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Publicado em Quinta, 13 de Novembro de 2014 - 14h56

MEDO DE SAIR ÀS RUAS

Gessi Taborda


MEDO DE SAIR ÀS RUAS

A insegurança está presente em todo o estado, mas Porto Velho a descaso com esse setor é mais perceptível. A população da capital rondoniense não esconde que sente medo de sair às ruas para fazer as atividades mais básicas. Até agora a população ainda não tem ideia de quem será o próximo Secretário responsável pela execução da política de Segurança (se é que existe) da próxima gestão de Confúcio. Espera-se que não seja tão incompetente como a que vigorou na maior parte do primeiro mandato. Resta à população cada vez mais indefesa torcer para que a situação sofra mudanças, principalmente com relação aos sucessivos arrombamentos e roubos nas escolas da rede pública, onde há estabelecimentos que contabilizam dezenas de ataques dos larápios que não perdoam nem a merenda escolar.

TRANSPORTE


Não há autoridade pública (de vereadores a procuradores do MP) que não conheça a triste realidade do transporte coletivo da capital rondoniense. O sistema de transporte precisa passar por uma assepsia em toda a sua estrutura. O prefeito Mauro está concluindo a metade de seu mandato e nada fez para melhorar o sistema, mesmo tendo assumido esse compromisso com a população. Aliás, os pontos de estrangulamento do sistema de transporte urbano existem há décadas. E não muda porque nesse imbróglio há interesses milionários e as soluções ficam sempre para as calendas.

SOLUÇÕES


A solução fica em mudar todos os veículos, multiplicar a quantidade de paradas padrão, controle absoluto do tempo e a qualidade no serviço. Só que os empresários que exploram o serviço em Porto Velho conseguem alongar a estrutura arcaica, enquanto a prefeitura não consegue realizar a licitação (nacional) prometida para colocar novas empresas nessa prestação de serviço ao povo.
Estranho é o comportamento do MP estadual, que não entra nessa questão cobrando soluções em favor do povo. Se não houver uma disposição do Ministério Público e da própria Justiça em tomar partido nesse caso, vai ser difícil acreditar que o prefeito terá coragem para enfrentar o péssimo serviço de transporte coletivo, curiosamente prestado por uma espécie de “monopólio” tantas vezes denunciado.

BALCÃO

A movimentação de ontem na Assembleia Legislativa bateu o recorde desde a última semana. Praticamente impossível conseguir uma vaga de estacionamento próximo da sede do Legislativo. A presença de Vicente Moura, um influente assessor do governador reeleito, levou um “aspone” sempre visto nos corredores da Casa a tascar o seguinte comentário: “tá todo mundo barganhando espaços políticos no novo governo”.
E realmente neste final de ano esse movimento todo na Assembleia faz tudo parecer um enorme balcão de negócios. E como na Assembleia praticamente não existe concurso público, é impressionante o número de “gente de fora” procurando se garantir numa vaguinha de comissionado.

SUBSTITUIÇÃO


Essa é uma daquelas “informações de cocheira”. De acordo com uma fonte o prefeito Mauro Nazif já está trabalhando a substituição de seu atual chefe da Coordenadoria Municipal de Comunicação Social. O moço foi colocado lá pela indicação de um bambambã da televisão rondoniense. Não manja bulhufas de comunicação política e de jornalismo oficial. Como rifar um sujeito desses sem desagradar o seu padrinho? Nazif teria coragem? Bom, na virada do ano a gente pode conferir.

NA PRÓXIMA

Somente na próxima legislatura os deputados estaduais poderão discutir novamente o fim da reeleição para mesa diretora da Assembleia. Isso porque o projeto que tramitava na casa, por iniciativa de Hermínio Coelho foi devidamente arquivado após ser lido no plenário. A votação do projeto chegou a começar mas acabou prejudicada pelo esvaziamento do plenário.

SONHO IMPOSSÍVEL

Não sou um otimista inveterado e nem pessimista. Sou isso sim, realista. E por isso tenho uma opinião: O esforço feito para uma suposta reativação da histórica Estrada de Ferro Madeira Mamoré não vai dar em nada. Ela é mais um daqueles patrimônios públicos completamente destroçados pela irresponsabilidade de gestores públicos. O máximo que se pode fazer é preservar sua memória. E em termos físicos, nada mais do que preservar a estação da EFMM que ainda está em boas condições aqui em Porto Velho. Imaginar novamente uma composição ferroviária da Madeira Mamoré correndo pelos trilhos entre o centro de Porto Velho e (vá lá!) e Santo Antônio é coisa completamente fora de questão. Como esperar isso de administradores públicos que sequer souberam recuperar a praça onde fica a estação ou qualquer outro logradouro público de Porto Velho de forma decente.

INDEFINIDO

Odacir Soares bem que gostaria de continuar no Senado. Para isso precisa que Reditário Cassol, primeiro suplente de Ivo, desista de assumir o Senado no caso da cassação de seu filho, Ivo Cassol. Dizem que esta possibilidade existe. O pai está amargurado com a desdita do filho.
Odacir, pelo que se sabe, está mesmo interessado em voltar com tudo à política. Mas ainda não tem um caminho definido. Nesse momento, as especulações políticas já o colocam como possível candidato a Prefeitura de Porto Velho, em 2016. No momento, Odacir evita se posicionar sobre o futuro político, mas seu nome é relacionado ao próximo pleito eleitoral. Ele já teve a oportunidade de chefiar a prefeitura, antes que o Estado de Rondônia ganhasse autonomia.

É DE LASCAR

Recorde de gastos - titulados como sigilosos - da Presidência da República com cartões de crédito corporativos! Afinal, viver bem com o dinheiro público sem prestar contas é uma das vocações de boa parte dos políticos no poder.

AMADURECIMENTO

O resultado das eleições majoritárias criou alguns focos de conflito, pautados por revanchismo, debates acalorados, além de uma onda de insultos e manifestações contra aqueles que democraticamente defenderam a mudança do governo.
Apesar de inexpressivos e isolados, os protestos evidenciam intolerância e imaturidade política. Todo este cenário coloca em evidência a necessidade de um amadurecimento político. Apesar de vivermos em uma democracia, este sistema político ainda engatinha no Brasil e carece de uma análise mais aprofundada da sociedade, que é a responsável pelas “mudanças” pedidas nas ruas. Da mesma forma que a democracia possibilita ao cidadão o poder de eleger seus representantes, também requer respeito ao direito de escolha do outro.

VOLTAIRE

Estou fazendo esse registro para ser solidário à jornalista Ivonete Gomes, vítima da boçalidade de alguns personagens que não compreendem e não respeitam suas opiniões divergentes do governador reeleito.

O pensador François Marie Arouet, que se tornou conhecido após ser exilado na Bastilha e adotar o nome de Voltaire, viveu sob a monarquia francesa do século XVI e sofreu os percalços de um regime autoritário. Apesar de sentir o peso da monarquia francesa o filósofo disse certa feita: “não concordo com uma palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.

É na defesa de uma opinião e na luta por mudanças que o país terá a chance de se modificar. Cabe ao eleitor que levantou bandeiras pedindo o fim da ditadura (década de 60), que pintou o rosto exigindo a saída de um chefe de Estado (1992) e foi às ruas reivindicar mudanças (2013) eleger suas prioridades e não tolher o direito do outro em eleger a dele. O discordar faz parte do jogo democrático. Ultrapassar este limite pode significar um perigoso retrocesso histórico.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/medo-de-sair-as-ruas)
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