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Publicado em Quarta, 23 de Março de 2016 - 20h47

Lançada plataforma de monitoramento de emissão de gases de efeito estufa na agropecuária

Marcos Vicente/Embrapa


O presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes lançou, no dia 21 de março, a Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

Situada nas instalações da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP), a Plataforma tem o objetivo monitorar da redução das emissões de gases de efeito estufa - (GEE) na agropecuária brasileira, bem como da dinâmica de estoque de carbono no solo, a partir da implantação de tecnologias referendadas.
 

Estiveram presentes na solenidade, autoridades regionais, como o prefeito em exercício de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira, o vice-presidente da Câmara de vereadores de Jaguariúna, Ângelo Roberto Torres, além de representantes de instituições parceiras da Embrapa e do Plano ABC.
A inauguração ocorreu em conjunto solenidade de posse de Marcelo Morandi, como chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente.
 

O lançamento da Plataforma ABC está diretamente ligado ao compromisso do país quanto a uma agricultura de baixo carbono, ou seja, uma atitude responsável em relação às mudanças climáticas, além de evidenciar o potencial que a agricultura representa em também agregar benefícios para auxiliar na mitigação dos gases de efeito estufa. Boa parte destes gases não está diretamente relacionada à produção agropecuária, mas são capazes de impactar todo o planeta.
 

Segundo Maurício Lopes, a Plataforma ABC tem um grande papel a desempenhar em relação ao Plano ABC, pois atuará na validação de questões ligadas à concepção do Plano. "As tecnologias aplicadas na agricultura de baixo carbono envolvem diretamente o conhecimento técnico-científico da Embrapa, pois são, em grande medida, tecnologias desenvolvidas e testadas pela Empresa, e posteriormente, transformadas em política pública," afirmou o presidente.
 

Conforme explicou Maurício, a efetivação do Plano gera uma necessidade crítica no país, uma vez que demanda a geração de um grande volume de informação organizada, cientificamente embasada, para mostrar ao mundo que o modelo de agricultura de baixo carbono que o Brasil escolheu é efetivo.  Gera resultados expressivos à medida que leva ao acúmulo de carbono no solo e diminui as emissões de carbono e gás de efeito estufa.
 

As tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistema plantio direto (SPD), recuperação de áreas de pastagens degradadas, tratamento de dejetos animais, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio (FBN), são capazes de responder como sistemas de produção com viés assertivo de produção agrícola sustentável, gerando muito menos impactos no ambiente.

Para o diretor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto, essas tecnologias, uma vez implantadas pelos produtores, de forma voluntária, por meio de políticas públicas de incentivo, reforçam a atenção quanto ao monitoramento.
Segundo ele, é fundamental para a Embrapa possuir uma plataforma como lócus na referência de trabalho e de lideranças das ações de monitoramento, capazes de auxiliar na construção de dados confiáveis, que possam atribuir a nossa agropecuária uma condição diferenciada, que justifique ao mundo a denominação de agricultura de baixo carbono.
 

O pesquisador e responsável técnico pela Plataforma de Monitoramento ABC, Celso Manzatto destacou o compromisso assumido pela Unidade da Embrapa Meio Ambiente em fornecer suporte administrativo para o adequado funcionamento da Plataforma, bem como o apoio logístico para apoiar as realizações de análises físicas e químicas, de geoprocessamento e outras análises que se façam necessárias, mesmo que venham a ser realizadas em outras Unidades da Empresa ou outras instituições de pesquisa.

 

Agricultura e baixa emissão

A agenda da agricultura de baixo carbono visa, à medida dos avanços de implantação das técnicas produtivas preconizadas no Plano ABC, reverter o senso comum de que a agricultura é fonte geradora somente de impactos negativos ao meio ambiente.
A Plataforma, por possuir um caráter multi-institucional, envolve um conjunto muito amplo de parceiros, como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Ministério do Meio Ambiente – MMA, a Rede Clima, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Universidades e outros.
 

Essas características se traduzem em oportunidade para também se atrair outros parceiros essenciais ao bom andamento do Plano, como o setor bancário de crédito e o setor privado.
 

Para Maurício, "este é o cenário ideal para criarmos as condições onde todos possam trabalhar uma estratégia conjunta que, por meio de um monitoramento eficiente do Plano ABC, possamos alcançar o aprimoramento das tecnologias e procedimentos propostos, combinando o uso inteligente da nossa base de recursos naturais com uma produção certificada, que possa alcançar o mundo e acessar os mercados mais exigentes no futuro," disse Maurício.

 

Ativo econômico

As ações brasileiras para mitigar as emissões de CO² e, com isso, frear o aquecimento global, são capazes de gerar impactos positivos na economia do país.

O desenvolvimento da ideia do meio ambiente como ativo em franco desenvolvimento encontra consonância no fato do país possuir uma agricultura de baixo carbono, sustentada em uma política pública de governo.
 

Para o presidente da Embrapa, esse fato, por si, já representa um ativo muito representativo para o país perante o mundo.
Para ele, a forma como estão sendo conduzidos os Sistemas Integrados de Lavoura Pecuária (ILP) e Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Brasil, baseados em uma política pública de estímulo aos agricultores em incorporar essas tecnologias, já reforça a imagem do país na busca de sistemas de produção eficientes e mais sustentáveis.
 

Segundo Maurício Lopes, ao longo do tempo, a partir dessas políticas, será possível a geração de um conjunto enorme de ativos, por meio de métodos eficientes que permitam a descarbonização da agricultura.
 

"Isso irá abrir caminho, no futuro, para que os produtos brasileiros possam receber certificação de "carbono neutro" ou de "baixíssima emissão", que irão fortalecer a liderança e o protagonismo da agricultura brasileira, talvez, como a mais sustentável do planeta," finalizou o presidente.
 


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