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Publicado em Sexta, 31 de Outubro de 2008 - 11h22

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


O PREÇO DO DESENVOLVIMENTO (1)

Em parte os empresários estabelecidos na Av. Calama estão com razão, em relação às mudanças autorizadas pela Prefeitura Municipal de Porto Velho para o tráfego de veículos naquela importante artéria viária.
As mudanças foram implantadas em razão da entrada em funcionamento do Porto Velho Shopping, que fica na confluência das Avenidas Calama e Rio Madeira, numa das áreas de maior concentração de trânsito automobilístico da Capital rondoniense e, também, um dos principais escoadouros de veículos no sentido centro-subúrbio e vice-versa.

O PREÇO DO DESENVOLVIMENTO (2)

Para muita gente a Prefeitura Municipal devia ter anunciado as mudanças no trânsito da Av. Calama com bastante antecedência. Com isso teria evitado os transtornos que ora se registram, sobre modo, os aborrecimentos para as pessoas que estavam acostumadas a utilizar as linhas de ônibus na direção centro/subúrbio, já que a partir de agora, quem trafegar no sentido NORTE/SUL pela Av. Rio Madeira não poderá entrar à esquerda quando chegar à Av. Calama. Os usuários dos transportes coletivos ficam prejudicados para ter acesso aos Conjuntos Habitacionais: Quatro de Janeiro, Guajará, Caiarí, dentre outros. Por isso, os veículos terão de seguir trajeto direto na Av. Rio Madeira ou dobrar à DIREITA (da Calama) para poder atingir outros pontos da cidade, principalmente o centro comercial.

O PREÇO DO DESENVOLVIMENTO (3)

Há que se considerar que a Prefeitura Municipal deveria ter feito uma campanha educativa, sobre modo, utilizando a televisão para mostrar a população, com bastante antecedência como ficaria o tráfego de veículos na Av. Calama (sentido bairro/centro) até a esquina da Av. Rio Madeira, bem como, mostrar os acessos laterais para se chegar aos Conjuntos Habitacionais e outros bairros da Capital após a Av. Rio Madeira, principalmente, no que se refere ao trajeto das linhas de ônibus.
Infelizmente, isso não foi feito e, agora, o resultado é o descontentamento que aí está, por causa da entrada em funcionamento do Porto Velho-Shopping, que sem sombra de dúvida trata-se de um novo marco de progresso e desenvolvimento para a Capital.
Aliás, convém lembrar: muitos não queriam a construção desse moderno shopping. Algumas autoridades e empresários fizeram de tudo para ele não sair do papel.
Um vereador alegou que dois ou três “olhos d água”, que existem às proximidades seriam destruídos, se a obra viesse a ser edificada. E isso representaria um dano terrível à natureza. Isso, na verdade, foi uma espécie de “absurdo paquidérmico”.
Por certo que aquele parlamentar-mirim (que não conseguiu se reeleger) não vislumbrou as centenas de empregos diretos e indiretos que a obra possibilitaria (como agora está possibilitando) para pais e mães que estavam desempregados e passando necessidades juntamente com suas famílias. Por certo, também, que aquele edil na sua “visão tacanha” não vislumbrou a importância do empreendimento para Porto Velho e sua população. Estava preocupado tão somente com dois ou três “olhos d água” que passaram mais de uma década sem receber nenhum cuidado especial por parte da Prefeitura Municipal e muito menos por parte da Câmara Municipal de Vereadores. Ainda bem que suas investidas contra o interesse maior da coletividade não preponderou.

E O SHOPPING RIO MADEIRA?

Como todos devem estar lembrados, enquanto muitos não queriam a concretização do Shopping Porto Velho, outros tantos eram a favor e só tinham olhos para outro super-shopping: SHOPPING RIO MADEIRA. Lembram?
É o caso de se perguntar: quando é que aquele mega empreendimento será inaugurado?
Será que não mais se erguerá ou será que em seu lugar surgirá um outro grande empreendimento?
Ainda não se sabe.
Mas a verdade é uma só: parece que na “guerra dos shopping´s”, venceu o Shopping Porto Velho, de goleada e tudo. Ou não?
Destarte reconhecer que, a cidade de Porto Velho, na condição de Capital de Estado que é, com mais de 350.000 habitantes merece um empreendimento desse porte, sim. Até porque nos próximos dez anos, certamente, ultrapassará a marca dos 500 mil habitantes, face o advento das hidrelétricas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio).
Só não vê isso quem não quer.
Mais duas perguntinhas: será que o conceituado empresário Dennis Baú comunga dessa realidade? Ou será que poderia se interessar pela instalação da gigante “Casas Bahia” em Porto Velho?

TERRENOS BALDIOS

Será que a administração municipal, agora que cessou o “frisson” das eleições vai tomar alguma providência contra os proprietários de terrenos baldios em Porto Velho?
É a pergunta que não quer calar.
A cidade está tomada por terrenos baldios, abandonados por seus proprietários. Estes terrenos estão servindo de abrigos para marginais, além de verdadeiros focos de doenças. Isso, obviamente, coloca em risco a segurança e a saúde da população. Ou não ?

O INVERNO ESTÁ CHEGANDO

É verdade.
As fortes chuvas e temporais que têm se abatido sobre a cidade de Porto Velho já mostram que a intensidade do inverno neste ano e início do próximo será das mais acentuadas.
Por isso, a população está preocupada com a quantidade de obras que a Prefeitura Municipal iniciou, mas ainda não concluiu, principalmente, no que se refere às vias públicas, mediante a retirada de entulhos, limpeza de córregos e desentupimento de bueiros.
Quer dizer, se ações rápidas e eficazes não forem executadas logo, muitos trechos da cidade poderão ficar submersos quando chuvas torrenciais ocorrerem e os prejuízos serão enormes para a população certamente.

PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO

Depois de ficar quase trinta anos sem ser olhado com o devido respeito e carinho, por tantos e tantos governantes que tiveram a responsabilidade de administrar o Ex-Território Federal de Rondônia e, posteriormente, o Estado de Rondônia, o patrimônio imobiliário começa a passar por uma “operação pente fino” através da Coordenadoria Geral de Patrimônio Imobiliário (CGPI), órgão da Secretaria de Estado da Administração e operacionalizada por Marcos Soares dos Santos e uma equipe de técnicos do governo. O trabalho é intenso e penoso. Muitos imóveis do Estado estão sob a depredação ocasionada pelas intempéries da natureza. Outros estão em mãos de terceiros que os utilizam há bastante tempo, sem pagar um tostão ao Tesouro Estadual. Mas a situação pior se registra em nível das Prefeituras Municipais. É que, nos 52 municípios rondonienses milhares de edificações construídas pelo Estado se encontram sem as suas respectivas Leis de Doações Municipais dos Lotes/Áreas ao Estado. Resultado: o governo fica impedido de escriturar seus imóveis porque ainda não detém domínio pleno sobre os referidos lotes e/ou áreas de terras urbanas. Detalhe: o governador Ivo Cassol quer a situação resolvida o mais rápido possível, vez que, mais de R$ 1.000.000.000,00 (Um Bilhão de Reais) estão sem serem incorporados à contabilidade patrimonial do Estado por falta dessas Leis e Decretos de Doações Municipais, principalmente, em Porto Velho.

ELEIÇÃO NO SINTERO

Como sempre o clima é dos mais acirrados nos momentos que antecedem às eleições do SINTERO, marcadas para ocorrer nos dias 3 e 4 de novembro, em treze regionais que contarão com urnas para receptação de votos dos mais de 24.000 filiados deste que é o maior sindicato do Estado de Rondônia.
Também, porque o SINTERO arrecada mais de R$ 2.500.000,00 (Dois Milhões e Quinhentos Mil Reais) por ano. Além de congregar os profissionais da Educação.
As eleições deste ano, no SINTERO, conta com três chapas: CHAPA-1 encabeçada pela atual presidente Claudir Mata (que tenta a reeleição).
A CHAPA-2, trás como presidente o Prof. JOELSON (que é oposição total a chapa-1). E, existe ainda, uma terceira chapa, que é encabeçada pelo Diretor de Finanças da atual diretoria do SINTERO, ou seja, da presidente CLAUDIR MATA (mas que também se diz de oposição). Mas não se sabe de quê.
No interior do Estado os comentários dão conta que é chegada a hora de mudar, ou seja, parar com o continuísmo existente no SINTERO.
Detalhe: na eleição anterior, o grupo da Chapa-2, do Prof. JOELSON, obteve mais de 28% dos votos válidos. Isso evidencia a possibilidade de uma suposta vitória agora, acreditam os seus componentes.
Já a chapa da situação está tranqüila, dizem alguns de seus integrantes, aguardando só a abertura das urnas para garantir mais um mandato. A chapa-3, por sua vez, parece não ter muitas possibilidades. Mas...
Sendo assim, o remédio é aguardar o pleito para ver o que as urnas irão mostrar ao final de mais essas eleições no Sintero.

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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