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Publicado em Sábado, 03 de Maio de 2008 - 11h44

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


DÍVIDA DO EX-BERON

O governo federal continua descontando da cota do Fundo de Participação dos Estados (FPE), atinente a Rondônia, cerca de 11 milhões, mensalmente, em face da dívida deixada pela extinção do ex-Beron.
Detalhe: o desconto continua sendo feito, mesmo com o Senado Federal tendo aprovado medida que determina a paralisação da cobrança dessa dívida, após o Tribunal de Contas da União, também ter reconhecido que considerável parte da mesma já foi paga pelo Governo de Rondônia e, que o maior volume (dessa mesma dívida) deu-se quando o ex-Beron já estava sob intervenção do Banco Central.
O senador Expedito Júnior continua fazendo esforços, no Senado Federal, para que seja paralisada a cobrança dessa famigerada dívida que todos os meses “sangra” os combalidos cofres públicos do Estado de Rondônia.
Dá para imaginar quanto de bom poderia ser feito pela melhoria dos salários dos servidores, pela educação, saúde, segurança pública e muitas outras coisas com esses R$ 11 milhões.

TRANSPOSIÇÃO DE SERVIDORES

O sonho ainda parece muito distante de se tornar realidade. Pelo menos é isso que aproximadamente 13 mil servidores estaduais de Rondônia estão pensando. Em que pese os esforços que alguns políticos da bancada federal de Rondônia continuam fazendo, no Congresso Nacional, com vistas a que esses servidores venham a ser transpostos da Folha do Estado para a Folha da União.
A respeito do assunto, como se sabe, a Lei Complementar No. 41/1981 é bastante taxativa quanto à obrigação que o Governo Federal teria de manter, financeiramente, pelo espaço de dez (10) anos, para com o Estado de Rondônia a partir da data de sua emancipação política.
Aliás, foi isso que ocorreu com os estados do Amapá e Roraima, cujos servidores há mais de duas décadas foram transpostos para a União.
Só que, igual direito até hoje não foi concedido ao Estado de Rondônia.
Vira e mexe o assunto volta às manchetes da Imprensa, acalentando o sonho desses milhares de servidores estaduais, principalmente quando de períodos eleitorais. Mas depois, tudo volta ao esquecimento de antes. Isso faz com que o governo do Estado de Rondônia continue gastando mais de R$ 20 milhões, mensalmente, com o pagamento dos salários desses trabalhadores.
A pergunta que não quer calar é: até quando Rondônia será descriminado pelo Governo Federal em relação a esse direito?

ASSENTAMENTO FLORESTAL “JEQUITIBÁ”

O deputado federal Lindomar Garçom (PV-RO) manteve conversações com o Superintendente do Incra em Rondônia, Carlino Lima, para saber detalhes da atenção que aquele órgão federal está dando ao projeto de assentamento florestal denominado “Jequitibá”.
Referido projeto que abrange uma área de 140 mil hectares, na Linha 45, no município de Candeias do Jamari, atenderá cerca de 700 (setecentas) famílias de agricultores, em lotes de 100 a 250 hectares.
Segundo Carlino Lima: “esse assentamento tem como prioridade o uso múltiplo da floresta, com o aproveitamento de madeiras, cipós, frutos, plantas medicinais e ornamentais, e nele, serão inseridas apenas as pessoas que se enquadrarem no perfil desse tipo de assentamento”.
Para Garçom, “a fonte econômica do projeto se sustentará em duas variáveis: a primeira, pela produção madeireira com manejo florestal comunitário; a segunda, pelos sistemas agro florestais, que associam espécies florestais, árvores frutíferas, e a produção agrícola”.

TRANSPORTE COLETIVO RUIM

Para a grande massa de usuários dos transportes coletivos em Porto Velho, esse serviço é caro, deficiente e ruim. As reclamações vão desde a sujeira no interior dos veículos, lotação excessiva até o preço da tarifa/passagem que é de R$ 2,00 (dois reais). Uma das mais caras, dentre as demais capitais brasileiras. Inclui-se nisso, a excessiva demora dos coletivos quando de determinados horários, principalmente à noite.
O desconforto nos ônibus e notório, vez que, a maioria dos mesmos não possui ar-refrigerado ou som ambiente.
Alguns possuem cadeiras de fibra, desconfortáveis e inadequadas para regiões calorentas como Rondônia, onde no verão os termômetros chegam a apresentar marcas superiores a 40 graus centígrados.
É hora, portanto, da Prefeitura Municipal cobrar providências das empresas que operam no setor, as melhorias, para que façam jus ao preço que cobram dos seus usuários.

BURAQUEIRA INFERNAL

Centenas de ruas da Capital estão transformadas em autênticas tábuas de pirulito, tantas as crateras existentes em seus leitos. Os mais prejudicados são os proprietários de veículos automotores (automóveis, caminhões, carretas, motocicletas), que constantemente têm de levá-los para consertos nas oficinas em decorrência da buraqueira infernal.
Somam-se a esse quadro nada alentador, as dezenas de terrenos baldios nas áreas centrais e periféricas de Porto Velho, cheios de matagais e lixo, além de construções abandonadas que servem de esconderijos para ladrões, assaltantes, estupradores e consumidores de drogas. Triste realidade.

MUDOU DE OPINIÃO

Uma pessoa que nos disse ser leitora assídua destas mal traçadas, e que não gostou de termos escrito algo sobre a possibilidade de recrudesce a idéia da PENA DE MORTE, para crimes bárbaros e hediondos, confessou que mudou de opinião sobre o assunto. Disse o seguinte: “realmente, pena de morte não vale a pena, porque a VIDA é um dom de Deus e, portanto, só a Ele compete tirá-la. Entretanto, ao saber que um elemento havia estuprado uma criança de apenas 5 anos de idade, havia mudado de opinião. Também disse que, o caso da menininha ISABELA NARDINI, que supostamente teria sido jogada (pelos pais), do 6º. andar de um prédio em São Paulo, pela monstruosidade apresentada não mas seriam dignos de continuar suas existências em sociedade”.

OBSERVAÇÃO: - o ordenamento jurídico do nosso País não permite tal punição a nenhum tipo de criminoso (a). A pena máxima no Brasil é de 30 anos de reclusão. Só que, com 2/5 (dois quintos) ou 3/5 (três quintos) da pena cumprida, os criminosos podem ser colocados em liberdade (se apresentarem perfil ressocializante). Isso, mediante pedido de progressão de regime de pena.

Particularmente, também consideramos que a pena de morte não deve ser viabilizada no Brasil. Isso só traria transtornos maiores à sociedade.

JUAREZ JARDIM

Notícias de Ji-Paraná dão conta que a pré-candidatura do ex-chefe da Casa Civil, Juarez Jardim está ganhando fôlego a cada dia que passa. Além dele, outros nomes que estão sendo bastante comentados são os de José Bianco (atual prefeito e que ainda não confirmou se disputará ou não a reeleição) e do deputado estadual, Euclides Maciel.
Há também, quem acredite na possibilidade de uma junção de forças políticas entre Jardim e Maciel.
Se isso acontecer, estaria traçado o “desenho” de uma possível dobradinha entre Bianco e Cassol, na disputa pelas duas cadeiras ao Senado Federal, em 2010.
Hipoteticamente, isso implicaria na possível candidatura do senador Expedito Júnior (PR-RO) ao governo, com total apoio de Ivo Cassol.

MAURO NAZIF

Crescem os rumores na Capital que o médico e deputado federal, Mauro Nazif (PSB) poderá disputar a sucessão de Roberto Sobrinho (PT). Para muitos, essa seria a denominada “terceira via”, com chances de vitória nas urnas em 05 de outubro vindouro.
É que, embora muitos não aceitem, pelo menos por enquanto, os nomes mais cogitados para conquistar o “Palácio Tancredo Neves” seriam os de Sobrinho e Garçom.
Uma coisa é certa: a eleição para prefeito de Porto Velho será das mais difíceis. Inclusive, com a probabilidade de haver segundo turno.
Outros possíveis pré-candidatos a prefeito: David Chiquilito (PC do B), Adílson Siqueira (PSoL), Elizeu da Silva (PP), Dalton di Franco e vereador Mário Jorge (PDT). E ainda se poderá ter gente do PSDB, DEM, PTB e o “escambáo”.

NOTÍCIA BOA

As obras de duplicação da BR-364, entre Candeias do Jamari e o campus da Unir, em Porto Velho, serão reiniciadas em breve. Com isso, a possibilidade de se concretizarem as construções de pontes, túneis, passarelas e do novo “Trevo do Roque”, além da melhoria da sinalização e iluminação no citado trecho dessa rodovia federal.
Certamente que essas obras, quando concluídas, irão diminuir em muito o número de acidentes e mortes, que vêm se registrando no mencionado trecho.

FERNANDO PRADO

O presidente do Diretório Municipal do PMDB em Porto Velho, Fernando Prado, parece ter debelado os “focos de insatisfações”, internas, de seu partido, em função de posicionamentos adversos de alguns dos denominados “valores históricos” dessa agremiação política tradicional.
Agindo dentro da linha de apaziguamento traçada pelo senador Valdir Raupp, o presidente municipal do PMDB, parou de ser atacado e, tudo indica o partido resultará fortalecido para as eleições de outubro próximo.
Ainda não está confirmado se o PMDB indicará o vice, na chapa do PT, com Roberto Sobrinho (que buscará a reeleição) ou se terá candidatura própria.
Valendo lembrar que, em nível nacional, PT e PMDB estão cada vez mais unidos e, no Congresso Nacional o “peso político” peemedebista tem sido vital para as pretensões do presidente Lula.

ABRIGOS & CICLOVIAS

Parece que não tem jeito mesmo. A administração municipal não tem mostrado grande interesse pela instalação de pelo menos mais 4 ou 5 ciclovias em Porto Velho. Nem mesmo o crescente número de acidentes, com o registro de óbitos de ciclistas tem servido para mudar o quadro que aí está e, principalmente, para alertar as autoridades sobre a necessidade de se instalar mais ciclovias, numa Capital que conta com mais de 90 mil automóveis e similares; mais e 34 mil motocicletas e, também, mais de 150 mil bicicletas. Tudo espremido num espaço de duas ou três mil ruas que abrigam cerca de 110 bairros.
Para completar esse preocupante cenário, a sinalização de trânsito é deficiente, notadamente, nas áreas periféricas mais distantes. Lamentavelmente.

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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