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Publicado em Segunda, 17 de Novembro de 2008 - 11h05

Filho de Darly Alves suspeito de assassinato - Por Altino Machado

Altino Machado


Francisca Vanderlei Martins, 38, mulher do fazendeiro Darly Alves da Silva, 74, foi assassinada na manhã de domingo com um tiro de espingarda, na nuca, enquanto repousava numa rede na varanda da casa, na fazenda Paraná, na BR-317, a 25 Km de Xapuri. José Góes Neto da Silva (foto), 18, filho de Darly, é acusado pelo pai como principal suspeito do crime.

Em 1990, o fazendeiro foi condenado junto com o filho dele, Darci Alves Pereira, a 19 anos de prisão, por ter mandado Darci assassinar com um tiro de espingarda o líder sindical e ecologista Chico Mendes, na noite de 22 de dezembro de 1988, em Xapuri.

A tragédia agora interrompeu a aparente tranquilidade da prisão domiciliar que o fazendeiro vem cumprindo por causa de uma decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre. Baseados em laudo da Junta Médica Oficial do Estado, os advogados do fazendeiro conseguiram convencer os desembargadores que Darly sofre de graves problemas de saúde - úlcera, visão deficiente, problemas pulmonares e intestinais.

Francisca Martins vivia com o fazendeiro há quatro anos. Ela foi assassinada por volta das 11 horas. O filho de Darly suspeito de ter atirado na mulher do pai morava no Pará e retornou ao Acre há pouco mais de um mês.

- Ele não tinha nenhum motivo para fazer o que fez - afirmou o fazendeiro aos policiais, quando comunicou o crime e pediu proteção na delegacia de Xapuri.

Darly contou que estava dormindo em casa e que a mulher estava deitada na rede da varanda quando ouviu o tiro. Ele a encontrou agonizando com um tiro na nuca.

- Quando vi que ela estava realmente morta, fui até o quarto onde estava o meu filho. Ele não estava mais lá, nem a espingarda que havia no quarto. A arma era dele e por isso suspeito que seja ele quem matou minha mulher - acrescentou Darly.

O fazendeiro tem uma extensa ficha de crimes comuns e hediondos. Em tese, ainda tem a cumprir uma pena de 12 anos, oito meses, isto é, até fevereiro de 2021. É provável que não voltará a se apresentar à Justiça durante a noite de Natal, conforme está estipulado. Os advogados dele trabalham para assegurar novos benefícios ao fazendeiro.

Logo após o assassinato de Chico Mendes, o país tomou conhecimento que Darly era casado com quatro mulheres. Todas moravam em casas separadas dentro da fazenda Paraná. Uma delas supostamente cometeu suicídio ao enforcar-se na sede da fazenda, antes que prestasse depoimento ao delegado que investigava o caso.

O corpo da mulher mais recente do fazendeiro permanece em Xapuri. Está à espera de uma equipe que o levará para o Instituto Médico Legal, em Rio Branco. Darly Alves está na delegacia de Xapuri acompanhado do filho Oloci. Ambos serão ouvidos pelo delegado Mardilson Vitorino, possivelmente na manhã desta segunda-feira.

No final da tarde, José Góes Neto da Silva, que é acusado pelo pai dele de ter matado a mulher, foi preso em Rio Branco. Ele também já está na delegacia da cidade à disposição do delegado.



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