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Publicado em Terça, 02 de Dezembro de 2014 - 08h21

Como vai governar?

Gessi Taborda


Como vai governar?

Se Confúcio Moura, apesar de ser apontado como chefe da quadrilha implodida na Operação Plateias, e considerado suspeito pelo Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República, como está registrado na revista Veja dessa semana, não for impedido de assumir o novo mandato e permanecer à frente do Executivo, vale essa pergunta: vai governar o estado na base da propina?
 
SEMPRE DERRAPANDO

Já escrevi muito e durante longos anos sobre a cultura em Porto Velho. Acabei reduzindo as minhas observações sobre o tema, convencido de que malhava ferro frio e não conseguia abrir os olhos das autoridades do município (e do estado) para os resultados decepcionantes, decorrentes das gestões que sempre derraparam na hora de decidir sobre política cultural.
 
ANTAGONISMO E VAIDADE

Para a cultura aqui em Porto Velho, nutri esperança de que nesse final de ano o insosso prefeito Mauro iria acordar para o fato de que a política cultural (?) segue na mesma trilha de fracassos por mais de uma década.
Imaginava que ele anunciaria mudanças nessa pasta para o próximo ano. Mas até agora o prefeito age como incapaz de identificar a trilha errada por onde caminha a “cultura municipal”.
O que ai está é resultado de antagonismos e vaidades daqueles que até hoje ganharam os cargos nessa seara só pela fidelidade canina ao chefe do Executivo.
Assim como não mostra interesse em promover uma ampla reforma no primeiro escalão para tirar sua gestão da letargia na realização de obras; também não o faz para o segmento da Cultura.
Tudo leva a crer num caso de esquizofrenia oficial; em que se queima dinheiro público sem definir um “alvo” para fazer da Cultura algo representativo para o desenvolvimento de Porto Velho.
 
PROMOÇÕES

Uma cidade pequena como Parati (não muito maior que o Candeias), no Rio de Janeiro dá um exemplo que poderia ser seguido por Porto Velho. Para aquela pequeníssima cidade do litoral fluminense voltam-se os olhos do mundo quando da realização da FLIP, uma Feira Literária Internacional que se firma como evento importante na cultura não só do Brasil, mas do mundo. A cidade recebe visitantes de todos lugares, o turismo fatura alto e sua população fica embevecida com as repercussões do evento.
 
CHANCE POSSÍVEL

O próximo ano poderia dar a Porto Velho as condições para buscar novos caminhos, libertando das expectativas frustrantes que prevaleceram até agora nessas “gestões” fracas de neurônios que tivemos até agora.
Creio que Porto Velho pode dar exemplos criativos e fascinantes no segmento da Cultura. Mas para isso Nazif precisaria ter uma nova visão, colocando no segmento cultural não simples cabos eleitorais, mas gestores com capacidade de refletir as vontades da própria população da Capital. Nazif ainda não descobriu o papel da gestão municipal em sua relação com a transformação da Cultura num bem de consumo que pode, inclusive, melhorar a economia da cidade.
 
CONFÚCIO SEMPRE SOUBE


Na página 76 da revista Veja (edição 24502) que está circulando esta semana há informações suficientes para reforçar a imagem das lideranças políticas rondonienses como mafiosos que continuam agindo impunemente para o desvio de dinheiro público, dando razão a quem acostumou a chamar nosso estado de “Roubônia”.
A reportagem da revista de circulação nacional reafirma que o governador Confúcio (reeleito em outubro) sempre soube do esquema de corrupção montado em 2011 para desviar recursos públicos, chantagear, fraudar licitações e cobrar propinas de fornecedores, empreiteiras e prestadores de serviço ao estado para custear campanhas eleitorais e garantir o enriquecimento ilícito dos membros da quadrilha.
 
EXPEDITO NO ROLO


A coluna denunciou – muito antes do rompimento do contrato entre o governo e a Rocha Segurança, empresa liga a Expedito – a estranha intimidade entre Confúcio e o tucano, inclusive registrando uma manifestação de Expedito “classificando” o governador do PMDB como um excelente gestor.
Ora, estava claro que Expedito e Confúcio tinham uma relação de  companheirismo que só terminou quando o contrato com a Rocha Segurança foi para o beleléu e Expedito decidiu sair na disputa pelo governo.
Mas, como registrou a Veja, nesse rolo de corrupção onde o governador surge como um suposto dirigente a quadrilha, também está envolvido o presidente do PSDB rondoniense. É isso, diz a revista, que concluiu Controladoria Geral da União.
“A empresa da família de Expedito foi contratada pelo Estado de Rondônia para fazer segurança armada em 414 locais, mas tinha apenas 151 revólveres”. É bom não esquecer que Expedito deu total apoio a Confúcio, no segundo turno da sua primeira disputa ao governo.
 
SEM DÚVIDAS

Diante das evidências colhidas, especialmente pela Operação Plateias, o Ministério Público Federal está convencido de que não existem mais dúvidas de que foi montada uma estrutura muito sofisticada para saquear o estado rondoniense, institucionalizada com o envolvimento do próprio governador Confúcio, noticiou a revista Veja.
 
MESA DIRETORA


A deputada eleita Lúcia Tereza, voltou a afirmar ontem que “já trata de sua pré-candidatura” à presidência da Assembleia “com deputados eleitos e reeleitos”. Ela disse conhecer bem as dificuldades para esse tipo de eleição, especialmente se houver uma “interferência do Executivo” no encaminhamento dessa disputa.
Lúcia avalia que seu nome tem boa aceitação entre os parlamentares porque não “deseja apenas ocupar o cargo” mas, acrescentou, usar a experiência de longos anos no parlamente e também na administração do Executivo para garantir que a Assembleia tenha uma gestão sem sobressaltos financeiros e sem ter de negociar sua independência como Poder.
 
EM FEVEREIRO


Nessa altura do campeonato há outros pretendes ao cargo. Um deles é o deputado Maurão de Carvalho, que contaria nesse momento com o apoio do governador Confúcio. As eleições para a Assembleia vão ocorrer logo após a posse dos deputados, no primeiro dia de fevereiro. O presidente eleito vai ocupar o cargo até 1º de fevereiro de 2017.
 
RISCO

A continuar a escalada de impunidade e corrupção, Rondônia tende a ser, num curto período de tempo para sua história, um estado menor, inviável e nacionalmente insignificante. É o que dizem grandes investidores locais.
 
VERGONHA NA CARA


Espera-se que essa semana os atuais deputados decidam espontaneamente ouvir a leitura dos documentos de cidadãos rondonienses pedindo o afastamento do governador. O povo não aguenta mais tanta desfaçatez com essa manobra de não dar quorum no plenário da Assembleia.


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