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Publicado em Sexta, 08 de Novembro de 2013 - 08h45

Minha Pasárgada

David Nogueira


Minha Pasárgada

Vocês podem não acreditar, mas os brutos também amam... é fato!

Brincar com as palavras é uma coisa que sempre me encantou.

Fico fascinado com os poetas de talento que sabem juntar letras, construir palavras, criar pensamentos e imagens que só eles veem na plenitude... ainda assim, os mortais medianos como nós, conseguem observar coisa impossíveis de serem notadas caso não fossem os textos dessas mentes desvairadas.

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O “Política Sem Censura” abre espaço para a poesia inédita. Apenas as inéditas.
Assim, poeteiros e poeteiras de final de semana, dedos à obra e fiquem atentos.
Vamos ao poetimento... tão somente  para poetar:

Minha Pasárgada


1- Vou-me embora de Pasárgada

Porque aqui não sou amigo do rei,

Só por ter falado, sem hora marcada,

Tudo o que sabia e o que ainda sei.

Vou-me embora de Pasárgada.

 
2- Vou-me embora de Pasárgada,

Aqui, muitos suseranos não me deixam ser feliz.

A existência é pura desventura.

É pouco justo ver o mísero inerte,

Um verdadeiro mestre na arte de jogar confete

Nas lambuzadas coroas dos soberanos,

Ganhar generosos prêmios por vários anos.

 
3- Aqui não posso enviar mensagens,

Pois cá impera a putaria e reina a sacanagem

De podar e niilizar todos aqueles sem direito a homenagem.

Pobre da cigana, do comunista e da meretriz,

Já ganharam, neste distinto lugar, uma rasgada cicatriz.

Eis que, pensando apenas na justiça, ousaram demais.

E assim, e tão somente por isso, serão tachados

De não merecedoras do céu e da paz.

 
4- Pasárgada é quase toda alva.

Cheira a eucalipto e a malva.

Alguns podem ver diversas outras cores

Restando em comum os seus peculiares odores.

Na realidade que não se vê, predomina o lixo e a podridão.

E entre dores que não aparecem, há festejos no reino

Regados a ódio, a rancor e a escuridão.

 

5- E quando eu estiver triste,

Mas triste de não ter jeito,

Quando o sangue brotar e rasgar meu peito

E a noite vier a vontade de me matar,

Saibam o rei e a rainha:

A noite sem Lua não dura mais que uma linha

E o sol, teimosamente, sempre volta a brilhar.

(Onde fica a sua Pasárgada?)


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