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Publicado em Sexta, 30 de Maio de 2014 - 15h22

Festa federal

David Nogueira


Festa federal

Se há algo que anda tirando o sono de muitos renomados e anônimos políticos de plantão é a tal das composições de nominatas para as chapas proporcionais, com vistas às eleições de outubro. Particularmente, no campo da disputa de deputado federal, a paisagem parece uma metamorfose ambulante... Por vezes, as mudanças são tantas e tão radicais que a comparação mais apropriada foi definida pelo político mineiro, nem tão saudoso assim, Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.
 
2.    A fronteira do quociente

Vou explicar como funciona esse processo eleitoral. A escolha se dá da seguinte maneira:pegam-se todos os votos válidos dados aos deputados federais em nosso Estado e divide-se esse número por oito, ou seja, a quantidade de vagas a que Rondônia tem direito no Congresso Nacional. O resultado é um número “X” chamado de “Quociente Eleitoral”. Se não houver novidades, esse tal quociente eleitoral deverá ficar por volta de 105.000 mil votos. Isso quer dizer que cada coligação de deputado federal terá de fazer, juntando todos os votos de todos os seus candidatos a esse cargo, um total superior a 105 mil para fazer jus a eleger o primeiro deputado federal. Se fizer 210.000, elegerá dois automaticamente e assim por diante (as sobras obedecem outra mecânica). Caso não atinja esse número mínimo, a coligação inteira não terá representação no Congresso.
 
3.    Quem vai brincar?

Caso as novidades não surjam aos quilos, poderemos ter em Rondônia cinco nominatas de desesperados e angustiados candidatos a deputados federais. Seria mais ou menos assim: Uma chapa capitaneada pelo PMDB; outra pelo PDT; outra pelo PT; outra pelo PP e outra pelo PSDB. Todos os demais partidos estarão aninhados com algum desses, a depender das conveniências políticas de cada um ou das coações impostas no processo.  Se tal quadro for verdadeiro, há chance real de uma dessas relações nominais não atingir o quociente eleitoral.Em consequência disso, todos os seus nobres guerreiros ficarão de fora da festa brasiliense. No fundo, e sendo um pouco cruel, essas disputas e composições giram em torno da reeleição dos atuais deputados federais, embora isso nem sempre aconteça.
 
4.    Cartas marcadas

De longe, a listinha mais forte é a do PMDB, e os motivos são vários, inclusive alguns deles bem tenebrosos. Depois... embola tudo. A novidade é que duas mulheres, por razões distintas, devem ser as puxadoras de votos em Rondônia: Marinha Raupp, pelo PMDB, e Fátima Cleide, pelo PT. Moreira Mendes é um digno “ficha suja”, logo ficará de fora... fator não capaz de provocar lágrimas em ninguém.  Capixaba vem forte e deverá juntar o seu PTB com o PDT de Marcos Rogério e o PSB do ausente Nazif. A turma do PP, PR... vêm com Carlos Magno, em recuperação de saúde. Finalmente, a turma do PSDB, cujo teimoso e persistente Expedito Júnior insiste em dizer que é candidato. Sua nominata de deputados federais é uma incógnita, mas o objetivo principal do JR é eleger seu “rebento”... Alguém ficará de fora...
 
5.    Uma melhor representação

O povo, intuitivamente, acredita na necessidade de renovação parlamentar urgente. Essa bancada federal foi fraca e, em vários momentos, incompetente. Além disso, houve uma enorme incapacidade na construção de uma agenda política de interesse do Estado, mesmo tendo as duas hidroelétricas em andamento no nosso quintal. A transposição foi outro exemplo claro dessa falta de foco no tocante a Rondônia. A matéria, há quatro anos, está aprovada, sancionada e regulamentada... a abranger todos até 1991. A bancada deixou sair o tema do campo da política, no qual deve ser tratado com competência, para entrar no campo da burocracia dos ministérios.
Foi ruim...

O que faremos agora nessa caminhada até outubro?


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