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Publicado em Quarta, 21 de Maio de 2014 - 14h29

LINHA DE PARTIDA

Gessi Taborda


LINHA DE PARTIDA

A corrida sucessória, em termos de postulantes, vai se afunilando. No cenário do momento estão na linha de partida o nome do (meu Deus!) governador Confúcio Moura. Ao seu lado aparece o do ex-senador (cassado por compra e votos) Expedito Júnior, na segunda fila procuram se acertar o Padre Tom, do PT, ladeado pelo deputado Maurão de Carvalho, do PP. Na terceira fila da disputa há postulantes como Pimenta de Rondônia (PSOL), Sussuarana (PV) e, finalmente, Rafael Claros, do PCdoB. Resta agora ouvir de cada um deles que tipo de apito toca.
É certo que esse “grid” de largada da sucessão pode ser mudado até a realização das convenções de junho. Esse é, por exemplo, o caso do PT que sofre pressão do comando nacional para se aliar ao PMDB e desistir da candidatura própria.
No caso do candidato tucano persiste a polêmica sobre a existência de barreiras na Justiça Eleitoral para homologar sua candidatura. Expedito diz que o caminho está livre, mas – sabem-se lá os motivos – não apresenta uma certidão da Justiça para por fim ao diz-que-diz prejudicial à sua aspiração de chegar ao Palácio Getúlio Vargas.

FALTA PROJETO

Li ontem uma imensa entrevista de Expedito Júnior dada ao jornalista Carlinhos Araújo. Não consegui identificar nenhuma afirmação verdadeiramente importante para justificar a ansiedade desse moço pelo governo estadual.
Expedito, reconhecidamente, é quem tem mais obrigação de delinear publicamente seu “projeto” (se é que ele existe), pois está bem acima, em termos de popularidade e influência, dos demais pré-candidatos.
Mas, sejamos sinceros: nenhum dos postulantes ao cargo apresentou, até agora, pelo menos uma síntese de seu projeto para modernizar o estado de Rondônia. Eles, pelo visto, só tem projeto de poder, mas não para fazer o estado avançar.

REJEIÇÃO É OBSTÁCULO

A coluna vem vaticinando desde o princípio do ano passado que a rejeição popular do governador Confúcio é o grande obstáculo para sua permanência no comando rondoniense. O governador, também conhecido como “filósofo caipira” só tem a aprovação de 17% da população rondoniense, segundo pesquisa divulgada pelo IRPE no dia 19. Com esse índice está claro: mesmo num cenário de Oposição desintegrada e sem o nome de concorrentes com experiência eleitoral suficiente para enfrentar a máquina, não serão favas contadas uma vitória da candidatura chapa branca.
Confúcio é, certamente, o pré-candidato com melhor oratória, que sabe fazer discurso bonito. Mas dessa vez promessas vazias não irão ajudar a conquistar o eleitor desse ano.

Dados técnicos da pesquisa da Empresa Comunicare Organizações Ltda: Protocolizada sob o nº RO-00010/2014. Foram realizadas 3280 entrevistas com recursos próprios e registrada no sistema de registro de pesquisas eleitorais em 11/05/2014. O trabalho de campo foi realizado entre os dias 5 e 12 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

O QUE FALTOU

Os erros cometidos pelo governador, a pouca ação de sua gestão, ajudou a tornar o eleitor rondoniense arredio, sem vontade de votar em ninguém. Confúcio não me parece o político com capacidade de se reinventar.
Os índices de rejeição dessa pesquisa confirma que Confúcio Moura não foi aquilo que o povo esperava dele: um gestor eficiente, modernizador e que chegaria ao fim de seu mandato com muitas obras realizadas em todo o estado que pudesse agora ser mostradas sem maquiagem; sem esconder que se tratou de iniciativas de gestões passadas, muitas faltando apenas o acabamento.
Faltou – e ainda falta – também ao governador habilidade para articular politicamente na sua gestão. Não agradou nem a base de seu próprio partido. Sua candidatura à reeleição não entusiasma nem os caciques do PMDB, que fazem de tudo, nesse momento, para obrigar o PT a se aliar a Confúcio, na esperança de que isso ajude a salvar a lavoura do cacique Valdir Raupp.

SEM SERVENTIA

Se quiséssemos haveria material para alimentar uma crítica diária aos “agentes de trânsito de Porto Velho”. Estou cada vez mais convencido de que esses agentes de trânsito custeados pelo contribuinte da cidade e inventados naquela gestão terminada como um flagelo (aquela do prefeito Ali Babá) não tem serventia de nada.
Se o trânsito está represado nos horários de picos, especialmente pela sinalização semafórica lerda e ultrapassada, o tal agente de trânsito não aparece para terminar com os gargalos desnecessários, como acontece na Calama, sentido centro bairro, enquanto no lado inverso não tem trânsito nenhum.

SÓ APARECE PARA MULTAR
 
Se tiver fila dupla na porta das escolas (especialmente as particulares), na frente da Assembleia Legislativa, na Esplanada das Secretarias, etc, etc, o tal agente de trânsito também não aparece. Se estacionarem em lugar proibido, principalmente na Avenida Calama e na Carlos Gomes, o agente de trânsito também não aparece. E não aparece também para impedir que todo espaço de estacionamento nas vias públicas (principalmente no centro) sejam ilegalmente ocupados por motoqueiros.
Mas se é para multar, lá esta ele meio enrustido, o agente arrecadador. É claro que não podia mesmo prestar, uma coisa inventada pelo famigerado Bob Ali Babá Sobrinho.

BABAQUICE


O prefeito de Porto Velho pratica babaquices seguidamente. Fica enterrando uma montanha de dinheiro público no canteiro central da avenida expressa (única da capital) que liga a cidade ao Aeroporto Internacional (qua!qua!qua!qua!qua!) Jorge Teixeira, pela via do HB, obra completamente dispensável; deixando ruas como a que liga a Guaporé ao Atacadão totalmente intransitáveis, motivo para levar os usuários a praguejarem e xingar até a mãe do prefeito babaca. Se fosse inteligente não deixaria esses pontos de muito movimento ficar parecendo terreno lunar. Infeliz a cidade de Porto Velho pelo prefeito que tem e que teve no passado recente.
A tal “obra do prefeito” feita no “Espaço Alternativo” (???), segundo o deputado José Hermínio serve apenas para “roubalheira e superfaturamento”. Com a palavra o MP e o TCE.

UMA CHATA

A deputada Ana da 8 não para com essa porralouquice de achar que alguém acredita nessa sua conversa de “inocente”. Todas as tentativas de conseguir no judiciário uma decisão para retomar o mandato fracassaram. Ana deve imaginar que nós, rondonienses, somos todos babacas para acreditar nos seus despautérios. Exatamente por um alto grau de falta de consciência política, a dona Dermani caminha para ser carta fora do baralho e para encarar uma pilha de processos que deverão fazer de sua vida um rio de lágrimas.

NEPOTISMO

O ranheta do prefeito Mauro Nazif na hora de cumprir leis em vigor deverá sofrer – pelo menos essa a esperança do vereador Aélcio Costa – uma ação do Ministério Público diante de sua resistência em cumprir a Lei contra o nepotismo (Aélcio Costa foi seu autor) aprovada e promulgada pela Câmara Municipal. Se essa não for mais uma das leis que o município não cumpre (e são várias), Nazif acabará tendo de demitir a parentalha que colocou na prefeitura com altos proventos arrancados dos contribuintes.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/linha-de-partida)
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