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Publicado em Terça, 18 de Novembro de 2014 - 16h04

Questão de tempo

Gessi Taborda


Questão de tempo

É claro que nesse momento ninguém vai sair por ai contando o que sabem sobre a (ainda) suposta contaminação das obras hidrelétricas do rio Madeira, no escândalo do “Petrolão”, envolvendo o pagamento de propinas destinadas a políticos, partidos e gente do governo. É uma pena que informações desse naipe só chegam a Rondônia pelo trabalho jornalístico dos grandes veículos da mídia nacional. Nossa imprensa praticamente não investiga (como se gostaria) os grandes casos de corrupção envolvendo os nomes mais graúdos da política do estado e da região.

Ora, se a implementação do Complexo Energético do Rio Madeira teve a liderança de empresas do porte da Camargo Corrêa é deve ser questão de tempo para se constatar tentáculos desse enorme polvo da corrupção descoberto na Petrobrás não deixou de chegar aqui em Rondônia.
 
AVALANCHE DEVASTADORA

Quem deve estar de cabelo em pé diante do perigo da investigação bater nas portas de Rondônia são as “autoridades” do andar de cima, aquelas que concordaram com o programa de renúncia fiscal bilionário em favor desse consórcio empresarial e, também, aqueles que andaram sendo financiados por essas empreiteiras de goela grande.
Ontem um personagem da política comentava que é questão de tempo, e vai aparecer nesse fétido pantanal “gente barbuda da hinterlândia rondoniense e outros não tão barbudos assim”. Essa bola de neve que está atingindo, PT, PMDB e PP (no plano nacional) cada vai mais vai se transformar numa avalanche com capacidade de devastar quem, por aqui, ainda age como verdadeiros caciques desse pedaço.
 
PIADA DE SALÃO

Após a prisão de mais alguns tubarões envolvidos até a medula no “Petrolão”, o PMDB distribuiu uma nota à imprensa afirmando que “repudia as acusações de envolvimento em supostos desvios da Petrobrás”.
A nota é obviamente tem o gosto de uma piada de salão. Garantir que o partido não tem qualquer envolvimento com "supostos desvios na Petrobras" parece mais uma espécie de gozação. Não sei se é para rir ou para chorar.
 
PESCANDO NO AR

Até agora nenhum movimento no sentido de reduzir o imenso volume de servidores comissionados no setor público rondoniense. Esse tipo de “servidor” acaba sendo usado para os esquemas antirepublicanos de desvio de dinheiro pelas frestas da tal folha de pagamentos. Até hoje políticos envolvidos nesse sistema ainda não foram punidos por usar esse ralo do dinheiro público. Mas uma fonte segredou que um verdadeiro tsunami vai recair sobre quem andou recheando de “gafanhotos” as tais folhas em passado recente.
 
CONCURSO PÚBLICO

Para cumprir a lei, gestores públicos precisam usar o sistema de concurso público para as contratações. Hoje em vários órgãos públicos servidores concursos são mínimos em relação ao volume de comissionados e contratados pelo simples sistema do “QI” (quem indica), sempre melhores remunerados do que os servidores de carreira.
 
O PRIMEIRO

Parece sina. Mas a cada nova administração de Porto Velho as evidências de que as coisas só pioram não param de aparecer. E assim Porto Velho conseguiu sua primeira vítima fatal com as chuvas: um homem, cantam as notícias, foi arrastado pela enxurrada de um das fortes chuvas do final de semana. Seu corpo foi puxado para um bueiro e só foi encontrado, já sem vida, num igarapé do bairro Teixeirão.
 
MUNDO CÃO

O cenário bucólico rondoniense acabou de vez. Hoje o que temos é o mundo cão da violência, numa demonstração clara de que a segurança pública é pura falácia e o combate ao crime e a violência vai aos trancos e barrancos.

Assim, a semana começou com cinco tirambaços em Bruno Fernandes de Matos, de 24, fugitivo da Colônia Agrícola Penal, homiziado em casa de parentes no São Sebastião I.

Na sexta-feira houve intensa troca de tiros que terminou em mais um cadáver. A vítima seria um ex-presidiário e seu algoz seria um suposto fugitivo do sistema pena de Porto Velho. Nem nos tempos de garimpo o folhetim urbano da capital rondoniense era tão cheio de sangue. Cadê a polícia para fazer o trabalho não só de repressão, mas também de prevenção da criminalidade que não para de crescer?
 
SÓ O ALVARÁ???

Sejamos realistas: o estado demorou quase 20 anos para concluir a obra do tal Teatro Estadual, agora chamado de Palácio das Artes. Inaugurado dentro do período eleitoral para ajudar a campanha de reeleição do governador Confúcio Moura (e isso, salvo melhor juízo, pode gerar dor de cabeças e um desfecho inesperado para o filosófico Confúcio) numa aparente prática de abuso do poder político, a grande polêmico em torno desse “Palácio” é a inexistência de Alvará de Funcionamento.

Ora, muito mais complexo do que isso é colocar lá um gestor (curador) de alto gabarito em termos de conhecimento do mundo das artes. Sem um nome gabaritado nesse sentido, o Palácio das Artes pode viver como vive hoje a Casa da Cultura, jogada às traças. Teatro só ganha importância se servir de palco para apresentações de qualidade, para épicos.
 
EXEMPLOS

Enquanto Porto Velho não tratar com seriedade os valores de sua expressão cultural, artística e intelectual, jamais poderemos fazer aqui algo como acontece em Parati (RJ), pequena cidade que fez da literatura seu grande evento, com presença de escritores reconhecidos no mundo.

Enquanto as coisas por aqui não passarem do tal truque de madame, mas maneira de empurrar tudo com a barriga; seremos superados por eventos como o de Parintins (AM) e veremos o prosaico “Flor do Maracujá” ir perdendo espaço como um suposto meio de alavancar o turismo local.
 
ACREDITE SE QUISER

O Ministério Público deu novamente uma “dura” nessa gestão (???) de Mauro Nazif, exigindo que apresente antes do final do mês um plano e uma garantia de que vai padronizar e arrumar as calçadas (o passeio público) da acanhada capital de Rondônia.

Exatamente por não acreditar numa punição exemplar, certamente não vai acontecer nada. O prefeito já está na metade do mandato e não foi capaz, sequer, de pelo menor acabar com o matagal que toma conta de áreas do “passeio público” em pleno centro da cidade. Agora imagine se vai conseguir desimpedir as calçadas obstruídas por todo tipo de comércio ilegal, além de padronizá-las. Du-vi-de-ó-dó!
O duro é ainda ter de ouvir esse prefeitim que não disse a que veio ir para o rádio com a conversa prá boi dormir de que a cidade avançou em sua gestão. É realmente uma administração (??) do baralho!.


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