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Publicado em Domingo, 18 de Maio de 2014 - 10h46

E APÓS A COPA?

Gessi Taborda


E APÓS A COPA?

E comum aqui em Rondônia as pessoas vaticinarem sobre o desfecho dessas eleições de forma muito apressada. Esquece-se de fatores que irão pesar muito na decisão do eleitor. Um desses fatores é a Copa do Mundo. Aparentemente Rondônia – onde não existe nem mesmo um estádio decente – não será influenciada pelo que virá acontecer com a chamada seleção do Felipão. Ora, claro que vai influenciar. Nosso estado não é uma ilha e nossa população adora futebol. A comprovação disso está no torcida existente, principalmente para os grandes times de futebol do país.
 
ESPÍRITO DA NAÇÃO

A eleição desse ano é diferente da disputa meramente estadual. Vale dizer que sofreremos os reflexos da disputa em nível nacional, com a escolha de quem vai mandar no Brasil pelos próximos cinco anos.
O desempenho do Brasil na Copa do Mundo – a glória ou a vergonha – mexerá com o espírito da nação e exercerá influência decisiva sobre o projeto de reeleição da presidente Dilma.

A vitória brasileira, mais do que qualquer outra já conquistada ao longo da história, produzirá um barulho eufórico ensurdecedor, capaz de empanar todas as manifestações contrárias ao Mundial.

POVO FURIOSO

A derrota esfriará os ânimos dos que torceram para que tudo desse certo, e ampliará a fúria dos céticos e descontentes, dos irresignados e críticos – após a queda, cobertos de razão.
O fracasso exacerbará o sentimento de revolta contra um evento que custou uma montanha de dinheiro, grande parte desviada pela corrupção embutida nos projetos das obras faraônicas.
O revés, no Maracanã restaurado e majestoso, evocará a tragédia de 50, provocará convulsões e desmaios e fará emergir, das almas mais débeis, o velho ‘Complexo de Vira Lata’, de que falava Nelson Rodrigues ao discorrer sobre a magia do futebol.

VALEU A PENA

A euforia vitoriosa fará cada empolgado lembrar que valeu a pena gastar a rodo com projetos executados a toque de caixa e a admitir que o dinheiro esbanjado não fará falta às estradas destroçadas, às escolas arruinadas, aos hospitais e postos de saúde abandonados.

O sabor do triunfo, acentuado pela gula voraz e incontida, absorverá os derradeiros e tênues resquícios do mensalão de Dirceu e Genoíno, e transformará a indigesta aquisição da refinaria texana em suntuoso banquete de iguarias oníricas.

LULA GLORIFICADO

Se o Brasil ganhar, o intimorato Scolari se julgará o deus dos estádios, os atletas se fantasiarão de heróis extraplanetários, e a pequena Dilma, transmudada em monumento qual estátua ciclópica de Itu, lembrará que o título inexcedível foi fruto de sua obstinada tenacidade, ao passo que o companheiro Lula se proclamará autor do memorável feito e lembrará que a legislação admite a troca de candidato até 20 dias antes da eleição.

A glória futebolística projetará, em todos os espaços da mídia, a fisionomia risonha da presidente sentindo-se avalista do grande feito, tão épico quanto à chegada do homem à Lua.

Até o PT rondoniense será premiado com a casquinha da euforia vitoriosa. Dirão os petistas locais que são amigos dos reis e conseguirão até algumas vitórias que são inesperadas no cenário de hoje.

E SE PERDER...

Se perder, se sucumbir em pleno templo marcado pelo temporal de lágrimas de 64 anos atrás, a decadente estrela do Planalto invocará que o Mundial não passou de trágico equívoco, extemporâneo, cegamente defendido pela sandice de um ex-presidente tomado pela obsessão de inscrever seu nome, também, na indelével história das Copas Mundiais.

O amargo do infortúnio, contudo, exumará da memória pátria a taxação dos milhões de pobres inativos, o calote dos precatórios, o confisco do Imposto de Renda e o rombo monumental do Caso Pasadena que, ampliado por outros descalabros, concorre para implodir a maior das empresas nacionais.

METENDO A MÃO

Não dá para acreditar que os vereadores de Porto Velho sairão impunes e rindo da cara dos contribuintes, após a denúncia da farra de diárias.

Consta como campeão dessa mordomia exatamente o tal “pastor” (Deus que nos livre!) Delson. Não creio que o MP ficará de braços cruzados diante de tal safanagem.

O dinheiro público não deve ser usado para garantir o turismo desses espertalhões travestidos de defensores do povo. É preciso investigar e punir quem mete a mão no erário sem dó e nem piedade, como se fosse dinheiro do próprio bolso. E o povo tem obrigação de não votar nessa camarilha que nada faz a não ser se locupletar.

Junto a minha indignação à da Ivonete Gomes, manifestada na TV Rondoniagora. E para o Delson, que fique bem claro: a grana do contribuinte não é pode ser tratada como as coletas da igreja. Vade retro...

ESTARRECIDOS

Integrantes do Ministério Público, de acordo com fontes bem informadas, estão estarrecidos com o nível da corrupção nos municípios rondonienses e até mesmo em Câmaras Municipais. Tornou-se praticamente uma rotina a divulgação pela mídia de prefeitos e outras autoridades municipais que rouba descaradamente o dinheiro público e pratica desvios sem o menor pudor.

Virá chumbo grosso por ai. E os primeiros tirambaços poderá começar por Porto Velho, onde além das fraudes mais sofisticadas, existe em pleno funcionamento uma “fábrica de notas frias” para calçar os assaltos ao dinheiro público por quem aposta na impunidade.

BALACOBACO

Estou sendo levado a rever meus conceitos sobre a família do ocupante do governo rondoniense. Ora, depois de ler a manchete de ontem do “Tudorondônia” (Pedreiro vira “laranja” de irmã e cunhado de Confúcio e “herda” fortuna em dívidas) e não ler ou ouvir nenhuma explicação do governador passo a acreditar que esse povo é do balacobaco. Então não restam dúvidas: é pelo butim que eles buscam mais quatro anos de poder e com a chave do cofre... Tadinha de Rondônia.

DÍVIDA DO ESTADO

A repactuação da dívida dos Estados e municípios com a União será um dos pontos altos dos debates da 65ª Reunião Geral da FNP. A reunião acontecerá nos dias 19 e 20 de maio, no Novotel, em São Paulo (SP). No encontro, os prefeitos vão discutir estratégias para garantir a aprovação no Senado e a sanção presidencial do Projeto de Lei Complementar nº 99/2013, que propõe o novo financiamento.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/e-apos-a-copa)
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