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Publicado em Sábado, 25 de Janeiro de 2014 - 08h20

Renovar com o quê?

David Nogueira


Renovar com o quê?

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Rondônia corre um sério risco de promover, por fatores diversos, uma das maiores renovações no seu quadro político dos últimos anos. Particularmente, nos Legislativos, as possibilidades de mudanças são de tamanhos consideráveis. Se isso será bom ou ruim é muito relativo e depende do ângulo de que a observação é feita e por quem é realizada. Trocar algo, apostar no novo, não é necessariamente uma garantia de que avançaremos para práticas políticas melhores e mais compromissadas. Necessário ter claro que o novo, na política dos conturbados tempos atuais, é a seriedade, a probidade e a eficiência. São palavras desgastadas pelo uso oral e preservadas (infelizmente) pelas práticas de muitos, no entanto elas causarão estragos consideráveis em nossa praça paroquial na campanha de um esperançoso outubro.
 
2- Uma nova Assembleia

As possibilidades de novéis perfis na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia são consideráveis. Vejamos alguns detalhes:

a-   Os Deputados Estaduais não conseguiram passar para a população uma imagem firme de que realmente fiscalizavam o Executivo;

b-   A oposição, de fato e de direito, com todas as divergências em relação ao modo de ação, restringiu-se pontualmente a poucos, destaque para Cláudio Carvalho e, principalmente, a Hermínio Coelho;

c-   As traquinagens de alguns de seus membros ajudaram bastante na deteriorização da imagem daquele Poder e isso tende a ser usado à exaustão pelos adversários políticos em cada rebimboca de Rondônia;

d-   Nomes como Mário Português, José Bianco, Airton Gurgacz, um Donadon qualquer, um “Muleta” qualquer, carregam consigo o estigma animal do voto “custe o que custar” e devem ser eleitos sem maiores dificuldades. Isso significa vagas a menos para quem fica...
 
3- Eles podem ser candidatos??????

Uma pergunta pertinente e causadora de insônias profundas diz respeito à aplicação da “Lei da Ficha Limpa” e sua interpretação mais ampla ou restrita. O fato é que ninguém responde com certeza sobre o destino dos deputados julgados pelo Plenário da ALE em função da operação Termópilas. Aquela condenação imposta por colegiado parlamentar é impeditiva ou não para o pedido de registro de candidatura às eleições de outubro? Conversei com dois nobres rábulas do direito e cada um foi cauteloso na resposta. Para um, o parecer foi “sim”, mas... já para outro, o entendimento foi “não”, mas... dúvidas existem e é imprudente fazer qualquer afirmação mais categórica. Em caso de condenação, as mesmas dúvidas recaem sobre os envolvidos no caso Apocalipse. Considerando a delicadeza do imbróglio, deixo de mencionar os nomes dos advogados, mas, garanto, não são pessoas noviças no assunto.
 
4- Representação Federal fraca

Nossa representação federal é fraca. Essa constatação sofrida na pele pela maioria das prefeituras, do Governo do Estado e da vida econômica de Rondônia, é um convite, sem esperneio e indignações genéricas, à reflexão mais profunda. A excetuar Marinha Raupp, uma profissional dos bastidores de Brasília, Anselmo, na agricultura familiar, e Padre Tom (uma boa revelação no exercício de um mandato participativo e includente) os demais nomes mostraram-se tímidos e incapazes de navegar com talento pelos bastidores do Congresso e do Planalto. Foi uma enorme perda para Rondônia a saída de Mauro Naziff, Eduardo Valverde e Fátima Cleide de Brasília (parlamentares bem acima da média). Exemplo de legisladores que o destino colocou em caminhos distintos e distantes.
 
5- Junções e coligações

Todos esses cenários ainda dependerão das composições políticas que acontecerão para o fatídico outubro. O quociente eleitoral para deputado federal, mais de 110.000 votos, é um impeditivo feroz a ser superado pelas legendas. O mesmo se diz para a disputa de deputado estadual com quociente acima de 38.000 votos. Partidos pequenos, médios e até grandes terão imensas dificuldades em formar nominatas dispostas a participar de um processo, no qual as chances são mínimas e os gastos exorbitantes. Nesse cenário, e sem a Reforma Política, o “balcão de negócios” envolvendo partidos já começou em ritmo pecaminoso e tende a se aprofundar... Diante de quadro tão complexo, as possibilidades de renovação legislativa são imensas, porém esse possível troca-troca, caro tupiniquim aflito, não quer dizer necessariamente uma mudança para melhor. Tudo dependerá da palavra “escolha”!

O que pensar sobre Senado e Governo?


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