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Publicado em Segunda, 06 de Junho de 2011 - 09h37

Pastor ligeiro usou hinário da igreja para cometer crime eleitoral

Dimas Ferreira


DESCORTESIA

Pegou mal a forma usada pelo governador Confúcio Moura (PMDB) para exonerar da Secretaria de Administração a advogada Vera Paixão, que estava no cargo desde o início da atual gestão. Ao viajar e deixar para seu chefe de gabinete, Ricardo Vieira, a missão de enxotar a vilhenense, Confúcio fugiu ao seu estilo, sempre educado, mesmo em situações desagradáveis.

QUAL É?

Há vários motivos para a saída de Vera. Pra começar, segundo os que por ela têm pouca estima, a causídica estaria privilegiando sua patota e tratando a pão e água os servidores de outras secretarias. Mas há também o fato de o deputado Mauro Nazif (PSB), que indicara Vera para posto, ser muito ligado a sindicalistas, que volta e meia andavam encostando a faca no pescoço do governador.

JOGOU A TOALHA

Vereador entre 2003 e 2006, o empresário Arlindo Nenzão (PDT) confidenciou aos amigos que não disputa cargos públicos tão cedo. Era dado como nome certo para retornar ao Parlamento, onde, em dobradinha com o petista Mauro Bil, infernizou a vida do prefeito estreante Marlon Donadon durante quatro anos. Aos mais chegados, Nenzão revela o motivo que o fez tomar ojeriza da atividade: quase foi á ruína, já que se dedicava exclusivamente à vereança e deixava seus negócios nas mãos de terceiros. Saiu da Câmara com uma mão na frente e outra atrás, além de um processo nas costas por suspeita de ter embolsado o salário de um assessor.

QUE AZAR!

Dois pobres agricultores vilhenenses passaram três dias vendo o sol nascer quadrado na Casa de Detenção, estabelecimento que, de tão superlotado, foi interditado pela Vara de Execuções penais. Os coitados foram apanhados em flagrante por PMs que percorriam o setor de chácaras atrás de detentos que haviam fugido justamente do pardieiro onde acabaram trancafiados. O crime deles: terem matado uma cotia nos arredores da cidade e estarem com o bicho, já limpo, na garupa da bicicleta.

FOI DEUS

Um policial que teve acesso ao depoimento do “Maníaco do Tororó”, criminoso que raptou uma menina de 7 anos em Vilhena e foi apanhando em Comodoro (MT), garante: ele teria confessado que mataria a garotinha no dia seguinte, após estuprá-la. Informações também extra-oficiais dão conta de que companheiros de cela do tarado estão lhe aplicando o tradicional corretivo destinado a quem abusa sexualmente de suas vítimas. Imagine a loucura...

SONHANDO ALTO

Atencioso e acessível, o deputado Moreira Mendes (PPS) está ganhando espaço como liderança ruralista nacional. Prova do prestígio do parlamentar rondoniense foi sua entrevista, nesta semana, ao jornalista Alexandre Garcia, no programa “Espaço Aberto”, transmitido pela Globo News (o canal a cabo das Organizações Globo). Por causa da visibilidade alcançada por sua atuação durante a votação do Novo Código Florestal na Câmara, Moreira já fala como candidato a senador. Deve concorrer à Câmara Alta do Congresso pelo PSD, legenda que passa a comandar em breve no Estado.

NA LATA

Apoiador da candidatura do deputado Agnaldo Muniz (PP) no ano passado, quando o parlamentar tentava o Senado, um pastor evangélico de Cacoal teve que prestar depoimento na Polícia Federal após o pleito. O motivo da intimação foi o fato de o religioso ter produzido um vídeo contendo pregações contra o “casamento gay”. No meio do interrogatório, o missionário usou uma frase de efeito para reforçar sua convicção doutrinária: “O senhor só está aqui tomando o meu depoimento, doutor, porque seu pai não se casou com outro homem”. Foi liberado em seguida.

ESPERTEZA

Se conseguiu se safar da acusação de “homofobia”, este mesmo pastor poderia ter sido enquadrado por crime eleitoral. É que, em seus sermões, ele sempre recomendava, em plena campanha, que o rebanho pedisse, em qualquer igreja que visitasse em Rondônia, para que o “hino número 200” fosse cantado durante os cultos. Esse era o número com o qual Agnaldo Muniz concorria...

POR CIMA

Fundador do PCdoB em Vilhena, o jornalista Júlio Olivar, atual superintendente de Turismo de Rondônia, está sendo assediado para mudar de partido. Cheio de afinidades com o governador Confúcio Moura (ambos curtem bons livros e fazem sucesso nas redes sociais da internet), o rapaz recebeu convite para se filiar ao PMDB. Uma liderança da legenda garante que, se mudar, Olivar terá vaga garantida para concorrer a deputado federal em 2014.

PROFISSÃO: PERIGO

O prefeito Zé Rover deveria pagar adicional de periculosidade a alguns ocupantes de cargos públicos em seu primeiro escalão. Há, no staff do líder vilhenense, gente que não fala mais ao celular e volta e meia viaja, assustado com alguma eventual batida da Polícia Federal. Difícil acreditar que alguém inocente seja tão assustado.

QUERÊNCIA EM GUERRA

Acabou em entrevero a relação do treinador do VEC, Armando Dessessards, e o presidente do clube, José Carlos Dalanhol, o Gaúcho do Milho. Após dispensar o técnico, o cartola foi à imprensa dizer que tinha feito um acordo com o conterrâneo, ex-jogador do Grêmio e do Inter. Desessards também veio a público e desmentiu o bagual, dizendo que este havia lhe dado o chapéu. Segundo queixa do vivente desempregado, o calote foi completo: tanto que foi obrigado a pagar sua própria passagem para retornar ao “Rio Grande Amado”.
 

ACONTECEU..............

VEREADOR SE PREJUDICA PARA “FERRAR” COLEGAS CORRUPTOS

Em 1988, após seis anos de mandato na Câmara de Porto Velho, o policial João Paulo das Virgens decidiu que não disputaria a reeleição. Alegava decepção com alguns colegas, que teriam sido “corrompidos”  pelo então senador Ronaldo Aragão (PMDB), para não instalar uma CPI contra o prefeito da época, Tomás Correia. Segundo o parlamentar, havia suspeitas de que as taxas pagas na rodoviária estavam sendo desviadas.
Mas, fiel ao seu estilo barulhento, Das Virgens resolveu sair da vida pública atirando. Usando o horário eleitoral do PDT (partido ao qual se filiara ao deixar o PDS) no rádio e na TV, o rebelde mandava seu recado:
- Homens e mulheres de Porto Velho, se vocês tiverem um pingo de vergonha na cara, não votam em nenhum dos atuais vereadores...
E arrematava, para espanto até daqueles que o achavam polêmico demais:
- ... É tudo um bando de safados, inclusive eu que vos falo...
Após três dias martelando a mensagem, o parlamentar foi procurado e aceitou retirar a peça do ar, “para não prejudicar os poucos que prestavam no parlamento”. Mas fez questão de juntar todos os documentos da CPI arquivada (“a peso de ouro”, segundo diz) e entregar o calhamaço no MP.
Hoje residindo em Vilhena, onde exerce a advocacia, o “meganha” ri do caso e diz que não se arrepende de ter prejudicado a si mesmo para tentar limpar o Legislativo portovelhense.


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