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Publicado em Quinta, 01 de Outubro de 2009 - 15h09

Expedito Júnior é a bola da vez (?)

Walmir Miranda


A solenidade de filiação do senador Expedito Júnior, quinta-feira pretérita, na Quéops, em Porto Velho, fez com que rapidamente se espalhasse por todo o Estado a indagação referente à possibilidade dele vir a ser a “bola da vez” para o cargo de governador, na sucessão de Ivo Cassol (PP).

A cúpula nacional do PSDB prestigiou o ato, em meio à presença de mais de três mil pessoas que lotaram literalmente as dependências da Quéops.

Políticos importantes como os senadores Sérgio Guerra (presidente nacional do PSDB), Arthur Virgílio (AM), Marisa Serrano (MS), Eduardo Azeredo (MG), Flexa Ribeiro (PA), Cícero Lucena (PB) vieram prestigiar a filiação de Expedito Júnior à legenda tucana.

O ato foi inequívoca prova do prestígio do senador, face o grande trabalho que tem realizado no Senado da República como integrante da bancada rondoniense.

Na verdade, Expedito Júnior tornou-se uma grande revelação no Senado Federal tamanha a seriedade e denodo com que vem pautando suas ações no Congresso Nacional em prol do Brasil e do Estado de Rondônia.

Em se tratando de Rondônia, Expedito trabalhou muito para “desenterrar” a PEC da Transposição que deverá ser aprovada em segunda votação na Câmara Federal nos próximos dias, e que a partir daí dará imenso alívio financeiro à Folha de Pagamento do Estado.

Também graças a ele os MOTOTAXISTAS terão sua profissão regularizada em todo o País. Em Rondônia milhares de mototaxistas já declararam apoio incondicional a Expedito Júnior, em sua caminhada rumo ao governo do Estado.

Não é só isso, não.

Expedito quer, também, uma decisão do governo federal em relação a dívida do Estado com a União por causa do fechamento do Ex-Beron, que continua sangrando o tesouro estadual em mais de R$ 10 milhões mensalmente. Quando se sabe que o próprio Tribunal de Contas da União já teria admitido que a dívida cresceu estratosféricamente em razão de falhas que teriam sido cometidas pelas administrações que o próprio Banco Central enviou para cuidar da liquidação do “finado” Beron.

No cenário político Expedito tem em sua biografia vitórias em disputas para cadeiras de Vereador, Deputado Federal e Senador. Em todas elas mostrou trabalho e caiu nas graças do eleitorado em todas as partes de Rondônia.

Em meio a tudo isso, fez grande amizades com às cúpulas político-partidárias do País. Sua desenvoltura no Senado, também prova que sempre se fez assessorar de profissionais competentes. Jamais deixou de ser uma pessoa simples, possibilitando que cidadãos de todas as camadas sociais lhe tenham acesso sem burocracia ou “preciosismos”. Portanto, bem ao contrário de alguns políticos tupiniquins que só pisam no chão porque é o jeito, de tão arrogantes que se tornaram após enganarem o povo e obterem seus mandatos nas urnas.

O cenário político rondoniense aos poucos vai mostrando o “desenho” que terá antes das convenções partidárias de 2010.

A filiação de Expedito Júnior ao PSDB, serviu para mostrar, antecipadamente, que existem, sim, grandes chances de legendas como PPS e DEMOCRATAS se aliarem ao seu projeto político. Quando se fala em PPS, não se pode deixar de considerar os milhares de votos do deputado federal Moreira Mendes e de José Bianco, ex-governador e atual prefeito de Ji-Paraná. Soma-se a isso, também, às dezenas e dezenas de milhares de votos do próprio Expedito Júnior.

Como PSDB, PPS e DEMOCRATAS possuem bons nomes para nominatas de pré-candidatos a deputados estaduais, federais e senado, além de importantes lideranças empresariais, classistas e religiosas. Há que se acolher a possibilidade de Expedito Júnior suceder Ivo Cassol no palácio Presidente Vargas, em que pese o governador continuar afirmando sua intenção de apoiar o nome de João Cahúlla (atual vice-governador). Detalhe: Cahúlla ainda está filiado ao PPS.

O prazo para deixar o PPS - (se isso vier a acontecer) finda neste sábado (03/10).
Mas aí “são outros quinhentos”, como diz o adágio popular. 

Também porque, já é possível perceber que Cassol deverá influenciar dois grandes grupos políticos com vistas à sua sucessão em 2010.

O primeiro poderá vir a ter siglas como: PP, PTB, PV, PTN, PSL e PSDC, dentre outras.

O segundo (comenta-se) poderá englobar siglas como: PSDB, PPS e DEMOCRATAS. E aí surgiria uma hipótese nova no cenário político: a possibilidade do deputado federal Moreira Mendes (PPS) concorrer a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Expedito Júnior. Só que isso resultaria numa outra indagação: e João Cahúlla para onde iria e que cargo disputaria?

Não se sabe, Isso ainda não está decidido.

Por tanto, cabe não esquecer que, carisma político não falta ao governador Ivo Cassol. E justamente por isso, é preciso considerar a composição política que deverá formar com vistas a eleger-se senador, fazer seu sucessor e a maioria da bancada federal, e da Assembléia Legislativa.

Tudo em razão do trabalho que tem desenvolvido, especialmente, em se tratando da malha viária estadual, potencial da bovino-cultura, expansão da agricultura e apoio aos pequenos agricultores, exportação de produtos rondonienses, geração de empregos através de vários concursos públicos realizados e outros que estão em andamento, aumento da arrecadação, investimentos em áreas vitais como educação, saúde e segurança pública (em que pese ainda ter muito por fazer, para que os problemas nessas áreas venham a ser solucionados em sua totalidade). Principalmente no setor carcerário, face a superlotação das cadeias e penitenciárias estaduais.

Por tudo isso, resta esperar para ver o que os partidos políticos grandes como PT, PMDB, PSB e PDT irão fazer para também tentarem, através das urnas, chegarem ao governo do Estado.

Certamente que a dobradinha “PT/PMDB” deverá se consolidar. Juntos, ambos possuem maiores chances de vitória. Também, porque, o PMDB continua padecendo de falta de união entre seus “mandarins”. Embora seja elogiável os esforços do senador Valdir Raupp, no sentido de fortalecer e unificar as hostes pemedebistas.

O problema é que, no PMDB parece ter muitos caciques para poucos índios e a ambição de outros só tem servido de ponto de discórdia para diminuir as forças políticas deste que, em nível de Brasil é o maior partido político da República.

Diante do que aí está, a filiação de Expedito Júnior ao PSDB é uma espécie de “aviso” para os demais partido políticos de Rondônia, no que tange a disputa do governo estadual, vez que, o seu palanque deverá ser fortíssimo e não será novidade nenhuma se daqui a pouco, em nome de um grande projeto político (quem sabe?), o próprio governador Ivo Cassol decidir apoiá-lo. E Cassol é inegavelmente a maior liderança política do Estado na atualidade. Se alguém ainda tem dúvida sobre isso, que se disponha a pagar um alto preço para ver.

Também não se pode desconsiderar que, os opositores do governador Cassol não o consideram imbatível na sucessão ao Palácio Presidente Vargas. Para tanto,
lembram que Golias foi imbatível até ter pela frente Davi, com o apoio da força de Deus. Lembram?

É o que está escrito na Bíblia Sagrada, a respeito do encontro entre o povo de Deus (que seria massacrado) e os Filisteus. 

Mas que ninguém esqueça: em política tudo é possível.

E o desenho político do momento mostra que se às eleições fossem agora, Expedito Júnior teria amplas possibilidades de se tornar governador. 

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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