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Publicado em Quarta, 03 de Junho de 2009 - 10h44

Na Boca do Povo - Por Walmir Miranda

Walmir Miranda


JI-PARANÁ (1)

Continua sendo um suplício atravessar a cidade de Ji-Paraná, através da BR-364, em razão das obras de duplicação da ponte sobre o Rio Machado, que corta geograficamente considerável parte da área urbana daquela importante cidade rondoniense.

As filas de veículos de todos os tamanhos são enormes no local. Em razão disso, se espera até 30 minutos ou mais, em certos períodos do dia, para passar de um lado para o outro.
A “chiadeira” é geral. Pior: as obras parecem caminhar lentamente, segundo a opinião de motoristas e transeuntes.
Entretanto, a coluna está informada dos esforços da GM Engenharia, empresa responsável pelas obras, para resolver o quanto antes esse problema. E mais que isso concluir a duplicação da referida ponte, após o que, o trânsito fluirá com mais segurança e rapidez em Ji-Paraná.

JI-PARANÁ (2)

Por falar em Ji-Paraná, quem passa pela cidade vê sobeja demonstração da competência administrativa do prefeito José de Abreu Bianco e suas equipes de trabalho.
A cidade outrora cheia de ruas esburacadas, calçadas, canteiros, jardins e vielas destruídos, além de praças, logradouros públicos, sinalização de trânsito e acessos às vicinais totalmente destruídos agora está com outro visual.
Um visual bonito e digno de uma cidade.

Por isso a razão dos elogios à visão empreendedora de José Bianco, que foi eleito pela terceira para o cargo.

É por isso, também, que já se fala na possibilidade dele disputar uma cadeira ao Senado ou até mesmo o Governo do Estado. Entretanto, isso ainda dependeria de “acertos” políticos dizem alguns “experts” no assunto. Comenta-se até a possibilidade de Bianco vir a estar no mesmo palanque de Ivo Cassol em 2010.

Como política é algo muito dinâmico, nela tudo é possível.

PORTO VELHO

Já quem chega a Porto Velho vê um cenário desalentador. Ruas e avenidas estão tomadas pela buraqueira. Matagais estão engolindo trechos e mais trechos das artérias viárias. Esgotos escorrem a céu aberto. Fossas transbordam e dejetos escatológicos espalham um odor insuportável em muitas partes da Capital do Estado. As árvores ornamentais estão tão grandes que atrapalham a visão de motoristas e pedestres. Em cada esquina existem imensas crateras à espreita de suas incautas vistas.

À noite prepondera a escuridão. A sinalização de trânsito é insipiente e nas periferias praticamente não existe.
Calçadas e meio-fios estão arrebentados e sem maiores cuidados por parte do poder público.

Para completar os transportes coletivos são deficientes e causam indignação dos usuários que pagam mais de R$ 2,00 por passagem (uma das mais caras do Brasil), além de uma frota de ônibus cuja maioria é de veículos velhos, sujos e desconfortáveis.

Não é só isso.

A cidade está tomada de terrenos baldios cheios de mato, lixo e edificações abandonadas, servindo de esconderijos para marginais. Trágica e desalentadora realidade, comentam os moradores de Porto Velho.

FLANELINHAS INFERNAIS (1)

A vida de quem tem ou usa um veículo automotor (automóvel, motocicleta, kombi, jeep, furgão, caminhão, etc) se transformou um verdadeiro inferno em muitas partes da cidade de Porto Velho, principalmente, nas áreas onde se situam os denominados pólos comerciais de maior movimentação do público.

Como se sabe essas áreas comerciais não dispõe de estacionamentos públicos. O remédio, então, é estacionar, onde aparece uma “brecha” para isso nas ruas.
Aí surge o problema infernal: “os flanelinhas”.
Eles exigem de R$ 1,00 até R$ 5,00 para “cuidar” dos veículos, sem apresentarem nenhuma garantia para isso. A não ser o “olhômetro”. Nada mais.

Detalhe: a grande maioria desses “vigias de veículos”, nas vias públicas de Porto Velho, é constituída por “noiados” e pessoas com passagens pela polícia por furtos e outros delitos.

FLANELINHAS INFERNAIS (2)

E, se os motoristas ou proprietários desses veículos não pagarem a “gorjeta” que os tais flanelinhas exigem, os veículos são riscados, ou muitas vezes (como já tem acontecido) são arrombados.

São espécies de “quadrilhas” de delinqüentes, que estão por todas as partes da cidade de Porto Velho. Pinta e bordam.
Zombam das pessoas, agridem-nas com palavras de baixo calão quando não recebem algum dinheiro, e tudo fica por isso mesmo. Os cidadãos desrespeitados que, se quiserem, procurem a polícia para registrar queixas contra esses bandidos.

FLANELINHAS INFERNAIS (3)

Vale lembrar que, em algumas oportunidades, a polícia prendeu alguns desses “facínoras” e descobriu se tratarem de marginais com extensas fichas criminais. Pior: eles sempre voltam às ruas para reincidir contra as pessoas de bem.
O problema existe e é grave. Está diante dos olhos de todos.
A situação, portanto, urge por providências enérgicas por parte das polícias Civil e Militar, vez que, os cidadãos de bem não podem continuar à mercê desses pseudos “guardadores de veículos”.

A sociedade precisa da ação dessas corporações de segurança, para se ver protegida desses marginais.

Recentemente, um grupo de flanelinha passou a armar redes para dormir, em plena Praça João Nicoletti, ou seja, em frente à sede da prefeitura municipal de Porto Velho, como se o local fosse à casa da “mãe Joana”.
Isso é ou não é uma vergonha?

GRANDES OBRAS PARA OS PORTO-VELHENSES

Como a coluna “NA BOCA DO POVO” já focalizou em outra oportunidade, se depender do governador Ivo Cassol, a cidade de Porto Velho poderá ganhar em futuro próximo, três importantes obras.

São elas: um moderno estádio de futebol (com capacidade para 25 a 30 mil expectadores), um centro estadual de convenções, um bumbódromo, e de um amplo e moderno passeio público.

Entendimentos para a liberação da área de terras onde essas obras poderiam ser erguidas já estão sendo mantidos, e até plantas (preliminares) estariam confeccionadas.
A área pretendida fica às proximidades do Aeroporto Internacional Jorge Teixeira (que de internacional não tem praticamente nada) e a Base Aérea de Porto Velho.
A notícia é das mais auspiciosas para os porto-velhenses.
Só que existiria um problema: adversários políticos do governador Cassol estariam se “movimentando nos bastidores” com vistas a impedir que essas obras venham a se transformar em realidade.

Estamos levantando mais detalhes, e em breve iremos informar quem é que não quer tamanhos benefícios para a coletividade de Porto Velho, mas que em 2010 poderia estar batendo às portas de seus moradores (entenda-se: eleitores), para pedir votos.

Já tem “fumacinha escura” no ar.

Aguardem!

FUTEBOL: MAIS UM FRACASSO NA “COLEÇÃO!

A torcida foi grande. Até o velho e superado “Aluizão” andou recebendo um bom público, Tudo para prestigiar o time e o trabalho da diretoria do Genus, que apesar dos pesares, este ano conseguiu chegar à final do Campeonato Profissional de 2008, contra o Vilhena Esporte Clube (VEC), cuja sede fica a 700 quilômetros da Capital rondoniense.

E outra vez aconteceu o que um certo “guru” havia previsto: o futebol da Capital “ficou chupando dedos”.

Disse o inusitado guru: “enquanto uma figura nojenta, asquerosa e amaldiçoada não entender que precisa se afastar do nosso futebol, para que o mesmo volte a triunfar, o fracasso para os times de Porto Velho continuará sendo uma constante, pois essa teimosia só tem prejudicado o nosso futebol”.

E não deu outra: O VEC aplicou um “totó” no Gênus, e sagrou-se campeão de 2008, pelo placar foi de 4 a 1.
O VEC, para quem não sabe, é de Vilhena, lá na divisa com o estado do Mato Grosso.

Sem choro, nem vela, o futebol da Capital teve de se ajoelhar mais uma vez diante da supremacia de um time do interior rondoniense.

Não que os jogadores do Gênus não tenham mostrado empenho em campo. Não por isso. Eles fizeram o que foi possível fazer. Porém, o adversário mostrou-se superior durante os mais de 90 minutos de jogo. E deu no que deu: o futebol da Capital perdeu e perdeu de goleada.
Outra vez a coisa soa como autêntico fracasso.
Mas quem sabe em 2010 algum time de Porto Velho consiga ser campeão outra vez... Não custa esperar.
Enquanto isso, os acreanos chegaram a sonha com a construção de um estádio de futebol à altura de uma Copa do Mundo. Isso é que é paradoxo, já que Porto Velho possui quatro ou cinco vezes mais habitantes que a Capital acreana e não possui um estádio “de vergonha” para os seus torcedores.

BICICLETAS

Ocorrem acidentes com ciclistas praticamente todos os dias na cidade de Porto Velho. Muitas pessoas já resultaram mutiladas e outras até perderam suas vidas no trânsito assassino da Capital que tem uma média de 300 acidentes de trânsito por mês.

É óbvio que a péssima sinalização existente é uma das causas dessa realidade cruel para com a população, tantos os “buracos negros” existentes nas áreas centrais e periféricas da cidade, principalmente nas periferias mais distantes, onde as pessoas parece entregues à própria sorte.

Porém, com certeza, uma dessas causas é, também, a existência de mais de 150.000 bicicletas nas vias públicas de Porto Velho, a maioria das quais sem faróis, sem campainhas, sem “olhos de gato” nos pedais, sem freios adequados, dentre outras deficiências. E o que é pior: milhares de ciclistas desconhecem as normas de trânsito contidas no Código Nacional de Trânsito, e às quais esses ciclistas estão sujeitos, tal qual estão sujeitos os motoristas e motociclistas.
Daí se deduzir que, quem de direito, principalmente o DETRAN deveria fazer campanhas educativas para conscientizar os ciclistas das suas obrigações quando em seus veículos pelas ruas da Capital e adjacências. Isso, obviamente, também valeria para todas as demais cidades rondonienses.
Quem sabe assim não se reduziria o número de acidentes em Porto Velho, bem como, o número de ciclistas mutilados ou mortos no trânsito.

É preciso dar ênfase à educação dos ciclistas, para que eles percebam a necessidade de também obedecerem o Código de Trânsito Brasileiro, vez que, o que mais se vê pelas ruas de Porto Velho são os ciclistas trafegando na contramão, “furando” sinais fechados, estacionando em locais proibidos e em portas de estabelecimentos públicos e comerciais. Isso está ocorrendo às vistas do policiamento de trânsito até mesmo em plena Av. 7 de Setembro (coração comercial de nossa Capital).

Portanto, algo eficaz precisa ser feito pelo Detran, para coibir tais abusos onde via de regra, quem leva a pior, é o ciclista. Sempre.

TRAFICANTES Vs. ALICIAMENTO DE ESCOLARES

O aliciamento de escolares às portas dos estabelecimentos onde estudam, em Porto Velho e em outras cidades de nosso Estado é algo gravíssimo, que precisa ser combatido o quanto antes, tanto pela polícia, como pela sociedade, diretorias e associações de pais e professores.

Por inúmeras vezes a polícia já prendeu e encarcerou traficantes que agiam nas portas das escolas e dentro de instituições de nível superior.

Os traficantes e seus “aviões e mulas” – pessoas que transportam e revendem tóxicos como: cocaína, maconha, craque, dentre outros –, procuram “arregimentar” novos “clientes”, para fazê-los viciados e dependentes.
Os alvos prediletos quase sempre são os estudantes adolescentes (meninos e meninas).

A audácia dos marginais é tão grande que há algum tempo eles abordam suas incautas vítimas nos portões das escolas de manhã, de tarde e à noite.
Os traficantes fingem não se importar com a vigilância das escolas e muito menos com a polícia. Para eles o que interessa é o lucro financeiro, o enriquecimento rápido e fácil. Nada mais.
Os traficantes estão se lixando para as vidas que destroem e no inferno no qual se transformam as famílias de suas incautas vítimas.

É hora do poder público com a ajuda da sociedade viabilizar a possibilidade de instalar câmeras nas partes internas e externas das escolas públicas, para flagrar esses criminosos e denunciá-los a polícia, que certamente, através da Justiça os colocará atrás das grades por grandes “temporadas”.
Outra coisa: em casa os pais devem ficar atentos aos atos e gestos de seus filhos, para agir, se necessário for, e preveni-los contra os traficantes e os vendedores de drogas.
É preciso que as crianças e os adolescentes assimilem que o caminho das drogas é um caminho sem volta, pois só por milagre alguém consegue se safar dele ileso.

PATRIMÔNIO

Passaram 28 anos, para o executivo estadual perceber o “abandono” ao qual estava relegado o seu patrimônio imobiliário, assim como, o imobiliário, também.
Significa dizer que, das centenas e centenas de imóveis que o Estado é possuidor mais de 80% ainda estão por serem regularizados e escriturados em nome do próprio Estado de Rondônia nos 52 municípios rondonienses. Isso porque a maior parte das prefeituras municipais não enviou para o Estado às Leis de Doações das áreas de terras onde o governo construiu os seus órgãos. Isso desde os tempos do Território Federal de Rondônia.

Por iniciativa do governador Ivo Cassol foi criada à Coordenadoria Geral de Patrimônio Imobiliário (CGPI), dentro da estrutura da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), com a missão de sanar as irregularidades existentes até então no setor, e com isso, também, possibilitar que através do seu patrimônio imobiliário o Estado possa ter uma válvula de escape para a aquisição de recursos necessários para investimentos em setores vitais à melhoria da qualidade de vida da população rondoniense.

A missão está confiada ao secretário Valdir Alves e ao coordenador geral de patrimônio, Marcos Soares dos Santos.
Os primeiros resultados já se fazem sentir com o ordenamento administrativo, contábil e operacional dos imóveis estaduais. Valendo ressaltar que a CGPI conta com a força de trabalho de uma equipe composta por menos de 50 profissionais. E doravante, nada se fará nessa área sem que ocorram ações administrativas, técnicas e operacionais dessa coordenadoria.
Um exemplo do abandono a que esteve relegado o controle patrimonial imobiliário do Estado, é que, em Porto Velho, existem mais de 300 (trezentos) imóveis estaduais dos quais mais de 70% estão por serem regularizados, porque a Prefeitura Municipal ainda não forneceu às Leis de Doações dos Lotes/Áreas Urbanas onde foram feitas (escolas, postos de saúde, órgãos públicos, dentre outros). Significa dizer que, o Estado é dono dos acessórios (edificações), porém, os lotes/terrenos ainda estão sob o domínio legal da Prefeitura Municipal nos perímetros que lhe pertencem.

Também vale lembrar que, através da Lei No. 41/81, os bens pertencentes ao ex-Território Federal de Rondônia passaram para o domínio do Estado de Rondônia, salvo raras exceções, particularmente, no que diz respeito às áreas onde estão alguns órgãos federais. Mesmo assim, alguns desses órgãos estão localizados dentro da denominada “Figura A” ou do Título Definitivo Milagres I e II.

Voltaremos ao assunto.

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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