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Publicado em Segunda, 10 de Outubro de 2011 - 18h03

Batalhão de miseráveis e excluídos

Gérson Costa


Chega a ser inacreditável, caro leitor, os números apontados pela Secretaria de Assistência Social (Seas) para a extrema pobreza em Rondônia. Estado tão rico, cheio de oportunidades do Sul ao Norte com investimentos em todos os segmentos produtivos, Rondônia abriga um batalhão de miseráveis e excluídos, e não estamos falando apenas da seara digital, mas até mesmo de cidadania. Os números apontam para os pequenos municípios e na área rural a maior concentração de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, ou monetariamente falando, com o teto de R$ 70,00 mensais para comer, vestir, estudar e morar, não necessariamente nessa ordem. Segundo o IBGE, são 35 mil pessoas que vivem com R$ 70,00 e outros 121 mil com R$ 140 mensais. 

Campo Novo de Rondônia, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e os ribeirinhos ao longo da bacia hidrográfica do Guaporé lideram o grupo social que mais necessita de apoio. Os programas sociais do Governo Federal ajudaram muito na redução desses números, mas ainda há miséria e pobreza concentrada em Rondônia e foi preciso estudo detalhado para lançar um programa para aplacar a fome, levar cidadania a quem nem documento oficial tem em seu nome, e inserir essas pessoas no mercado de trabalho, seja através de cursos de qualificação ou aproveitamento de mão de obra através do método do cooperativismo.  

Chegou-se a conclusão que é preciso lançar um programa com envolvimento de toda a sociedade, principalmente dos poderes, para reduzir o batalhão de miseráveis. O projeto FutuRO, abraçado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, coloca Rondônia como pioneiro no combate a fome, complementando com renda os beneficiários do Bolsa Família, e levando algum tipo de recurso financeiro a quem não consegue se integrar ao programa federal. Em  resumo, o FutuRO, como pretende o governador Confúcio Moura, é um grande pacto contra a miséria, envolvendo Estado, União e municípios, combatendo a fome e ajudando essas pessoas a arrumar emprego. 

Na teoria o projeto é bom. Precisamos saber se vai dar certo na prática. No primeiro ano (2012), segundo a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa, o FutuRO promete desembolso de R$ 8 milhões, no ano seguinte os valores aumentam para R$ 38 milhões e no terceiro chega a R$ 50 milhões, mas volta aos R$ 8 milhões no quarto ano. Outra preocupação do presidente da CCJ, Luizinho Goebel (PV-Vilhena), é com relação as pessoas que serão contempladas. O projeto, encaminhado à Casa de Leis, deixa em aberto essas questões, podendo gerar problemas posteriormente, segundo o parlamentar. Mas  o Governo, segundo o chefe do Executivo, está aberto a discussão, ao diálogo. Qualquer idéia para melhorar e garantir o combate a fome e a miséria será inserida. Mas o programa precisa sair do papel e já porque quem tem fome tem pressa.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/batalhao-de-miseraveis-e-excluidos)
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