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Publicado em Terça, 07 de Junho de 2016 - 19h06

Arco Norte: a melhor rota da safra brasileira

Rafaela Schundt e Ivonete Gomes


Ampliação da infraestrutura portuária de Rondônia faz produtor local cultivar grãos com excedente para exportação e dá pontapé inicial para transformar o Arco Norte no melhor caminho das commodities brasileiras

A expansão das áreas de plantio, a utilização de agricultura de precisão e a aquisição de sementes de alta tecnologia levaram ao consequente aumento de produtividade e produção de grãos no Brasil e transformaram o Arco Norte na maior aposta logística do agronegócio brasileiro para os próximos 10 anos.

A rota de transporte multimodal via hemisfério Norte compreende os estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão. O Porto Público de Porto Velho, administrado pela Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), é o mais importante embarcadouro do conglomerado. Por ele passam 90,71% de toda carga exportada a partir da hidrovia do rio Madeira, cerca de 2,8 milhões de toneladas por ano. “Temos a melhor infraestrutura portuária disponível: pátios asfaltados para estacionamento, áreas para cargas refrigeradas e containers, galpão com posto aduaneiro para agilizar o processo de importação e exportação de cargas, cais flutuante, rampa asfaltada e áreas disponíveis para arrendamento”, afirma Leudo Buriti, presidente da Soph.

A capacidade portuária de Rondônia foi triplicada nos últimos anos e o governo continua investindo para consolidar o Arco Norte como o melhor caminho das commodities até os mercados asiático e europeu. Para 2017, a Soph se prepara para um aumento de 10% no volume de embarque, tornando mais fácil, por exemplo, a negociação do milho que passou a ter excedente de venda em Rondônia. “Antes, os produtores de milho ficavam retraídos e plantavam pouco porque o grão tinha que competir com a soja no embarque. Agora, com a capacidade ampliada, as duas commodities podem ser transportadas ao mesmo tempo”, garante Buriti.

Otimista, o presidente da Federação Nacional de Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Raimundo Holanda, está certo de que com a exploração do potencial da hidrovia do Madeira e conclusão dos empreendimentos previstos nos outros estados, o Arco Verde vai chegar à marca das 60 milhões de toneladas, transformando-se na maior rota da safra brasileira. “Para isso é preciso que façamos investimentos necessários como sinalização, dragagem e fiscalização”, diz Holanda.


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