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Publicado em Sábado, 07 de Junho de 2014 - 08h20

DIVISÃO INTERNA

Gessi Taborda


DIVISÃO INTERNA

O PT rondoniense pelo visto se debate numa divisão interna sem precedentes. A enorme crise acaba de se tornar publicamente visível diante da negociação em curso entre o presidente do PT em Rondônia, o deputado padre Ton, e o presidente do PP, o (ainda) senador Ivo Cassol, para a formação de uma chapa supostamente forte o bastante para enfrentar o processo sucessório em que o próprio governador Confúcio é o candidato (supostamente) mais forte e visto como adversário comum dos dois dirigentes partidários.
O possível entendimento entre Ton e Ivo, dois personagens ideologicamente distantes motiva combate interno do PT, com reações públicas do grupo “liderado” por Fátima Cleide, que pretende impedir a bizarra aliança, passível de ser “fechada” amanhã, domingo, dia 08.
Resta saber se o padre, atual presidente do diretório estadual do PT, possui poder interno para enfrentar os grupamentos mais ideológicos que, claro, preferiam uma aliança com o PMDB e PDT, coisa da qual Ton deixou claro não aceitar em hipótese nenhuma.

PERSPECTIVA DE PODER


Quem costuma acompanhar as reações do PT, sabe que o “bloco” da ex-senadora Fátima Cleide esperneia agora, procurando marcar posição, mas acabará seguindo os ditames do acordo fechado pela porção majoritária do partido. Se Fátima tivesse um projeto de longo prazo com perspectiva de poder, não teria trocado Porto Velho por São Paulo, para aparecer somente quando mais um processo eleitoral está em curso.
Essa coluna escreveu várias vezes que Fátima não conseguiria renovar seu mandato no senado porque não conseguiu aprender as lições fundamentais para a prática política no curso de todo o mandato. Foi superada no comando partidário por um político como padre Ton, praticamente desconhecido no estado.

FÁTIMA ERRA DE NOVO


A ex-senadora usa um refrão ultrapassado para mostrar-se descontente com a negociação dessa bizarra aliança. Ora, esquece-se que o drama do PT rondoniense, principalmente na Capital, é consequência da troca da ideologia pelo fisiologismo. Essa foi a prática que colocou no mesmo saco destinado aos corruptos nomes como o do “Prefeito Ali Babá” e sua “tchurma”, agora posicionados ao lado do padre. Ora, se pretendesse mesmo estar desempenhando uma função de proa nesse jogo político, Fátima deveria ter se preparado para ter o comando do partido. Agora, não adianta fazer biquinho, mostrar-se amuada com os rumos dados ao partido pelo seu presidente clerical.

CONSTRANGEDORA


Morro de rir quando ouço os chamados “petistas de carteirinha” classificando a construção de um palanque com a presença do PP de Ivo Cassol de situação constrangedora criada pela afoiteza do padre Ton. Ora, nem parece que esses petistas não sabem da existência de Paulo Maluf, um dos maiores cabos eleitorais do PT paulista, por exemplo.
Estava na cara que um partido com personagens apontados em escândalos e mais escândalos (como é o caso, por exemplo, de Bob Ali Babá, aquele que deixou uma manada de elefantes brancos de herança para Porto Velho) de desvio do dinheiro público não poderia temer a opinião pública na construção de alianças bizarras como acontece agora.

ESCAPANDO


Não duvidarei nada de que essa esdrúxula aliança em construção possa causar mudanças profundas na disputa da sucessão estadual.
O governador do PMDB é quem não deve estar gostando nada desse novo lance na disputa eleitoral. Com uma desidratação galopante nos índices de aprovação de governo, era fundamental conseguir agregar o PT ao projeto do PMDB no estado. E foi exatamente por isso que o próprio Raupp tratou de buscar o enredamento do PT diretamente com Lula.
Sem a presença do time comandado pelo padre Ton, aquilo que era tido como fava contada entra numa região de perigo. A certeza de uma vitória governista vai aos poucos escapando.

INCOMPETÊNCIA


O desfecho que tira o PT do núcleo da campanha do PMDB revela uma flagrante incompetência de Valdir Raupp, o ícone do PMDB rondoniense, na articulação e condução da política eleitoral.
Raupp não pretende sair da vida pública tão cedo. Todavia, sabe que em algum momento a fatura por essa trapalhada confuciana será cobrada.
Outro que deve não estar gostando nada dessa articulação é Acir Gurgacz, o senador sem votos. Até o momento seu projeto de ganhar (finalmente) uma eleição parlamentar, garantindo a permanência de 8 anos no Senado, caminhava em céu de brigadeiro, pela falta de concorrentes. Isso desaparece se a costura feita por Narciso Cassol e Padre Ton não ficar apenas no chuleado.

DERROTA DA CACHAÇA

O Ibope fez uma pesquisa, com mais de duas mil pessoas, para saber "qual bebida é a cara do brasileiro”. Com 59% dos votos, ganhou a cerveja. Ficou à frente da cachaça, que recebeu 11% dos votos; e da caipirinha (5%).

LOBISOMEM

Ou tudo não passou de uma nova demonstração do falso jornalismo ou a cidade de Vilhena deve ter nesse momento, rondando por suas ruas, um autêntico lobisomem. “Folha do Sul”, o maior jornal daquela região, anunciou em sua principal manchete uma ressurreição. O defunto que voltou à vida – numa dessas igrejas pentecostais – não foi identificado pelo jornal. Mas o milagre teria acontecido com a interseção do pastor Idário Cordeiro.
Coisa difícil de acreditar, mesmo sendo Vilhena um lugar que acolhe – e muito bem – políticos acostumados ao vampirismo de sugar o dinheiro público. A “Folha do Sul” fica devendo aos seus leitores detalhes desse “milagre” que, até o momento não passa do lamentável exercício jornalismo sem ética.

JOGADOR

Caio Hay, de Rondônia, atravessou os mais de três mil quilômetros que separam Porto Velho de São Paulo para ser o grande campeão do Latin American Poker Tour. Caio ganhou os dois troféus, o bracelete de prata e o prêmio de R$ 800 mil dado ao campeão.

DESOLADOR

A poucos dias da estreia do mundial, o que se vê nas ruas de Porto Velho são bandeirinhas do Brasil esparsas, raras e solitárias, agregadas a algum veículo ou empunhadas por um vendedor. Reflexo fiel e desolador de uma população nitidamente descrente do seu poder Executivo.


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