até que devolvam centavo, por centavo.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/antes-do-apito)
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