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Publicado em Quinta, 28 de Maio de 2009 - 15h05

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


DENÚNCIA: DEPUTADO MAURÃO Vs. HB e JOÃO PALO II (1)

Causando ecos junto à comunidade a denúncia feita recentemente pelo deputado estadual Maurão de Carvalho, dando conta que o Hospital de Base e o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho, estariam passando por momentos críticos, no que tange ao atendimento de pacientes tanto da Capital como do interior rondoniense.

DENÚNCIA: DEPUTAO MAURÃO Vs. HB e JOÃO PAULO II (2)

Mais: o parlamentar conseguiu que fosse instalada uma Comissão Temporária para acompanhar a questão da saúde pública nos referidos hospitais.

DENÚNCIA: DEPUTADO MAURÃO Vs. HB e JOÃO PAULO II (3)

Por que ocorreu mais essa denúncia contra o Hospital de Base e o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II?
É a pergunta que não quer calar.
Simples. Muito simples.

A denúncia ocorreu porque o parlamentar, na noite o dia 24, passado, numa “visita” inesperada ao HB teria constatado que a enfermeira-chefe se encontrava dormindo.

O deputado também teria constatado que havia 18 (dezoito) leitos vazios, enquanto aproximadamente 30 (trinta) pessoas se encontravam prostradas ao chão, aguardando a disponibilidade de leitos.

Também teria sido constatado que um paciente de nome ADAIR AMARO (proveniente de Espigão D´Oeste), ainda não havia sido transferido do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II para o Hospital de Base, para fazer uma cirurgia de traumatismo craniano.

Diante dos fatos, como se pode observar no primeiro instante, o parlamentar teve suas razões para “por a boca no trombone”, ou seja, fazer a denúncia.
Nada obsta quanto a isso, portanto.

Afinal de contas, uma das responsabilidades (dentre tantas outras) de um parlamentar estadual é zelar pelo bem estar e boa qualidade de vida para a população. Nisso inclui-se os serviços públicos de saúde, obviamente.

POSICIONAMENTOS DO DR. AMADO RAHAL (1)

Também sobre os fatos e ecos ocasionados pela denúncia do deputado Maurão de Carvalho vieram os esclarecimentos do Diretor Geral do Hospital de Base de Porto Velho, Dr. Amado Rahal, que como sempre usou de lisura, bom senso e muita transparência, como lhe é peculiar, da seguinte forma:
Sem querer polemizar com o referido parlamentar, Amado Rahal (numa atitude que poderia ser copiada por outros administradores públicos) reuniu a imprensa no dia 26/05 (terça-feira) e esclareceu que:

1) Determinou de imediato, a abertura de sindicância administrativa para apurar a responsabilidade da enfermeira-chefe que estaria dormindo, quando da “visita” do deputado às dependências do HB;

2) Sobre os 18 (dezoito) leitos que estariam vazios, naquela oportunidade, ocorreu ligeira desinformação do parlamentar, que desconhecia que, na segunda-feira (dia 25/05), já estavam programadas 37 (trinta e sete) cirurgias eletivas e aqueles leitos seriam utilizados em razão de tais procedimentos. Também, porque o número de leitos do HB não tem sido suficiente para atender a grande demanda proveniente de pacientes da Capital e de diversos municípios, apesar do intenso trabalho realizado pelo atual governo através de ampliações e construção de novos espaços físicos com vistas a melhoria dos atendimentos a população;

3) Em relação ao paciente ADAIR AMARO (que veio de Espigão D´Oeste) para se tratar em Porto Velho, ou seja, fazer uma cirurgia de TRAUMATISMO CRANIANO, Amado Rahal disse: “esse paciente ficou internado no Hospital João Paulo II e não foi transferido para o HB, porque lá existe médico especialista para esse tipo de cirurgia, com plantão de 24 horas. Também, porque esse paciente NÃO TEM QUALQUER DOCUMENTO ASSINADO POR UM MÉDICO INDICANDO A NECESSIDADE DE SE FAZER A SUA TRANSFERÊNCIA PARA O HOSPITAL DE BASE”.

4) Com relação aos ecos da denúncia disse que, “todas as denúncias envolvendo o nome do HB, as suas atividades e seus profissionais serão devidamente apuradas, porque o nosso objetivo maior é atender da melhor maneira possível o povo, que precisa de serviços médicos gratuitos e de qualidade. E, dentro desse propósito, a administração estadual tem se empenhado e investido muito para que o HB se transforme cada vez mais num centro de referência e credibilidade em termos de serviços públicos de saúde”.

POSICIONAMENTO DO DR. AMADO RAHAL (2)

O Diretor Geral do Hospital de Base, também enfatizou: “Os senhores da imprensa sabem da minha trajetória de trabalho no HB e de minhas atividades profissionais como médico ginecologista ao longo dos mais de 20 anos que estou em Rondônia, prestando serviços ao Estado e a sua população. Procuramos dar um tratamento digno para todas as pessoas que nos procuram. Entretanto, a demanda é muito grande, principalmente, porque muitos municípios nos sobrecarregam enviando pacientes para serem atendidos em Porto Velho. Em razão disso, tanto o HB, assim como o João Paulo II, quase sempre estão lotados. Isso, evidentemente, sacrifica o atendimento da população de Porto Velho. Essa realidade precisa ser entendida por todos, indistintamente. Mesmo assim, todos os meses, graças à atenção do governo, milhares de pessoas (adultos, idosos e crianças) são atendidas nesses dois hospitais da Capital que, infelizmente, ainda não conta com um hospital municipal para nos ajudar a equacionar o problema da demanda hospitalar na área da saúde pública”.

DEMANDA INTENSA

Realmente, pelas palavras do experiente Diretor Geral do Hospital de Base, tanto para a imprensa, quanto para a população porto-velhense, dá para se deduzir que já está bastante claro que a demanda de pacientes para o HB e para o João Paulo II é muito grande.

Portanto, o Dr. Amado Rahal está coberto de razão quando se refere a isso.

Quem quiser constatar essa realidade é só ficar ao menos duas ou três horas naqueles dois hospitais e observar as chegadas constantes de ambulâncias, trazendo pacientes do interior rondoniense com os mais diversos tipos de enfermidades ou necessitando de procedimentos cirúrgicos.

HOSPITAL DE BASE (1)

Ainda em relação ao assunto, não deixa de ser louvável a preocupação do deputado Maurão de Carvalho com a saúde da população, mormente em se tratando de nosocômios do governo como João Paulo II e Hospital de Base.
Até porque, o HB, sabidamente, é um dos maiores hospitais da região Norte do Brasil.

Entretanto, para muitas pessoas que acompanharam a denúncia que Maurão de Carvalho fez, seria interessante, também, que o nobre edil estadual viesse a público e da tribuna da Assembléia Legislativa, dissesse que a força de trabalho no HB é composta por 1.800 funcionários que se revezam às 24 horas do dia, para atender a população ininterruptamente, dentre diretores, médicos, enfermeiros, motoristas, agentes e assistentes administrativo, dentre outros.
Dizer que, no HB, já são realizados mais de 30 (trinta) tipos de cirurgias. Vários das quais com a utilização de tecnologia de ponta.

Dizer que, no HB existe mais de 40 (quarenta) vagas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI´s). Inclusive, UTI´s infantis.

Dizer que, centenas de cirurgias de cateterísmo ali já foram realizadas com sucesso, muitas cirurgias cardíacas, traumatológicas, dentre outras. Além de exames e radiografias diversas, também.

Tudo de graça, para beneficiar, principalmente, a população de menor poder aquisitivo.

HOSPITAL E BASE (2)

Foi isso que ouvimos nos corredores do Hospital de Base.
Entre os servidores ali lotados, mesmo não sendo unanimidade (até porque toda unanimidade é burra), o trabalho do Dr. Amado Rahal é reconhecido e, todos sabem que sob à sua administração várias conquistas foram obtidas em prol dos serviços públicos de saúde.

Também, porque se não tivesse pulso firme, comentaram, dificilmente conseguiria que os serviços fossem operacionalizados com eficácia, nas dezenas de frentes de serviço existente no Hospital de Base.

De uma senhora, com aproximadamente cinquenta anos de idade, que pediu para não ser identificada, ouvimos: “denunciar deficiências e problemas é fácil, difícil é reconhecer o lado bom que o Hospital de Base representa para a nossa população. Principalmente para as pessoas pobres e sem recursos para tratarem os seus problemas de saúde. Mas a população sabe que, sem esse hospital tudo seria mais difícil”.

CALDEIRÃO POLÍTICO

Aos poucos vão surgindo os nomes dos prováveis pré-candidatos ao governo do Estado em 2010, ou seja, aqueles que poderão concorrer, após aprovação nas convenções de seus partidos, à sucessão do governador Ivo Cassol.

Nessa linha de raciocínio eis os que já estão em destaque:
• João Cahúlla (vice-governador), que provavelmente será o “ungido” de Cassol.
• Acir Gurgacz, mais uma vez poderá ser o nome do PDT.
• Confúcio Moura, Suely Aragão e Marinha Raupp, pelo PMDB. Porém, que ninguém se engane, Valdir Raupp continua sendo “a bola da vez”, outra vez. A maioria dos peemedebistas sonha com isso, sim.
• Expedito Júnior, pelo PR ou pelo PSDB.
• Fátima Cleide, Eduardo Valverde e Roberto Sobrinho, pelo PT.

A incógnita, por enquanto, fica por conta do nome do ex-governador, ex-senador, ex-deputado estadual e atual prefeito de Ji-Paraná: José de Abreu Bianco (DEM), que ainda não disse se será ou não candidato a algum cargo em 2010. Porém, como não terá nada a perder, tudo indica que sim. Ainda mais se pintar a possibilidade de contar com o apoio de Ivo Cassol, como seus correligionários gostariam que acontecesse.

E ainda poderia haver prováveis candidatos de siglas partidárias nanicas como: PRN, PSOL, PSDC, PSC, PC, PC do B, dentre outras. Quem viver... verá!

Na “reserva técnica”, dizem experts da “política tupiniquim”, o time do governador Cassol ainda contaria com nomes bem aceitos na política rondoniense como: Carlos Magno (ex-prefeito de Ouro Preto D´Oeste e ex-deputado estadual) e Juarez Jardim (ex-chefe da Casa Civil e atual Diretor Geral do Detran), dentre outros.

Sobre possíveis coligações partidárias falaremos depois... Mas que elas já estão em “formação” estão. Quem disser que não, está mentindo ou simplesmente blefando.

JAIR RAMIRES

Era só o que faltava.

Por mais inacreditável que pareça, o secretário de obras e serviços públicos de Porto Velho (SEMUSP), na gestão de Carlinhos Camurça e Roberto Sobrinho (PT), que deveria zelar pela limpeza e bom aspecto da Capital está sendo alvo de uma possível invasão de um terreno seu, no bairro Lagoinha, na Zona Leste.

Sabem por que?

Porque o terreno estaria com aspecto de total abandono, cheio de mato, lama e lixo, servindo de esconderijo para os marginais.

Será que é por coisas como essas que Porto Velho está tão suja, fétida e tomada por buracos?
Fica a indagação, para a resposta que o leitor achar melhor
.
ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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