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Publicado em Terça, 30 de Março de 2010 - 09h42

Racha entre ex-aliados e as chances de Confúcio

Walmir Miranda


Essa é a conversa que começa a se entranhar no seio das comunidades dos 52 municípios rondonienses.
É por que isso estaria acontecendo? Simples. Muito Simples.

Como os partidos políticos ainda não definiram em convenções, ou seja, não oficializaram as suas nominatas de candidatos à Assembléia Legislativa, Câmara Federal, Senado e ao Governo do Estado, a se julgar pelo atual quadro político que está sendo vislumbrado pela população, o “rompimento” nas relações entre Expedito Júnior (PSDB), Ivo Cassol (PP) e o vice-governador João Cahúlla (PPS) estaria servindo de “prato cheio” para todos aqueles que se opõem a liderança política do governador que deixa o comando do Estado na próxima quarta-feira (31) para cuidar de sua campanha rumo ao Senado e lutar pela eleição de seu sucessor (JoãoCahúlla) em outubro próximo.

O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Indagam os céticos.
É que, nos últimos dias, a população acompanhou através da mídia, as farpas trocadas entre Cassol, Expedito e Cahúlla.

O governador, na sua tradicional forma de ser e de se manifestar a respeito de questões políticas foi taxativo em declarar à imprensa que, “a candidatura de Expedito Júnior é fruto de incentivo de opositores ao seu governo, principalmente, do senador Valdir Raupp (PMDB), que é candidato à reeleição, e pelo que parece não disputará mesmo o governo do Estado este ano”.

Cassol também acrescentou: “gostaria que o Expedito disputasse em parceria comigo uma cadeira de senador, nas eleições deste ano, para reaver o seu mandato, que lhe foi tirado no tapetão apesar do trabalho que realizou no Congresso Nacional. Porém, Expedito preferiu se decidir pela disputa do cargo de governador. Nós respeitamos sua decisão. Porém, decidimos que o nome que iremos apoiar é o de João Cahúlla (PPS), por se tratar de um administrador competente, estudioso e conhecedor dos projetos que implementamos em nossa administração ao longo dos dois mandatos que povo nos conferiu nas urnas, para consolidar o Estado e melhorar a qualidade de vida da população”.

Como não poderia deixar de ser, o posicionamento de Expedito Júnior aumentou ainda mais o “fosso” entre ele, seus apoiadores e Ivo Cassol.

E não foi só isso, não. Expedito referendou no seio da sua pré-candidatura ao governo do Estado o nome do ex-deputado federal Agnaldo Muniz, como pré-candidato ao Senado Federal. E, como se sabe, Muniz foi “defenestrado” em Rondônia do comando político do PP, cuja executiva nacional entregou o Partido Progressista ao carisma e poder político de Ivo Cassol, que é pré-candidato ao Senado por esta sigla partidária. Detalhe: Ivo Cassol ainda não declarou quem será o seu ou a sua suplente.

Analistas políticos conjecturam que, o governador poderia vir a escolher entre sua esposa (Ivone Cassol) e o deputado federal Moreira Mendes (que também é o presidente estadual do PPS, partido pelo qual se reelegeu governador). Mas também existiriam outros nomes sendo analisados.

ANDAR DA CARRUAGEM  Vs.  POPULAÇÃO

Como se percebe, pelo andar da carruagem, a oposição política a Ivo Cassol & Cia acompanha o desenrolar do cenário político tupinquim e vai tirando suas conclusões. Nessas conclusões, logicamente, surgem as conjecturas sobre as possibilidades de Confúcio Moura (PMDB), tido como a “terceira via” para a sucessão governamental, vir a ter grandes chances de se eleger governador, principalmente no caso de passar para o segundo turno.
Explica-se, ainda que teoricamente, que comentários propagados nos quatro cantos do Estado dão conta que os nomes mais fortes para suceder Ivo Cassol seriam: João Cahúlla (PPS), Expedito Júnior (PSDB), Confúcio Moura (PMDB) e Eduardo Valverde (PT), enquanto as candidaturas de Ronsâgela Cipriano (PSoL) e Acyr Gurgacz (PDT) seriam componentes apenas de “pano de fundo” da própria disputa eleitoral. Ronsâgela, pela falta de densidade do PSoL, e Acyr porque até agora (no entender de muitos) ainda não fez nada de importante no Senado, desde que “tomou” a cadeira de Expedito Júnior.

Assim sendo, deixando-se de considerar a forte militância do PT e os bilhões do PAC, o pré-candidato do PT, Eduardo Valverde também não chega a empolgar a população rondoniense. E para completar, a sua campanha será coordenada pelo prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, cujo prestígio está em baixa, tamanho o quadro de “quase abandono” que a Capital apresenta.      

Somando todos os fatores que poderiam vir a influenciar o resultado final da eleição, se Confúcio vier a chegar ao segundo turno poderia ter para apoiá-lo o PT, o PDT, o PC do B e o PSC (de Agnaldo Muniz), além de algumas mini-siglas políticas. E talvez até do PSDB, como dizem pela aí.

Já Expedito Júnior (PSDB), se atingir o segundo turno das eleições poderia contar com PSC, DEM, PMDB, PT, PC do B, e até do PSB de Mauro Nazif (que continua em cima do muro). É o que se ouve dizer.

Caso Cahúlla chegue ao segundo turno, certamente poderá contar com o apoio de partidos como: PP, PSL, PTB, PTN, PSDC e PV (que já fazem parte do “arco” de apoio a administração de Ivo Cassol). E quem sabe (porque em política tudo é possível) conquistar, também, o apoio do DEM e do próprio PSDB, vez que, são partidos mais à direita do que à esquerda, e que, em hipótese alguma contariam com a confiabilidade total do bloco de oposição formado tradicionalmente por PT, PMDB, PDT, PSB, PC do B e um monte de siglas nanicas.

Como dizem os franceses: a jact est... A sorte está lançada.
ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!


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