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Publicado em Segunda, 13 de Outubro de 2008 - 19h55

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


É impressionante o cinismo, a cara de pau, de algumas pessoas que, durante o período eleitoral, se esvaiam em sorrisos, abraços e afagos com pessoas que sequer conheciam, no afã de angariar simpatia. Mas agora estão “odiando o mundo”, por não terem sido eleitas.

Mas passado o período eleitoral, quando as urnas mostraram a dura realidade dos números nelas depositados pelo eleitorado, essas mesmas pessoas mudaram completamente. Agora se mostram amargas. Estão de “cara fechada” como diz o adágio popular. Passam por seus vizinhos, amigos e conhecidos, ignorando-os, como se estes não existissem.
É óbvio que estamos nos referindo aos “perdedores”. Salvo raríssimas exceções.

Referimo-nos aos que haviam deixado de acreditar que “rapadura é doce, porém, não é mole, não”. Haviam perdido a noção de que a disputa seria árdua. Como de fato foi. E, principalmente, que mais de 400 (quatrocentos candidatos) disputavam apenas 16 (dezesseis) vagas para a Câmara Municipal de Porto Velho. Portanto, uma eleição mais difícil do que buscar uma cadeira de Deputado Estadual.
E depois das eleições...

Uns tantos pretendentes à Câmara Municipal de Vereadores agora perambulam pelas vias públicas com cara de “vaca triste”. Outros se mostram raivosos e rancorosos. Dizem-se traídos. Dizem, também, que foram abandonados à própria sorte, depois de tudo de bom que fizeram pela população e pelo município. Falam que foram vítimas da ingratidão, que é um dos piores defeitos do ser humano.

Outros se dizem cheios de dívidas, pois honraram seus compromissos de campanha com suas equipes de trabalho, colaboraram com as pessoas no que foi possível, não mediram esforços para transportar adoentados, fazer pequenos favores, etc. Mas tudo deu em nada, ou seja, não tiveram nem a metade dos votos com os quais esperavam se eleger.
E depois das eleições...

Outros candidatos agora tentam passar a impressão que teriam sido enganados até mesmo por “assessores”, que teriam pegado grana e depois se escafederam em pleno calor das eleições. E como se sabe, os candidatos tiveram suas despesas, principalmente, com o consumo de alimentos e combustíveis. Afinal de contas uma campanha sempre demanda em despesas inimagináveis.

Pior em tudo isso é ficar ouvindo gente que saiu candidato ou candidata sem as mínimas condições de “fazer bonito” na disputa, alegar que não sabe para onde os seus votos foram parar. Posto que, esperavam votação substancial, porém, quando as urnas foram abertas a realidade foi outra, totalmente diferente.

Ruim mesmo é agora, depois das eleições, ficarem agüentando as “gozações” de toda espécie que sempre saem da imaginação fértil do brasileiro.
Mesmo assim, convém admitir e mais que isso, aceitar o veredicto das urnas, onde prevaleceu a vontade do povo. Ganhou quem teve mais poder de convencimento junto aos eleitores, quem teve as melhores propostas, quem obteve maior credibilidade na pregação do trabalho que poderia realizar se eleito, ou eleita fosse.

O resto é balela. É conversa prá boi dormir.

Resta também a certeza que, não se pode querer abarcar o mundo com as pernas, acreditando que o povo é ingênuo, que pode ser engabelado facilmente... Como foi tantas vezes no passado. Agora, a história é outra. A população está mais esclarecida. Aprendeu a avaliar cada situação, até se definir por esse ou aquele candidato (a). Essa é que é a verdade, sem choro nem vela.

O melhor que cada um pode fazer agora é esfriar a cabeça, respeitar a democracia e colaborar para consolidá-la. Se possível, eliminar rancores por picuinhas que a nada levam. Entender que num processo eleitoral democrático sempre existirão vencedores e vencidos. Porém, a ninguém é dado o direito de voltar-se para o mal e esquecer que cada um tem o sagrado dever de contribuir com a sua comunidade, com o seu município, com o seu Estado e, por extensão, colaborar com o País. Todos podem fazer isso. Basta querer. Basta ter espírito altruístico para entender que na vida, nem sempre vencemos como também, nem sempre perdemos.

Que a lição das urnas seja aprendida por todos aqueles que não obtiveram a vitória nas urnas. E mais que isso, que as eleições sirvam como fator de crescimento para quantos se aventuraram num processo eletivo sem a mínima estrutura, ou seja, apenas por vaidade. Tanto isso é verdade que, teve candidato que sequer possuía uma bicicleta, para se locomover para contatar com os “seus eleitores”.

No mais é erguer a cabeça e seguir em frente, porque o mundo não vai parar por conta da derrota de ninguém.
E, se possível, acreditar que Deus escreve certo por linhas tortas. Porque somente ele tem tamanha Capacidade de Poder. O resto é o resto.

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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