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Relacionamento com os filhos

Domingo, 19 Outubro de 2014 - 09:20 | SERAFIM GODINHO


Relacionamento com os filhos

Compor as necessidades emocionais do bebê é tão essencial quanto às de alimentação, vestuário e higiene. Essa é uma das tarefas mais árduas que os pais terão pela frente, pois deverão aprender o significado do choro, de cada expressão de seu rosto, para poder satisfazê-las. Ao nascer à criança não vem acompanhada de um manual de instruções que ensina a distinguir o significado de cada choro e de cada expressão de seu rosto. E os pais se desesperam em não saber identificar o que esta acontecendo e o que o bebê esta querendo transmitir.



Mas com o passar do tempo os pais vão aprendendo a identificar o significado de cada manifestação infantil e assim entre erros e acertos, vão construindo o seu próprio manual junto a seu filho. Essa afinidade na identificação dos sentimentos infantis é muito importante para a criação do vínculo materno-infantil, fortificando assim a confiança entre eles.

Para isso, faz se necessário que os sentimentos considerados socialmente inaceitáveis como raiva, ódio, ciúme, inveja, sejam aceitos da mesma maneira que os chamados sentimentos positivos, como o amor, alegria, generosidade, carinho e o prazer. Sendo assim as emoções vão sendo descobertas para a criança, que se desenvolve sabendo nomeá-las de uma forma natural e honesta.

Muitos pais iniciam o diálogo com seus filhos tardamente, quando acham que já estão aptos para compreender o significado das palavras, esquecendo-se que uma relação se constrói precocemente, para que a confiança possa ser conquistada.

Programas familiares como ir ao zoológico, ir ao cinema, realizar brincadeiras em casa, incentivar a leitura são ações que desenvolve a linguagem, a fala, o lado emocional e também contribui para o convívio da vida social e aproxima os pais e filhos.

Quando se desenvolve um ambiente familiar onde as emoções possam ser vivenciadas, aceitas e debatidas, onde os pais abrem espaço para que o filho possa falar livremente, chegando à adolescência este filho vai se sentir a vontade para falar de seus problemas, podendo ser mais bem orientado. Muitos pais querem antecipar questões aos filhos para evitar sofrimentos futuros. Mas o único método conhecido para se aprender algo é vivendo.

Cabe aos pais o papel de educar os filhos, sendo essa uma questão básica para o convívio social. Educar implica o uso de autoridade para estabelecer limites, dar ordens e proibir o indispensável que possibilite a criança controlar sua impulsividade.
Uma relação de amizade e amor só será possível se, desde muito cedo, a criança se sentir compreendida e respeitada em seus sentimentos para aceita-los como parte de si mesma, e assim, se sentir autorizada a falar sobre o que lhe esta causando angustia ou sofrimento, bem como, alegria e prazer.

Pensamento


Para o amor não há distância tempo ou épocas, não há presenças nem ausências, ele simplesmente existe, independente de todo o resto. Independe até mesmo de retribuição ou reciprocidade.

É como o coração: para ele não há passado nem futuro, nem ausências.
Ausências, pretérito e porvir, tudo lhe é atualidade, presença.
É como o espírito, a alma, que embora não seja visualizada, é percebida.
Um coração reto, um espírito puro, é a origem do bem, da verdade, do amor incondicional.

Não há nada, não há uma luz que se acenda na inteligência que não vá
buscar sua origem no coração e no amor.

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