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Publicado em Quinta, 05 de Junho de 2014 - 10h27

Inexperientes

Gessi Taborda


Inexperientes

Pois é! Ontem encontrei amigos conversando numa mesa de boteco sobre política. Um deles falou aliviado: “Bom, Já tenho em quem votar... Eu estava pensando seriamente em anular o voto ou nem mesmo ir à sessão eleitoral nesse ano. Mas como estão dizendo por ai que tem um de Claros para disputar a eleição já não preciso mais anular o voto”. A resposta de outro integrante da mesa foi imediata: “Mas esse sujeito, pelo que me consta, não tem experiência nenhuma para governar um estado”. E para encerrar a polêmica a explicação não demorou: “A escolha pode ser por isso mesmo. Então esse sujeito ainda não aprendeu a falsificar um orçamento, a superfaturar preço das obras e serviços ou dar contratos para os amigos”, tascou.

O ATALHO

O reatamento das negociações entre Ivo Cassol e o PT do Padre Ton não é folclore. Essas negociações são as premissas de que nem Maurão de Carvalho e nem Jaqueline Cassol são verdadeiramente os candidatos dos sonhos do poderoso cacique do PP e do clã Cassol. Em nome das conveniências do ex-governador e (ainda) e senador, os dois podem ser rifados.
Ao deputado Maurão (cansado de ser deputado estadual), interessado em continuar na vida pública, vai restar praticar a inteligência que deve ter aprendido como menino da roça: se a estrada não dá caminho, toma-se o atalho.

MEIA SOLA

Valdir Raupp já foi prefeito, de Rolim de Moura, e governador de Rondônia. Nunca aproveitou seu tempo de executivo para industrializar seu município e o próprio estado. Seu governo foi um desastre que legou a Rondônia, entre outros malefícios, a malfadada “Dívida do Beron”, esse monstro impagável. Isso sem falar, também, na “venda-doação” de ativos importantes do estado, como a Ceron.
Muito antes de Valdir Raupp nascer a cidade de Franca (SP), já era importante polo calçadista do Brasil. E só agora, em 2014, ano eleitoral, vem o senador (com minúsculas mesmo) dizer que foi conhecer Franca para propor uma parceria, capaz de fazer de Rondônia um polo calçadista também.
Ora: tá na cara que isso é pura demagogia desse cacique do PMDB. Não dá para esquecer que o comprometimento do futuro de Rondônia começou lá governo do conhecido barbudo de Rolim. Valdir Raupp é um dos beneficiários da lerdeza da Justiça. Mas, de acordo com fontes, não demorar muito para o nobre senador ser balançado por ações tramitando no Supremo.

APROVADO

Na terça-feira foi a votação dos destaques do Plano Nacional de Educação, que agora vai para sanção da Presidente Dilma. Aliás, tem parlamentares rondonienses que estão mais preocupados com suas campanhas eleitorais. Deve ser por isso que nem apareceram no plenário para cumprir seu papel diante dos votos obtidos dos rondonienses. Na bancada de nosso estado, muita gente já está em clima de campanha eleitoral ou de Copa do Mundo, isso cada um pode responder por si.

SEIS X MEIA DÚZIA

Nesse cenário de pobreza cultural da mais abandonada de todas as capitais dos Estados brasileiros, não passam de chiliques as manifestações da anunciada troca de comando na Funcultural, essa entidade que é como um capítulo de novela ruim, daquela que ninguém sabe e ninguém viu.
O governo municipal caminha para seu segundo ano de mandato e a imensa maioria do povo rondoniense sequer sabe onde fica a tal Funcultural. Então, tirar da presidência da entidade Jória Baptista para colocar Christian Camurça tem o mesmo efeito de trocar seis por meia dúzia.
A cidade, acostumada a ver a inércia total no fomento da cultura nem vai sentir a diferença. Afinal, estamos falando de uma capital de estado onde não existe, até hoje, uma orquestra sinfônica, uma pinacoteca, um museu histórico, etc. Porto Velho vai se tornando um túmulo cultural, onde até as originais manifestações folclóricas estão indo prô vinagre.

CRIME POLÍTICO?

Conheci Mazinho Amorim quando seu irmão Ernandes Amorim era deputado estadual. Naquela época Mazinho destacava pela persistência de empreender, de trabalhar. Não tinha os pendores políticos do irmão e demorou para entrar nesse segmento.
Não posse descartar a ideia de Mazinho ter sido vítima de uma vingança de cunho político. Afinal, a marca política empreendida por Ernandes Amorim na região de Ariquemes sempre foi a da polêmica e a do enfrentamento. Foi assim que ele conquistou respeito e temor na região onde sempre liderou o jogo político. Certamente a polícia vai chegar, com as esperadas investigações, aos executores da morte de Mazinho, revelando a motivação. Para Amorim, esse foi o desfecho de uma vingança. Tomara que esse episódio não provoque violência nas artimanhas eleitorais ariquemenses.

CARTILHA

Para proporcionar ao eleitor, meios e informações sobre a importância do voto consciente e de se escolher candidatos comprometidos com os problemas do estado e das cidades, o Tribunal Regional Eleitoral vai distribuir 5 mil exemplares do Manual de Orientação ao Eleitor, recebido do Tribunal de Justiça. O material foi entregue pelo desembargador Rowilson Teixeira. O presidente do TRE, desembargador Moreira Chagas, não explicou como será feita a distribuição dessa manual.

QUESTÃO DE TEMPO

A necessidade de dotar Porto Velho de um Ceasa já motivou dezenas de comentários ao longo dos anos aqui na coluna. Nunca existiu um gestor público capaz de transformar isso numa realidade. Ora, esta é apenas mais uma carência de infraestrutura da mal amada capital rondoniense.
Pois é, agora o assunto volta à baila. O prefeito Mauro Nazif estaria tratando desse assunto e, inclusive, teria dado sinal verde para se fazer o projeto do Ceasa. Como sempre, terá de existir apoio federal para que isso aconteça. E, pelo falado ontem, é necessária a participação do governo do Estado.
Tomara que essa não seja mais uma daquelas promessas de final de verão. Um Ceasa não só contribuir para o equilíbrio de preços ao consumidor (de produtos hortigranjeiros), como também (dependendo de sua localização) ajuda a reduzir o tráfego de caminhões pesados no centro ou na área urbana lindeira. Um dia, certamente, a cidade vai ter o seu Ceasa. Isso é apenas uma questão de tempo.

NO FIM DA FILA

Num levantamento sobre portais de transparência da gestão pública de vários estados, a nossa Rondônia ficou em ultimo lugar, como uma nota de 0,85. O resultado divulgado pela mídia no princípio dessa semana não chega a surpreender ninguém. Com um gestor estadual como Confúcio e um Nazif, na prefeitura, o que se poderia esperar da transparência?
Por que nisso que eles batizam de portais da transparência não informações precisas, por exemplo, sobre o número total de cargos DAS no governo rondoniense. E falta transparência nas contas públicas.
Falta pouco prá essa gente sair do governo estadual (a não ser que a reeleição ganhe nas urnas) e ninguém ficará sabendo nem como andam as coisas no Iperon, um caso crônico de escoamento do dinheiro público, praticamente desde sua fundação.

MANCHETE

Li ontem numa dessas picaretagens travestidas de jornalismo: “Rondônia poderá (jornalismo verdadeiro não faz suposições, ainda mais em manchetes) ser governada por um padre”.
Ora, mesmo com reza brava “poderá” ser muito difícil. 


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