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Publicado em Quarta, 20 de Maio de 2015 - 18h18

Automedicação, jeitinho brasileiro

Serafim Godinho


Automedicação, jeitinho brasileiro

A automedicação faz parte da cultura do Brasileiro, assim como os famosos jeitinhos que usamos para não pagar impostos, para furar uma fila, comprar uma mercadoria pirata. Agindo assim como poderemos desejar um Governo Honesto? Eles nos representam, pois foram eleitos com a maioria dos nossos eleitores. Eleitores que cobram honestidade, mas que tem telhado de vidro e muitas vezes um “gatinho” no padrão de energia. Com a contaminação desses terríveis malfeitos, para usar uma palavra da época, todo aquele que detem o menor poder, procura mostrar dificuldades para vender facilidades. E, a vista de todos. Ou será que o chamado mensalão, denunciado por um ex Deputado Federal, com vultosas quantias em dinheiro trocando de mãos, passava despercebido pelos outros ou mesmo pela imprensa que convive diariamente com o poder? É preciso ser muito ingênuo para acreditar nisso. Agora, convivemos com o chamado Petrolão.

Fica a  mesma pergunta: como permanecer tantos anos dilapidando uma companhia a tal ponto de tira-la de um confortável 30 lugar do mundo e levá-la  para um acachapante 360 lugar? É preciso ser inocente para acreditar que nesses últimos anos somente o Governo, seu partido e sua base aliada são os culpados. O silêncio da oposição a faz cúmplice. Na verdade, estão quase todos, com honrosas exceções, nas mãos dos Grandes empreiteiros, que financiam todas as campanhas com chances de vitória. De novo, é necessário ser ingênuo para acreditar que o fazem por serem bonzinhos.

Ontem assisti um flagrante em que um motorista de caminhão filmou com seu celular a Polícia Rodoviária Federal exigindo propina para liberar seu veículo. Fiquei impressionado com a coragem do Jornalista Boris Casoy que ao final da reportagem fez seu comentário: isso ocorre, pelos exemplos de cima. Estão escancarados em todas as páginas da mídia. Se os pais não dão bons exemplos... Acredito que desde o descobrimento padecemos dessa doença e não poderia deixar de ser assim, pois o Imperador em Portugal mandava para cá, todos aqueles malfeitores, condenados a penas perpétuas ou a morte, que para se livrar, aceitavam vir para o Brasil. É famosa a carta resposta de um governador da então colônia, em resposta ao seu Imperador que lhe chamava atenção por ter notícia de muitos crimes por aqui. Sua carta resposta: Como dirigir estas terras sem todos os crimes de furtos, roubos, corrupção e assassinatos se os Portugueses que aqui tenho para nomear Juiz, Delegado,Coletores de Renda são bandidos que vocês anistiam aí e nos mandam?

A automedicação é e sempre foi o reflexo dessa doença que atinge todos os países subdesenvolvidos que com eufemismo denominamos jeitinho.

Quem no Brasil nunca tomou um remédio sem prescrição após uma dor de cabeça ou febre? Ou pediu opinião a um amigo sobre qual medicamento ingerir em determinadas ocasiões? A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer conseqüências  mais graves do que se imagina.

A medicação por conta própria é um dos exemplos de uso indevido de remédios, considerado um problema de saúde pública no Brasil.
O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada. O uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos.

Outra preocupação em relação ao uso do remédio refere-se à combinação inadequada. Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro.

O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, conseqüências como: reações alérgicas, dependência e até a morte.

Normalmente as pessoas que se automedicam são influenciadas por receitas antigas, pela recomendação de amigos, vizinhos e familiares, propaganda de medicamentos, disponibilidade do medicamento na sua farmácia caseira, facilidade de comprar medicamentos em farmácias e drogarias, venda livre em praças e outros estabelecimentos comerciais, pelo fácil acesso a informação e compra de produtos por telefone e internet, independentemente da sua categoria legal (isento de prescrição, venda sob receita médica ou de controle especial).  Os maiores problemas são o uso abusivo de medicação; uso inadequado de medicamentos antimicrobianos freqüentemente em doses incorretas ou para infecções não-bacterianas; uso excessivo de injetáveis nos casos em que seriam mais adequadas formas farmacêuticas orais e prescrição em desacordo com as diretrizes clínicas. Automedicação inadequada, freqüentemente com medicamento que requer prescrição médica.

Fico estarrecido, quando minhas receitas são trocadas nas farmácias, por medicamentos de pior qualidade, de laboratórios, sempre os Brasileiros, que usam sais adquiridos da china ou do Paraguai que não tem o mesmo efeito farmacológico que os éticos de laboratórios Europeus o Americanos, onde os proprietários temem a justiça, pois sabem que se pegos, serão presos, independente do dinheiro que possam ter. Considero isso como automedicação involuntária, pois afinal o paciente não esta usando os medicamentos prescritos. E pasmem, os donos de farmácias ganham mais vendendo estes BO do que o ético, sempre pelo fato do jeitinho Brasileiro. Alguns laboratórios vendem dois e dá um de brinde à farmácia, quando não remuneram o balconista pelas vendas de seu produto.

E o que dizer das farmácias de manipulação. É tão triste que prefiro não comentar, pois teria que incluir alguns, felizmente poucos colegas médicos, coisa que realmente nunca esperava viver para ver. Importante deixar claro que existem ainda pessoas honestas  e confiáveis em todas profissões mas, com muito orgulho, a maioria, sabemos,  pertencem à classe médica. 

Enfim, como o problema é cultural, a solução passa pela cultura. Só iremos deixar para trás essas mazelas, quando oferecermos educação de qualidade e não apenas quantidade, a nossos jovens. Os exemplos estão à nossa vista. Coréia do Sul Cingapura, China, América, Alemanha Noruega e outros. Invejo os Americanos, onde não se compra um analgésico sem receita médica, mas também, onde o Presidente da República tem descontado de seu salário toda despesa pessoal, sua e de seus familiares com artigos de higiene pessoal e  alimentação a não ser quando faz uma recepção oficial de interesse do Estado. Mas ainda me orgulho de ser Brasileiro.

Pensamento da Semana.

São poucas as certezas que tenho na vida. Por isso admiro aquelas pessoas que acordam felizes, com alegria no coração e um sorriso no rosto, que persistem na luta após a queda, que são sensíveis às dores do próximo, e que entendem que cada silêncio, cada palavra, cada escolha tomada definirá seu futuro. Admiro aquelas que quase nunca olham para trás e quando o faz é para lembrar-se dos bons momentos vividos. Admiro também, aquelas que não pensam no que ficou inacabado, no que deixou de fazer e naquelas que nunca se arrependem do que fizeram, às vezes, arrependem-se por não ter feito. Confesso minha admiração principalmente para aquelas que sabem viver com intensidade, cada dia, cada minuto e que sabem transformar um segundo em uma eternidade.


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