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Publicado em Sábado, 14 de Março de 2009 - 12h34

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


EXPECTATIVA AGORENTA (1)

Os adversários políticos do único governador reeleito na história do Estado, desde a sua emancipação estão torcendo contra o mesmo, para que ocorra à sua cassação, através das esferas judiciárias superiores do País especialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral, por suposta compra de votos no pleito de 2006.
Tudo em razão do desatino e irresponsabilidade cometidos pelo irmão de Expedito Júnior (senador do PR), que teria “armado” um esquema de compra de algumas centenas de votos em Porto Velho. É o que consta do processo que ora tramita no Judiciário.

EXPECTATIVA AGORENTA (2)

Erroneamente, pensam alguns, que se a cassação vier a se confirmar, a senadora do PT, Fátima Cleide - que foi a segunda mais votada no pleito de 2006 -, poderia ser guindada ao posto de governadora do Estado de Rondônia.
Isso, convenhamos, seria algo maravilhoso para os “companheiros” de Lula-la, principalmente, porque um novo projeto petista, com vistas às eleições de 2010 seria colocado em prática imediatamente.
Nada obsta contra tal idéia da parte daqueles que sonham governar Rondônia a partir de 2011, portanto.
Só que, Ivo Cassol, quando de sua reeleição obteve mais de 51% dos votos válidos. Portanto, significa dizer que, se ele vier a ser afastado do cargo, TERÁ DE HAVER ELEIÇÃO para o mandato tampão até 31 de dezembro de 2010.
Portanto, a senadora Fátima Cleide, não deverá ser guindada a cadeira de governadora, por ter sido a segunda mais votada nas eleições de 2006, como muitos que desconhecem à legislação eleitoral estão pensando.

EXPECTATIVA AGORENTA (3)

Apesar disso, escuta-se aqui e acolá, que já teria gente encomendando paletós e vestidos de tecidos caríssimos, tão certos estariam que à cassação de Ivo Cassol seria espécie de “favas contadas”.

Será? Indagam-se os mais comedidos.

Também, porque parece ter se transformado numa “questão de honra” os adversários de Cassol a sua defenestração do Palácio Presidente Vargas, até o mês de julho deste ano.
Portanto, muito antes que cheguem às eleições de 2010, e, que ele possa candidatar-se ao Senado Federal, com amplas possibilidades de conquistar uma das vagas que ora estão ocupadas por Valdir Raupp (PMDB) e Fátima Cleide (PT), já que Expedito Júnior tem mandato de oito anos e está no curso dos primeiros quatro anos. O restante do mandato termina em 2014. Isso, se não vier a ser cassado, também.
Como também se sabe, em 2010, duas cadeiras de senador estarão sendo disputadas para a bancada de Rondônia no Congresso Nacional.

Tal conjectura faz sentido, se olhada por esse lado, sim.
É que qualquer pessoa que tenha ao menos visão mediana e entendimento sobre o atual quadro político em Rondônia vê que são muitos grandes as possibilidades de Ivo Cassol se eleger senador, além de vir a ter enorme influência sobre a eleição do seu sucessor em 2010.

EXPECTATIVA AGORENTA (4)

Especulações a parte, comenta-se que, entre Valdir Raupp e Fátima Cleide, o eleitorado poderia optar pelo candidato petista, cuja densidade eleitoral supera de longe a da “companheira” de Lula-la, que também não poderá mais se reeleger ao cargo de Presidente da República.
E o que é pior, até agora, o PT não tem um nome com carisma igual ao de Lula, (que por pouco não conseguiu que o Congresso aprovasse o terceiro mandato presidencial), do qual ele seria o maior beneficiado.
A ministra Dilma está muito longe de ter com o público a mesma empatia de Lula. Os “barbudinhos” sabem disso. Com certeza.
O fato em si parece conspirar contra os interesses de Fátima Cleide e seus correligionários, embora os militantes petistas não acreditem nisso.
Entretanto, é bom que se compreenda que tudo está no terreno das suposições e ainda se terá um tempo de espera relativamente grande, até que a cassação ou não, de Ivo Cassol ocorra.

EXPECTATIVA AGORENTA (5)

Assim, a cada dia que passa aumenta mais a expectativa sobre o julgamento do governador de Rondônia pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos dias.
Mas já sabe que Ivo Cassol – em caso de condenação - deverá recorrer ao Supremo Tribunal Federal, se for o caso.
Existiria ainda à possibilidade dessa lide passar pelo Superior Tribunal de Justiça.
Operadores do Direito não descartam essa possibilidade.

EXPECTATIVA AGORENTA (6)

De qualquer forma, a “sorte” está lançada.
Resta esperar o julgamento do governador e saber do resultado final desse imbróglio que está atingindo diversos setores da sociedade produtiva rondoniense.
Uns torcendo para que o governador vá cantar noutra freguesia, pois temem o seu poderio político na maioria dos 52 municípios rondonienses.
E outros torcendo pela sua absolvição, vez que, em diversos municípios, pelo trabalho que vem realizando em benefício das populações interioranas, Cassol, teria se tornado uma espécie de semi-deus.
Esse fenômeno, todavia, no entender de “experts” em política rondoniense, não ocorre na Capital (Porto Velho), onde a situação estaria meio a meio, ou seja, parte da população quer a continuidade da administração do governador e a outra parte estaria insatisfeita, desejando sua saída, mesmo sabendo que ele foi reeleito pela vontade soberana do eleitorado do Estado.

EXPECTATIVA AGORENTA (7)

De qualquer forma, os que apóiam a permanência de Ivo Cassol no governo sabem que, no casso dele ser afastado do cargo, também estaria inviabilizada a sua participação nas eleições majoritárias de 2010.
Também já se comenta nos quatro cantos do Estado que, se o PT, com Fátima Cleide chegar ao Palácio Presidente Vargas, a “vassourada” seria grande, ou seja, milhares de servidores hoje detentores de cargos comissionados e com gratificações passariam a amargar o desemprego.
Isso para os petistas de carteirinha seria algo absolutamente normal em se tratando de decisão política, afinal de contas diz o adágio popular: “quem pariu Mateus, que o embale”.

EXPECTATIVA AGORENTA (8)

Assim, resta aguardar o julgamento de Ivo Cassol, cujo governo tem agradado considerável parte da população, porém, continua desagradando aos seus adversários políticos que não mais estariam suportando o ostracismo e ausência das “luzes da ribalta”.
Por isso, comentam as “carpideiras de plantão”, já estariam “delirando de felicidade” com a possibilidade da cassação do governador, principalmente, em razão de descontentamentos existentes por questões salariais; forma de arrecadação de impostos no Estado; distribuição das “fatias” do bolo do poder; compartimentação das verbas do orçamento estadual; centralização de poder; autoritarismo administrativo na máquina do executivo; além de “eternos gargalos” em áreas como: saúde, segurança pública, educação, dentre outras.

EXPECTATIVA AGORENTA (9)

A imprensa vem acompanhando os fatos que gravitam em torno do comentado assunto e, a medida do possível, vai repassando-os à população rondoniense, para que esta se mantenha informada e possa fazer o seu julgamento dentro do momento histórico que Rondônia está atravessando, principalmente, com adventos das grandes obras que aí estão através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mediante o qual o Governo Federal vem brindando governos e prefeituras com bilhões e bilhões de Reais para diversos tipos de obras importantes, como por exemplo: hidrelétricas e pontes sobre os rios Madeira e Mamoré, saída para o Oceano Pacífico, revitalização do patrimônio histórico rondoniense.
Mesmo assim, os adversários políticos de Ivo Cassol (sem partido político até agora) sonham vê-lo cassado até meados deste ano. E, principalmente, sem poder participar das eleições majoritárias de 2010.

EXPECTATIVA AGORENTA (10)

Agora, dizem pessoas entendidas sobre assuntos dessa natureza, não adianta saber se o salário dos mais de 42.000 servidores do Estado está rigorosamente em dia; Se Rondônia possui um rebanho bovino superior a 11.500.000 cabeças de reses livres da febre aftosas; Se Rondônia está exportando seus produtos para diversos países; Se a malha viária estadual foi ampliada e seu estado de conservação e pavimentação é algo elogiável; Se milhares de empregos foram gerados através de concursos públicos; Se Rondônia é o segundo maior produtor de mussarela do Brasil; Se Rondônia tem diversas culturas de grãos que o colocam entre os dez maiores produtores do País; Se mais gente passou a ter apoio as suas lavouras e a venda de seus produtos; Se os projetos de psicultura continuam em expansão gerando empregos e riquezas; Se o potencial turístico do Estado está em evolução; Se aumentou (e muito) o número de empresas (médias e grandes) que se instalaram em Rondônia, além de muitas outras coisas positivas à consolidação do Estado, sobre modo, para melhorar a qualidade de vida da população como um todo.
Tudo isso, agora, dizem pessoas experientes, parecem ser coisas meramente relativas, sem maior importância para o contexto estadual.

EXPECTATIVA AGORENTA (11)

Pior é recordar que ex-governadores que “deixaram” o Estado “empepinado”, com dívidas estratosféricas, com várias folhas de pagamento de servidores atrasadas; governantes que se desfizeram do patrimônio público a preço de banana; governantes que perseguiram e humilharam servidores públicos (alguns até vieram a falecer); governantes que “quebraram” o Beron e deixaram à saúde, a segurança e a educação no caos, agora se postam como exemplo de transparência, de honestidade, de competência administrativa e política.

EXPECTATIVA AGORENTA (12)

A população está acompanhando tudo atentamente.
Certamente dará o seu veredicto nas urnas em 2010.
O remédio como dizem os sábios, é aguardar com bastante paciência, tomando caldo de galinha, que como se sabe, não fazem mal a ninguém.
Beromia secular, secularium. Amém !

BURAQUEIRA INFERNAL

A cidade de Porto Velho está virando um caos. Todas as ruas da Capital rondoniense estão parecendo tábuas de pirulitos. Tem crateras para todos os gostos.
Não é só isso, não.
As ruas estão sendo tomadas por extensos matagais. Em alguns trechos o mato e árvores ornamentais estão tão crescidos que impedem à visibilidade das placas de sinalização de trânsito.
Em centenas de esquinas enormes bocas de bueiros (sem qualquer proteção) estão à espreita de suas incautas vítimas. Nelas já caíram e continuarão a cair: gente, animais, bicicletas, carros, motos e o escambau. Até vítimas fatais essas crateras já fizeram.
Também, cada vez mais, aumenta o número de trechos onde as águas das chuvas transbordam, inundando residências e estabelecimentos comerciais causando enormes prejuízos aos seus proprietários que pagam impostos, mas não estão vendo o devido retorno em obras de saneamento básico e galerias pluviais. Todo ano o sofrimento é o mesmo.
Nas periferias o “inferno” é maior, principalmente, em razão das obras inacabadas, que ficaram ao relento e sem sinalização adequada, sem que a prefeitura venha a público explicar o porquê dessa falta de respeito para com a população portovelhense.
O quadro vem contribuindo para o aumento do número de acidentes de veículos, diariamente, e tornando Porto Velho uma cidade de trânsito desumano e assassino.
Pior: os vereadores que tanto prometeram nas eleições, agora que estão em seus gabinetes confortáveis, com polpudos salários, gozando as benesses do poder “parecem fingir” que nada está acontecendo em prejuízo da população.
Isso tudo é uma vergonha.

ACESSOS ESBURACADOS E ABANDONADOS

A coluna vem recebendo dezenas de reclamações de universitários e servidores de instituições de ensino superior da Capital. Eles e elas estão insatisfeitos com o abandono, pelo poder público, das ruas, avenidas e rodovias que possibilitam acesso às faculdades particulares de Porto Velho.
Fomos conferir de perto é constatamos que, realmente, à buraqueira, a falta de iluminação adequada, de calçadas e de meios fios, além da sinalização de trânsito precária são fatores que, além de prejudicar a acessibilidade as Faculdades, também contribuem para ocasionar acidentes de trânsito constantemente.
Mas a publicidade eu aparece nas emissoras de televisão diz o contrário, como que a zombar da inteligência dos portovelhenses.
Isso é uma vergonha.

GRAMA

Era só o que faltava, em plena Amazônia, administradores públicos não fazem viveiros de grama.
Em decorrência dessa aberração alguns precisam comprar grama em outros estados.
Será que essa situação estaria se registrando em Rondônia?
Se tiver. O nome disso é incompetência mesmo.
Partindo dessa premissa é fácil entender porque certas cidades rondonienses são tão carentes de jardins em suas artérias e logradouros públicos.
Isso é ou não é uma vergonha?

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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