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Publicado em Quinta, 15 de Abril de 2010 - 15h25

Seria injusto reclamar da administração municipal portovelhense? Está tudo bom e bonito?

Walmir Miranda


Esta coluna tem levantado questões polêmicas com o objetivo de fazer a população despertar para uma participação mais ativa, em defesa do município de Porto Velho, principalmente da Capital.
É que, não basta ficar reclamando disso e daquilo, desse ou daquele administrador, deste ou daquele político (independente de coloração partidária).

A população precisa aprender a defender os seus interesses e fazer valer os seus direitos. Afinal de contas é ela que paga uma pesada carga de impostos, que resultam “represados” nos cofres públicos, quer seja do município, do Estado ou da União.

Assim como existem os sindicatos para defender os interesses das diferentes categorias profissionais, também deveria haver entidades (associações, comitês, federações, etc) para, de forma independente defender os interesses dos munícipes contra os descasos da administração pública e seus responsáveis, particularmente dos senhores prefeitos, que se elegem sob à bandeira da honestidade, da moralidade, da inteligência para dar soluções aos problemas maiores de seus cidadãos. Para se eleger prometem, dentre outras coisas otimizar até os serviços públicos, como forma de melhorar a qualidade de vida da população que lhes deu um voto de confiança nas urnas. Entretanto, depois que “colocam o traseiro” na cadeira do poder esquecem de suas promessas de campanha e deixam o povo entregue à sua própria sorte. 

No caso de nossa Capital, basta dar uma volta pela cidade para ver que várias “novas obras” estão em andamento, sem que, as “velhas obras” tenham sido concluídas dentro do que “reza” e estabelece os seus contratos originários. A coisa, portanto, vai sendo feita de qualquer forma. Uma verdadeira esculhambação e desrespeito ao erário público “arrancado” do suor do povo trabalhador.

O resultado dessa desatenção por parte dos munícipes é o que aí está: ruas totalmente destruídas. Vias sem calçadas, sem meio-fios, sem boa iluminação, sem boa sinalização de trânsito, sem arborização decente, sem canteiros ou jardins decentes. E poucos são os que se levantam para, de público, chamar a atenção do poder público, que por sua vez finge ignorar as dificuldades e o sofrimento da população portovelhense.

Para um raciocínio mais prático da questão, pode-se fazer os seguintes questionamentos:

•    A cidade de Porto Velho disponibiliza serviços de transportes coletivos eficientes aos seus moradores, principalmente para aqueles de baixa renda, que residem nas periferias mais distantes?
•    A cidade de Porto Velho possui vias públicas seguras para fluidez do trânsito automobilístico e de seus milhares de pedestres?
•    A cidade de Porto Velho possui banheiros e mictórios públicos, ao menos em áreas estratégicas, principalmente nos locais onde ocorrem shows e festas populares?
•    A cidade de Porto Velho possui sinalização de trânsito à altura de uma capital de Estado, com mais de 400.000 habitantes?
•    As periferias de Porto Velho estão com suas vias públicas bem iluminadas?
•    A cidade de Porto Velho possui Guarda Municipal para contribuir com as corporações de segurança pública, e principalmente com a sua população?
•    A cidade de Porto Velho possui bons pontos de estacionamento de táxi ou mototaxi?
•    Em Porto Velho onde é que se pode obter Guias Turísticos (ou livretos), e quem são os responsáveis por esse serviço para orientar a população?
•    Em Porto Velho, quais os locais, os dias e horários que ocorrem apresentações culturais e de lazer gratuitos, patrocinados pela administração municipal?
•    Por que o poder público “fecha os olhos” para o que ocorre em muitos locais abertos de diversões, em se tratando de segurança e higiene?

Por certo que, se houvesse “entes” organizados na comunidade, fiscalizando as obrigações das administrações públicas (municipal e estadual), as coisas teriam outro aspecto, ou seja, seriam bem mais organizadas, bonitas e verdadeiramente motivadoras da presença do público. Público que, na maioria das vezes, paga para se divertir em locais sujos, mal iluminados, com pouca ou nenhuma segurança. Onde, inclusive, já se registraram brigas, tiroteios e mortes.

Quando falamos que, uma representatividade política de expressão (na qualidade e na quantidade de seus parlamentares) é muito importante, é porque assim é. Pois tanto o prefeito, quanto o governador podem ser cobrados das tribunas legislativas, para fazerem aquilo que se faz necessário à boa qualidade de vida da população. População que trabalha e paga seus impostos. Mas também tem o direito à distração e ao lazer em ambientes sadios e seguros. Assim como para ir trabalhar, estudar ou se deslocar para onde desejar, livremente.
Porém, como os munícipes não se organizam nesse sentido, as coisas vão acontecendo na base do “deus dará”. Aí tudo pode acontecer de bom e de ruim para esses mesmos munícipes.

Já chamamos a atenção da população para isso. Principalmente, para ter cuidado com o chamado “voto burro”, que ocorre quando o eleitor de um município vota em candidatos de outro município, sem sequer conhecer ou saber quem é que recebeu o seu voto. Depois, vem o arrependimento, o choro “sobre o leite derramado”. Porém, é tarde de mais. A burrada só poderá ser consertada quatro anos depois. Muitos até morrem nesse interstício temporal.
Em Porto Velho, isso vem acontecendo faz tempo. A cidade que deveria ser olhada com mais carinho pelo executivo estadual, fica na dependência tão somente da administração municipal, que por sua vez, alega (quase sempre) à falta de recursos para investimentos em obras e serviços que poderiam minimizar as agruras e sofrimentos da população.

Talvez em outubro deste ano, quando das eleições majoritárias, as coisas mudem para melhor. Quem sabe? Dizem que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

VIOLÊNCIA VORAZ

Os registros na Delegacia de Homicídios de Porto Velho mostram que, somente nos primeiros três meses deste ano já ocorreram 57 homicídios (assassinatos).
A denominada “Zona Leste” composta por cerca de quarenta bairros é apontada como a mais violenta da Capital rondoniense, sendo responsável por cerca de 60% desses assassinatos.
Muito trabalho, portanto, para o delegado de polícia Márcio Mendes Moraes e sua briosa equipe de agentes, investigadores, escrivães e servidores administrativos.

“CAI N´ÁGUA”  É A “CRACOLÂNDIA” PORTOVELHENSE

Quem duvidar disso é só ir dar “um passeio”, principalmente à noite, nos arredores do “Mercado do Cai N´Água”, ali na entrada do bairro do “Triângulo”, numa pequena extensão da antiga ferrovia Madeira-Mamoré.
Quase que semanalmente ocorrem brigas, assaltos, esfaqueamentos e mortes no local que está sendo denominado de “cracolândia¨ de Porto Velho. Tudo por causa do comércio maldito de drogas alucinógenas, que é feito através de traficantes e seus “mulas” na disputa pela destruída clientela de viciados.
Os moradores do bairro, assim como, os freqüentadores do Mercado do Cai N´Água pedem providências a quem de direito. À noite, dizem eles, é um risco muito grande se transitar pelo trecho que dá acesso ao “Bairro do Triângulo”, tamanha a quantidade de viciados e traficantes que por ali circulam. Com a resposta a PM, a Polícia Civil e, também, a Polícia Federal.

O JOGO BRUTO DA SUCESSÃO ESTADUAL

Está bem claro que a estratégia da oposição é levar a decisão da sucessão estadual para o segundo turno. Isso pode ser percebido pelas candidaturas que “aliados de quase sempre”, ou seja, PT, PMDB, PDT e PC do B já estão pré-lançando, à exceção do Partido Comunista (de David Chiquilito).

Seguinte: O pré-candidato do PMDB é o médico Confúcio Moura. Pelo PT, o pré-candidato é o deputado federal Eduardo Valverde. Já pelo PDT, o empresário Acir Gurgacz (que “tomou” a vaga de Expedito Júnior no senado), via judicial, acaba de confirmar sua pré-candidatura à sucessão de Ivo Cassol.

Desse jeito, como se pode observar, a probabilidade de ocorrer segundo turno para se saber quem será o novo governador de Rondônia é muito grande. E mais: PMDB, PT, PDT e seus respectivos aliados de forma pluralizada irão “pulverizar” os votos dos rondonienses, e evitar uma suposta polarização entre JOÃO CAHÚLLA e EXPEDITO JÚNIOR.

Obviamente que essa estratégia da oposição remete à compreensão de que, o interessante é que a polarização ocorra entre Cahulla e Confúcio Moura, ou entre Expedito e Confúcio, ou ainda entre Cahulla/Expedito e Eduardo Valverde.

Em assim ocorrendo, a oposição se uniria mais do que nunca (PMDB, PT, PDT, PC do B e o escambau) para derrotar o candidato que, no segundo turno, estiver com o apoio de Ivo Cassol... Hipoteticamente, só isso. Somente isso. Uma estratégia pra lá de interessante e extremamente aberta a compreensão da população rondoniense.
Entretanto, se Cahulla chegar ao segundo turno, pressupõe-se que poderá contar com o apoio dos seguintes partidos: PPS, PP, PSDC, PTN, PSL, PTB, e talvez do PSDB, do PSB e do DEM.

E se Expedito (PSDB) for para o segundo turno é provável que a ele se juntem: DEM, PPS, PP, PSC, PTB, PSDC, PSL, e o PSB.

O “jogo bruto da sucessão estadual” está na mesa, senhores. Façam suas apostas. E se possível, consultem a “Mãe Diná” ou “Walter Mercado” aquele cara do “ligue já”.

“TOCA DOS COBRAS DO FORRÓ”

Quem quiser passar um domingo diferente, tomando banho de água de igarapé (limpa), comendo peixe frito ou caldeirada, degustando uma “geladinha”, trocando conversa com amigos e novos conhecidos, além de ouvir uma boa música (forró, baião, samba, bolero e música romântica) é só comparecer, aos domingos, na “Toca dos Cobras do Forró”.

O local é simples e aprazível, em meio a natureza e muito ar puro. Fica bem pertinho do Parque Natural de Porto Velho, no prolongamento da Av. Rio Madeira. Tem amplo estacionamento, e a polícia também se faz presente para maior segurança aos presentes.

Mesmo assim é de bom alvitre que, ao trafegar pela Av. Rio Madeira, os motoristas e motociclistas o façam com bastante atenção para evitar acidentes, vez que, aquela via pública apresenta-se muito esburacada e com precária sinalização de trânsito.

É isso aí. Lazer e diversão sadia é na “Toca dos Cobras”, sob o comando do Maestro Zezinho da Sanfona e sua extraordinária banda musical. Aliás, a melhor do gênero em nosso Estado.  

ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!
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