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Publicado em Domingo, 16 de Novembro de 2014 - 10h32

Entendendo o ciúme entre irmãos

SERAFIM GODINHO


Entendendo o ciúme entre irmãos

O nascimento de um irmão desperta no mais velho os mais primitivos instintos, que são a ira e o ciúme. É preciso entender que embora da espécie humana,  somos do Reino Animal e como tal temos instintos agressivos em comum que aparecem quando  acuados, confrontados ou quando disputamos algo.

A sensação de estar excluído é comum e esse sentimento causa uma contradição dentro da criança, que associa a chegada do bebê á perda do posto de dono do pedaço, o rei da casa. A demonstração do ciúme pode variar. Algumas ficam desobedientes com choros e birras, outras se tornam agressivas com os pais ou com o irmãozinho. Existem aqueles que regridem no comportamento, voltando a usar chupeta ou mamadeira, não controlando mais o xixi e cocô. Para completar alguns “abandonados” voltam a falar infantilmente. Essas condutas têm o único objetivo de chamar a atenção dos pais, tios e avós. É importante que os pais tenham paciência, pois o ciúme é uma reação emocional normal e tem que ser resolvido com diálogo e compreensão.

Mas o ciúme não é tão ruim como se pensa. A chegada do irmão criará limites para o mais velho que aprenderá a viver em sociedade e desenvolverá de forma positiva seu relacionamento afetivo e social. Demonstrações de ciúmes, ressentimento, insegurança, raiva e infelicidade como resposta ao nascimento do novo irmão, são, portanto esperadas. O que fica difícil para os pais entenderem é a maneira pela qual esses sentimentos se expressam: Algumas crianças tentam machucar o bebê fisicamente, ou dizem para quem quiser ouvir que eles querem que o bebê vá embora. Outras podem demonstrar todo o carinho do mundo para o novo irmãozinho, mas ficam agressivas e hostis com a mãe. Podem ficar retraídas, passando a chupar o dedo e a molhar a cama. Outras, ainda, podem ter um comportamento ótimo em casa, mas com problemas na escola. É importante estar consciente de que esse  comportamento desagradável e desrespeitoso está diretamente  relacionado ao medo de deixarem de ser amados. As crianças precisam da reafirmação do amor nesse momento, juntamente com regras mostrando o que podem e o que não podem fazer.

A resposta dos pais a um mau comportamento confirma o pior sentimento que as crianças têm – o de que foram substituídas pelo novo irmão e deixaram de serem amadas.Por isso todos na família têm que fazer grandes ajustes com a chegada do novo irmãozinho. Essa mudança da noite para o dia em que o filho único passa a ser o irmão mais velho. É prudente entendermos que certos sentimentos a esse respeito possam durar por muito tempo, às vezes toda a vida. A maneira pela qual nos sentimos em relação a nossos irmãos é um fio condutor poderoso que nos acompanha por nossa vida e que pode, facilmente, vir à tona em diferentes momentos. Para muitas crianças – e não importa todo o cuidado dos pais em prepará-las para esse acontecimento , um novo irmãozinho fica sendo para sempre um choque.

Elas esperavam um novo coleguinha e quem chega mesmo é um bebê real, vivo, que chora que precisa de muitos cuidados e que é muito exigente. Para o primogênito, a realidade cruel de um novo irmãozinho demonstra que ele deixou de ser o centro do universo para seus pais.

Passe tarefas pequenas e leves para seu filho, para motivar seu relacionamento com o bebê. Não force se a resposta for negativa, mas mostre todo o seu apreço por cada ajuda que receber. Procure passar algum tempo só com o seu filho mais velho, sem a presença do bebê, em algum lugar onde possam ler ou brincar só os dois.
Seja firme com relação a comportamentos negativos, mas sem fazer seu filho sentir-se culpado. Mostre que o errado é o comportamento, e não ele próprio.

Cuidado com sinais de retraimento ou depressão. Compartilhe sua preocupação com o pessoal da escola. Uma criança com dificuldade em demonstrar sentimentos intensos com relação ao seu irmãozinho pode escondê-los profundamente e precisar de ajuda para poder falar a respeito com alguém que não seja da família.

Pensamento

A mulher raramente nos perdoa de ser ciumento, mas jamais nos perdoará de não ser.


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