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Publicado em Terça, 22 de Junho de 2010 - 14h33

Eleições: a população de Porto Velho precisa valorizar os mais de 250.000 votos que possui - (PARTE II)

Walmir Miranda


É verdade. Por isso estamos retornando a este importante assunto. A população de Porto Velho, que o mais importante dos 52 municípios de rondonienses precisa, urgentemente, aprender a valorizar os mais de 250.000 votos que possui. Essa massa eleitoral está devidamente cadastrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Já chega da Capital e sua população, passadas as eleições, “ficar chupando os dedos”, quase esquecida, e servindo de “escada” para gente que não tem nenhuma identificação com a mesma subir às suas custas, os degraus da carreira política.

É o caso até de se dizer que, se a Capital sofre pelo descaso que aí está, em muitas de suas necessidades, por parte do poder público e dos agentes políticos, os maiores culpados são os seus habitantes, vez que, quando chegam às eleições majoritárias se “deixam contaminar” pelos pregadores de falsas promessas, pelos politiqueiros de plantão, principalmente alguns que são oriundos do interior do Estado, que prometem “mundos e fundos” (se eleitos forem) e, depois que se elegem dão uma banana para os portovelhenses.

Por favor, que não nos interpretem mal os interioranos. Não se trata de querermos ser contra o direito dos políticos de todas as partes do estado vir a Porto Velho para dividir os votos da sua população. Não é isso que estamos querendo dizer.

Estamos chamando a atenção da massa de eleitoral portovelhense, em razão de que, com mais de 250.000 eleitores é ela que tem de aprender a dar as cartas nos pleitos eleitorais, sim. Pois com esse número de eleitores pode, no mínimo, eleger dois ou três deputados federais, uns oito deputados estaduais e contribuir, decisivamente, para a eleição de nossos dois senadores, além do governador e de seu vice-governador. Isso é algo claro, cristalino, os números não mentem. Daí ser necessário que os portovelhenses aprendam a utilizar essa força nas urnas. É inconcebível que a Capital sofra de tantas mazelas por causa da débil representação política que vem obtendo nas últimas eleições. É só ver que, as comunidades interioranas se preocupam, com sabedoria, em eleger os seus representantes, ou seja, gente que conheça bem os seus problemas e tenha com elas as mesmas afinidades. E mais que isso, tenha seu domicílio e seus negócios ali. Essa lição às comunidades interioranas vem dando a Porto Velho há muito tempo. Só não ver quem não quer. 

Uma prova dessa realidade tem ocorrido após os resultados das urnas, no que diz respeito às 24 cadeiras da Assembléia Legislativa.

Sabem por que isso está ocorrendo?

Porque dos 24 deputados estaduais, a Capital com mais de 250.000 eleitores tem elegido apenas três ou quatro. Enquanto que o interior fica com vinte ou mais cadeiras. Isso é verdade. Isso é fato.  

E por que isso vem acontecendo no município de Porto Velho?

Porque a população de Porto Velho ainda não descobriu a maior de todas as verdades: ela possui mais de 250.000 eleitores, cuja maioria vem se portando de maneira infantil, se deixando “contaminar pelo canto das sereias interioranas”.

É só verificar que, somente a Capital (sem precisar de município nenhum) pode eleger, se os seus eleitores tiverem juízo e vergonha na cara, como já dissemos, de 06 a 08 deputados estaduais, com votações superiores a 15.000 votos para cada um deles.

É só verificar, por exemplo, que: 8 X 15.000 é igual a 120.000 (cento e vinte mil) votos. Sobrariam, portanto, mais de 130.000 votos para aqueles políticos dos demais municípios rondonienses “garimparem”, sob a promessa de aqui instalarem “Casas de Apoio”, “Casas de Recuperação de Pessoas Doentes”, “Casas de Trânsito”, que também são responsáveis pelas superlotações de hospitais, pronto-socorros, policlínicas portovelhenses, dentre outros logradouros públicos do Estado ou do município de Porto Velho. Isso é outra verdade incontestável. É só ver a quantidade de enfermos que diariamente são transladados para atendimentos médicos e cirúrgicos na Capital.
Desculpem-nos pela sinceridade, pois este é apenas um modesto ponto de vista e, portanto, pode ser objeto de contestação de quem assim o quiser fazer. 

Porém, insistimos no fato que, se essa situação se inverter, através das urnas, com uma maior e melhor valorização dos pretensos postulantes de Porto Velho às eleições, a Capital poderá assegurar para benefício de sua própria população até um terço (1/3) das 24 cadeiras da Assembléia Legislativa.

Porém, isso não aconteceu nas três últimas eleições majoritárias. E o resultado é o quadro ruim que se registra ante os olhos atônitos dos portovelhenses, que têm de conviver com uma cidade cheia de ruas esburacadas, sinalização de trânsito precária, ausência de mais vias asfaltadas e sem boa urbanização, sem calçadas, sem meio-fios, sem árvores ornamentais bem cuidadas, sem jardins ou canteiros gramados, sem saneamento básico, e principalmente precisando de mais escolas, mais postos de saúde, de um hospital municipal, e tantas outras coisas.  

Será que é tão difícil fazer uma análise sobre isso?

Será que é tão difícil fazer essa conta e descobrir que, se os parlamentares estaduais têm feito tão pouco por Porto Velho é exclusivamente por culpa e falta de raciocínio lógico de seus mais de 250.000 eleitores, e principalmente, de sua população que beira os 450.000 habitantes?

Cremos ser hora, portanto, de todos os eleitores de Porto Velho mostrar que têm vergonha na cara. E mais que isso, fazerem valer os seus direitos através do poder e da força de votos que a Capital possui. 

Chega do eleitorado portovelhense ficar servindo de “massa de manobra” para políticos do interior, que depois do resultado das urnas simplesmente somem, desaparecem, como que por um “passe de mágica”. Na verdade, após eleitos, eles retornam aos seus “currais eleitorais” no interior do Estado. Enquanto a Capital fica entregue à sua própria sorte com os seus incontáveis problemas, e tendo que mendigar favores desses mesmos “espertalhões”. Verdade ou não? Salvo raríssimas exceções, embora elas existam. Como é o caso, por exemplo, do deputado Euclides Maciel, que tem sido um defensor ferrenho dos interesses dos portovelhenses.

Tem mais: a maioria dos políticos do interior, quando procurada pelos portovelhenses em seus gabinetes na Assembléia Legislativa sequer conhecem as pessoas da Capital. Porque nos seus gabinetes, as pessoas que ali trabalham, não conhecem de perto os portovelhenses, que na verdade, só são “paparicados” antes das eleições. Porém, depois delas são inteiramente desprezados, ou então têm de ficar “mendigando favores” da parte de quem finge não os conhecer. Mas, aí é tarde demais, “a Inês é morta”, os políticos estão eleitos. Restando apenas “chorar sobre o leite derramado”. 

Porém, nunca é tarde para se corrigir um erro. Tomar uma nova e correta direção.
Por isso, os portovelhenses de boa cepa terão em outubro próximo, a oportunidade de reverter o quadro caótico em que a Capital se encontra, por falta de força política de seus representantes locais junto aos poderes executivos: estadual e federal. Sobre modo, no que diz respeito à destinação das verbas dos Orçamentos Anuais do Estado, porque não dá mais para se admitir tamanho descaso com o município de Porto Velho, cuja população, como já dissemos, beira os 500.000 habitantes espalhados por mais de 100 (cem) bairros, além de mais de uma dezena de Distritos Municipais, sendo que alguns distritos situam-se acerca de 300 (trezentos) quilômetros de distância.
Também cabe lembrar que, Porto Velho é o coração político e administrativo do Estado de Rondônia. Por isso mesmo tem de receber tratamento diferenciado por parte dos canais competentes, principalmente da classe política. Sua população não pode continuar a viver das “migalhas” que os “nichos políticos interioranos” deixam cair de suas mesas fartas.  Chega disso. Isso precisa acabar. A hora é agora, nas eleições de outubro vindouro.
É hora, portanto, dos eleitores da Capital, dentro do princípio democrático que se respira no Brasil, fazerem essa tomada de decisão, ou seja: VOTAR EM GENTE DE PORTO VELHO. Gente que possa ser encontrada e cobrada em seus gabinetes ou até mesmo em suas residências. Gente que conheça os seus munícipes, os seus eleitores. Sobre modo, que conheça os emblemáticos problemas da Capital.

Tem muita gente de valor na Capital que merece uma oportunidade. Gente de ficha limpa. Gente com larga folha de bons serviços prestados à comunidade. Gente com preparo educacional e profissional capaz de exercer um mandato parlamentar voltado para o bem estar coletivo. Gente que os portovelhenses conheçam e saibam, verdadeiramente, quem são os seus representantes na Assembléia Legislativa. Gente que mais tarde não vá lhes dá “chá de cadeira” nos gabinetes do Legislativo Estadual. Gente que lhes possa estender à mão e entender o porquê de se buscar à elaboração de projetos e verbas para erradicar os bolsões de pobreza que estão se formando na Capital rondoniense.

É hora, portanto, do eleitorado portovelhense fazer valer à sua densidade eleitoral.

É hora, também, de utilizar o mesmo “recurso” e o mesmo comportamento que as populações interioranas utilizam (nas eleições), em relação aos CANDIDATOS DA CAPITAL, quando estes vão pedir votos no interior, e a maioria recebe um não na cara.

Os portovelhenses precisam entender de uma vez por todas que, é hora de votar em quem se conhece, e não em desconhecidos, que só aparecem nos bairros da Capital nos períodos eleitorais, para depois esquecerem das promessas feitas antes do resultado final das urnas.

Se os eleitores do interior rondoniense agem assim, os portovelhenses podem e devem fazer o mesmo, também.
Chega de a Capital ficar sendo dominada pelos municípios do interior rondoniense. Isso não faz mais sentido algum.

Esse, se nos parece ser o único e mais curto caminho para as coisas se inverterem em relação ao município de Porto Velho, que carece de praticamente tudo. Também, porque o que mais se escuta é que, NÃO EXISTEM RECURSOS PARA ATENDER TODAS AS DEMANDAS DA POPULAÇÃO PORTOVELHENSE. Isso é conversa pra boi dormir.

Se a Capital tiver peso político no legislativo estadual e na Câmara Federal, no Senado e no Governo, os recursos irão aparecer e as soluções serão encontradas. É assim em qualquer país de regime democrático e de um Estado de Direito como o Brasil.

E, por favor, senhores interioranos, não pensem que este artigo é algo sedimentado no bairrismo puro e simples. Não é isso, não. Foram os senhores que deram aos munícipes de Porto velho o exemplo que agora lhes poderá ser dado como troco nas urnas.

Trata-se de abordar com clareza, em alto e bom tom, que é hora de se parar de brincar com o poder eleitoral da população de Porto Velho. Pois assim como os senhores “rejeitam” os candidatos da Capital, é hora do eleitorado da Capital “rejeitar” os políticos e os politiqueiros do interior também, para em assim sendo, haver um equilíbrio de forças capazes de fazer com que o município de Porto Velho tenha no cenário político rondoniense o lugar que realmente merece.

Porém, enfatizamos que, isso só irá acontecer um dia, se os portovelhenses acordarem do pesadelo que aí está, e se unirem. E, fundamentalmente entenderem que VOTANDO EM POLÍTICOS DO INTERIOR só estarão desprezando o município onde residem, onde vivem, onde trabalham e lutam para dar sustento decente às suas famílias. Apenas isso. 

É só ver quantos deputados estaduais são de Porto Velho (com raízes autênticas daqui). É só ver quantos parlamentares da Capital estão no Congresso Nacional.

Dos 08 (oito) deputados federais Porto Velho deveria ter no mínimo 03 ou 04 , porém, só tem 02 (dois), Mauro Nazif (PSB) e Valverde (PT).

Se não, vejamos: Amorim e Moreira Mendes (Ariquemes), Natan Donadon (Vilhena), Marinha Raupp e Anselmo de Jesus (região central do Estado), Lindomar Garçom (Candeias).

Enquanto que, no Senado Federal, das três (03) cadeiras da bancada rondoniense, a Capital tem apenas uma (01), Fátima Cleide (PT), vez que, Acir Gurgacz e Valdir Raupp, possuem domicílios eleitorais no interior do Estado.
Portanto, cidadãos e cidadãs portovelhenses acordem! Abram os olhos!

Assumam que, se a Capital sofre os dramas e as dificuldades que aí estão é por culpa dos senhores mesmo, pois quando das eleições majoritárias votam em gente que não possui vínculos maiores com o município de Porto Velho. 

É só ver a situação em que a Capital se encontra, para perceber que estamos falando a verdade. Embora agora muita gente vá ficar “fazendo beicinhos”. Porém, esse é o papel da imprensa. 
Vale lembrar que fazer uma escolha errada, numa eleição, significa correr o risco de passar quatro anos de arrependimentos e sofrimentos.  E quem gosta de arrumar sofrimento pra si mesmo é masoquista.

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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