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Publicado em Segunda, 28 de Dezembro de 2009 - 16h33

Retirada da Licença Prêmio: “erro crasso ou armadilha” para gerar confronto entre Cassol e os servidores?

Walmir Miranda


Retirada da Licença Prêmio: “erro crasso ou armadilha” para gerar confronto entre Cassol e os servidores?
QUEM TERÁ TIDO ESSA INFELIZ IDÉIA? (1)

Na cabeça dos mais de 42.000 servidores do Poder Executivo estadual rondoniense continua a indagação: quem terá tido essa infeliz idéia e convencido o governador a tentar retirar dos mesmos a Licença Prêmio?
A Licença Prêmio é um direito adquirido por esses servidores, após cinco anos de serviços prestados ininterruptamente.
Os servidores estaduais estatutários são detentores desse direito. Isso consta de legislação especifica sobre o assunto. Igual direito também tem os servidores públicos federais estatutários.

QUEM TERÁ TIDO ESSA INFELIZ IDÉIA? (2)

Porém, eis que de repente, sem maiores explicações ao funcionalismo, o governo decide propor à Assembléia Legislativa que analise a retirada da Licença Prêmio desses barnabés.
A notícia eclodiu no seio do funcionalismo como uma autêntica bomba.
Os sindicatos imediatamente se posicionaram contra essa infeliz idéia, por considerá-la despropositada e totalmente impertinente, mormente quando se está a poucos meses das eleições majoritárias de 2010 quando o próprio governador buscará se eleger senador, bem como, o seu sucessor.

QUEM TERÁ TIDO ESSA INFELIZ IDÉIA? (3)

Também, porque, recentemente o governo, o parlamento estadual, os sindicatos dos servidores estaduais, a bancada federal e as forças vivas da sociedade rondoniense caminharam juntos para obter a transposição de mais de 15.000 servidores para o Quadro de Pessoal Ativo da União.
Isso irá render, em termos de economia financeira para o Estado de Rondônia mais de R$ 25 milhões mensalmente, quando o processo de transposição estiver concluído. Benefício esse que deverá se concretizar antes das eleições de 2010. Pelo menos é o que se espera.

QUEM TERÁ TIDO ESSA INFELIZ IDÉIA? (4)

Porém, no instante em que o Estado é tomado pelo impacto de progresso proporcionado pela construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, no município de Porto Velho, com milhões e milhões de reais sendo destinados para as administrações: estadual e municipal, e também, quando Rondônia vive a febre da geração de milhares de empregos, como jamais viveu, ao longo de sua história, e quando os serviços públicos precisarão ser otimizados em seus 52 municípios, eis que vem a descabida intenção de se retirar dos servidores estaduais a Licença Prêmio a qual têm sagrado direito.
Por que?
Qual a base de sustentação dessa idéia de jerico, se a arrecadação estadual vem crescendo ano após ano?
Quais as vantagens que o governo teria com isso, se o orçamento para 2010 é de quase de R$ 5 bilhões?
Como é que convenceram o governador de tamanha crueldade contra os servidores estaduais?
Alguém precisa vir a público esclarecer isso, porque é muito difícil se querer admitir que o governador Ivo Cassol, sozinho, tenha concebido essa infeliz idéia.

QUEM TERÁ TIDO ESSA INFELIZ IDÉIA? (5)

Ainda bem que os deputados estaduais perceberam o tamanho do dano que seria causado aos servidores estaduais, e após “sondar” alguns sindicatos tiveram a certeza que a situação iria gerar confronto com a administração de Ivo Cassol que caminha para ter sua conclusão em 2010.
Os deputados ouviram que: “isso seria uma grande injustiça para com os servidores, que estão sem receber reajustes à altura da inflação dos últimos anos, apesar da atual administração vir pagando os salários dentro do mês trabalhado”.
Graças a isso, pelo menos até agora, prevaleceu o bom senso, ou seja, o governo não vai mais submeter essa “idéia macabra” ao parlamento estadual.
Entretanto, abriu-se um hiato de desconfiança entre os servidores e a administração estadual atual, por conta de que, o governador Ivo Cassol, ainda não declarou abertamente se isso já é assunto encerrado ou não.
Pelo sim, pelo não, vários presidentes de sindicatos já disseram que não irão apoiar jamais essa idéia contra os servidores estaduais rondonienses.

DURA REALIDADE: FRONTEIRA ABERTA AO NARCOTRÁFICO (1)

Já dissemos isso e continuaremos a fazê-lo: é imensa à área de fronteira do Estado de Rondônia com a Bolívia.
A Bolívia é, sabidamente, um país produtor e exportador de drogas alucinógenas como a maconha e a cocaína.
Mesmo assim, a bem da verdade, é preciso que se diga que, o governo federal tem investido pouquíssimo no sentido de instalar mecanismos de segurança capazes de inibir o narcotráfico e o contrabando de armas nessa imensa fronteira, que se estende desde os limites geográficos de Rondônia com o estado do Acre até a fronteira com o Mato Grosso, na região do denominado “Alto Guaporé”.
São milhares e milhares de quilômetros de fronteira com a Bolívia, cuja maior parte está desguarnecida. Pior: estão à mercê dos traficantes e contrabandistas, em que pese o esforço e o trabalho árduo das corporações de segurança (polícia federal, polícia militar, polícia civil, polícia rodoviária federal), além das corporações militares (exército, marinha e aeronáutica), que sempre deram e continuam dando suas valiosas colaborações, com vistas a minimizar as conseqüências do grave problema. Também, até por uma questão de segurança nacional.
Na outra ponta dessa delicada questão está a enorme quantidade de drogas alucinógenas que têm sido apreendidas em território rondoniense.
Como reflexo disso, o que se vê é o crescimento do número de pessoas viciadas. Até estabelecimentos escolares vêm sendo “assediados” pelos traficantes e seus “mulas” miseráveis.
Daí a pergunta que não quer calar: até quando a fronteira Brasil/Bolívia continuará escancarada aos narcotraficantes e contrabandistas?
Só Deus poderá responder.

DURA REALIDADE: FRONTEIRA ABERTA AO NARCOTRÁFICO (2)

Enquanto isso, a população é obrigada a conviver com essa desgraça terrível que são as drogas alucinógenas, com a destruição de jovens e adultos, e até mesmo de famílias inteiras, porque como se sabe, mundo das drogas é um caminho sem volta.

BAIRRO NACONAL: O SUPLÍCIO DOS MORADORES CONTINUA

Dizem que, contra fatos não existem argumentos.
Sendo assim, o poder público precisa ter humildade e mais que isso, ter iniciativa para assumir suas responsabilidades para com a população e fazer cumprir às suas próprias obrigações. Especialmente no que tange ao bem estar e segurança dos porto-velhenses que residem no Bairro Nacional, um dos mais tradicionais da Capital do Estado.
Ali, o suplício dos habitantes salta aos olhos.
O bairro está tomado por imensa buraqueira, dezenas de ruas sem boa iluminação, sem rede de esgoto, sem uma policlínica, sem rede de saneamento básico e muitas outras coisas.
A principal via de acesso ao bairro Nacional parece até tábua de pirulitos, tamanha a quantidade de buracos em seu leito que, diariamente, serve de passagem para carretas, caminhões e veículos menores, além de ônibus, ciclistas e pedestres.
Sabem por que?
Porque o bairro Nacional além de possuir cerca de 25.000 moradores, também acolhe escritórios e representações de grandes empresas dos setores de combustíveis, madeireiro, alimentícios e, também, para sítios de pequenos agricultores, bem como, à localidade do “Belmont” no Rio Madeira.
Portanto, o Bairro Nacional, certamente, deve ser um dos que mais contribuem com recolhimento de impostos para os cofres públicos, em Porto Velho, (estadual, municipal e federal).
Porém, não se sabe o porquê de ser um dos bairros mais esquecidos pelo poder público. Por isso, sua população vive exposta a grandes riscos de sofrer assaltos, doenças, isolamento, dentre outras mazelas urbanas.
Recentemente, os moradores do Bairro Nacional fizeram barricadas e incendiaram pneus com o objetivo de atrair a atenção das autoridades para os seus problemas.
E em decorrência dessa reação foram feitos alguns “paliativos”. Só que a situação está piorando de novo, sem que os canais competentes tomem as devidas providências, antes que o caos se instale outra vez.
É por isso que, no bairro já é voz corrente que, o “troco” será dado nas próximas eleições quando os candidatos a cargos eletivos forem bater às portas das residências para pedir votos. “Todos irão ouvir poucas e boas”, disse uma pessoa que pediu para não ser identificada por temer represálias.

COBRA GIGANTE FOI CAPTURADA NO COHAB-FLORESTA

Só vendo para acreditar.
Com muito sacrifício conseguiram capturar uma cobra jibóia com mais de oito metros de cumprimento numa área do conjunto Cohab-Floresta, que é habitado por milhares de pessoas em Porto Velho.
O animal peçonhento se escondia num matagal existente às proximidades de um “valetão” cheio de lixo, dejetos escatológicos e animais mortos.
Como o “valetão” (que alguns chamam de córrego) transbordou e o matagal começou a ficar submerso o bicho saiu à procura de alimentos. Foi percebido e pessoas especializadas em capturas de animais peçonhentos foram chamadas para dominá-lo e retirá-lo do local, sob os olhares atônitos dos presentes.
A cobra tem um palmo e meio de largura, mais de oito metros de cumprimento e sua boca aberta atinge à largura de dois palmos aproximadamente.
Moradores comentaram que agora entendem a causa do sumiço constante de gatos e cachorros, principalmente, quando estes iam beber água no “valetão” ou perseguir algum barulho dentro do matagal onde jibóia gigante se escondia.
Eis aí o outro lado da realidade, na “cidade de todos”, onde apenas o lado bom é mostrado.

DENGUE

Não adianta querer tapar o sol com uma peneira.
Mas é mais ou menos isso que alguns setores do poder público estão querendo fazer em relação o surto de dengue que está grassando em muitas cidades rondonienses, principalmente, em Porto Velho.
São milhares de registros neste ano de 2009.
Inclusive, a dengue hemorrágica, que é o tipo mais perigoso dessa doença, já fez várias vítimas.
Pior nessa história é que, alguns administradores públicos querem que os comunitários tomem todas as precauções possíveis para evitar contrair a doença, que é transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
Porém, esses mesmos administradores, principalmente, da administração municipal, não estão fazendo nada para punir os proprietários de terrenos baldios que existem às dezenas nas áreas centrais e periféricas da Capital. Esses terrenos estão transformados em focos de mosquitos da dengue.
Quer dizer, não adianta fazer “fumacê” nas ruas e quintais. Não adianta colocar garrafas e outros vasilhames de boca prá baixo. Não adianta colocar areia nos vasos de xaxim. Não adianta fechar as caixas d´agua, evitar poças nos quintais, pneus velhos exposto as chuvas, etc, se os terrenos baldios estão transformados em verdadeiros criadouros do mosquito da dengue e colocando em risco a saúde e a vida das pessoas.
Espera-se que providências enérgicas sejam tomadas, urgentemente, para por cobro a esses abusos e absurdos contra a população, que já não sabe mais para quem apelar.
Aliás, na Av. Lauro Sodré, às proximidades do INCRA e de um Posto de Combustíveis tem um terreno enorme (murado), totalmente alagado. Dá para ver o imenso criadouro de Aedes Aegypti no local.
O pessoal da saúde bem que poderia dar uma olhada naquele descalabro, que também é um tremendo desrespeito para com as próprias autoridades do pedaço.
Ou será que só os pobres é que tem o dever de se proteger e evitar a proliferação do mosquito da dengue?

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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