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Publicado em Segunda, 01 de Junho de 2020 - 16h52

Jorge Teixeira, 99 Anos de história

por Célio Leandro


Jorge Teixeira, 99 Anos de história

Jorge Teixeira de Oliveira, um dos grandes nomes da política brasileira, se vivo estaria completando 99 anos. Homem de personalidade forte, sua presença impunha respeito e admiração. Nasceu em General Câmara (RS) em 1º de junho de 1921, filho de Adamastor Teixeira de Oliveira e de Durvalina Stilben de Oliveira. Ingressou na carreira militar, sentando praça, em maio de 1942. Após estudar na Academia Militar das Agulhas Negras, tornou-se aspirante do Exército em dezembro de 1947, sendo promovido a segundo-tenente em junho do ano seguinte. Tornou-se primeiro-tenente em junho de 1950, capitão em dezembro de 1952, major em agosto de 1960 e tenente-coronel em dezembro de 1966.

Era prefeito de Manaus (onde ainda hoje é admirado por sua gestão), quando foi requisitado para vim construir um estado, e assim o fez. Durante sua gestão, ficou conhecido por rasgar cartões de visita de políticos que pediam empregos, com a justificativa de que não se devia “misturar uma coisa com a outra”. Terminou o mandato em 1979, quando foi nomeado pelo presidente João Figueiredo (1979-1985), através da indicação do ministro do Interior Mário Andreazza, para o governo do território de Rondônia, pela legenda do Partido Democrático Social (PDS). Assumindo o cargo em abril desse ano, recebeu a missão de transformar o território em estado.

Abriu estradas, pavimentou a BR 364, estruturou a capital Porto velho. Ruas, avenidas, aeroporto. Em 1980 Rondônia tornou-se o primeiro dos três territórios federais (Rondônia, Roraima e Amapá) a ter autorização do Ministério da Fazenda para arrecadar impostos federais. governo federal, garantiu os recursos necessários para a transformação de Rondônia em estado, efetivada em 22 de dezembro de 1981.

Destacaram-se ainda também como realizações de sua gestão a execução, mediante verbas federais, a construção da usina hidrelétrica de Samuel, o porto do rio Madeira, a criação do Banco do Estado de Rondônia (Beron) e da Companhia de Mineração de Rondônia e a indicação da primeira mulher secretária estadual de Planejamento do país, Janilene Vasconcelos, que interinamente assumiu o governo do estado durante o mês de janeiro de 1984, devido ao afastamento de Jorge Teixeira para tratamento médico.

Construiu um estado em um período onde a vontade e a honestidade eram essências, quis fazer e assim o fez. Realizava contrato de empresas pessoalmente mostrando o que deveria ser realizado, acompanhava o andamento da obra cotidianamente. O pagamento era feito de maneira direta, sem intermediários. Em sua biografia não há enriquecimento, ao contrário, 6 anos construindo um estado, saiu do mesmo jeito que entrou: admirado e com reputação ilibada.

Deixou o governo do estado em abril de 1985, sendo substituído por Ângelo Angelim, indicado pelo presidente José Sarney (1985-1990). Faleceu no Rio de Janeiro em 28 de janeiro de 1987. Era casado com Aida Fibiger de Oliveira, com quem teve um filho. Dona Ainda veio a falecer no dia 28 de maio, aos 98 anos em decorrência de complicações com o Covid 19.

Ele quis fazer um estado, foi lá e fez.

* Célio Leandro é mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul e doutorando em História pela Universidade Federal do Paraná,, escritor e membro da Academia Rondoniense de Letras


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