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Publicado em Sexta, 12 de Dezembro de 2014 - 09h10

Sexo e gravidez

SERAFIM GODINHO


Sexo e gravidez

Gravidez é um momento único para a mulher. É o momento mais importante, mais esperado, em que ela cumpre o seu mais sublime objetivo, o da maternidade. Mas, muita coisa muda, a começar pelos seus hormônios, que aumentam como um turbilhão deixando-a confusa com tantas modificações que acontecem nessa etapa da vida. As transformações ocorrem desde o início da gravidez, tanto no corpo quanto na mente. Os hormônios que surgem nesta época deixa-a com sensações que diminuem ainda mais a libido e a vontade de fazer sexo. É comum ela sentir náuseas, sonolência, vômitos e seios doloridos e ainda o temor de que o ato do sexo possa a vir a ocasionar um aborto.

Alguns pais entendem e já vê sua mulher como mãe e não mais como amante, afastando-se sexualmente dela, mas devem entender que nesse momento ela necessita de mais carinho, atenção paciência e dialogo. Já no segundo trimestre da gestação, as sensações incômodas que aconteciam no início cessam, mas não significa que a libido apareça, mesmo porque sua vagina está mais sensível pelo aumento da vascularização nessa área. Entretanto a mulher nesse momento já aceita com mais naturalidade o sexo mesmo porque a abstinência sexual para o homem é uma tortura. É importante dizer que o sexo não prejudica o bebê. Essa é a fase em que o  homem pode voltar a procurar sua parceira, desde que não haja contra indicação médica, como : Se você estiver passando por complicações durante a gestação, o médico provavelmente vai recomendar que você não mantenha relações sexuais. As situações mais comuns são:

História ou ameaça de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, placenta prévia – nesses casos, qualquer atividade física não é indicada, pois pode haver parto prematuro e sangramento, e em alguns casos o médico pode recomendar que se utilize o preservativo, pois o sêmen pode estimular, em algumas mulheres, contrações uterinas.

Quando a mulher entra no terceiro trimestre, geralmente a indisposição volta devido ao inchaço das pernas e pés, da difícil respiração e do cansaço que vem mais rápido. Estes e muitos outros fatores, como a dor na coluna que pelo crescimento rápido da barriga ocasiona a perda de centro de sua gravidade, a preocupação com o parto, costumam esfriar novamente a relação, e nesta época vale mais uma vez lembrar, que o diálogo continua sendo muito importante.

Se a mulher decidir por não fazer sexo porque não está se sentindo bem, sua decisão deve ser respeitada pelo parceiro. Afinal, é ela quem está carregando o bebê e, mais que ninguém, sabe o quanto esta tarefa é difícil.
Entretanto é verdade que caso a mulher esteja se sentido bem disposta e a gravidez transcorrendo normalmente, nada impede que o casal tenha relações sexuais nesta fase. Entretanto, nas duas últimas semanas, as posições que favoreçam a penetração profunda não são recomendadas.

O fato de a barriga estar consideravelmente grande faz a mulher perder um pouco da sua mobilidade e, conseqüentemente, a capacidade de assumir algumas posições durante o ato sexual. Mas isso pode e deve ser considerado como mais um estímulo à busca de uma variedade de novas posições.

Uma boa relação sexual não é só penetração. Experimentar outros prazeres eróticos pode despertar ainda mais a libido do casal torná-los ainda mais apaixonados, como por exemplo, a masturbação mútua, sexo oral ou anal, jogos eróticos, beijos, carinhos e atenção que podem ser alternativas melhores. Entra em cena a criatividade sexual, por meio  de jogos eróticos, novas posições e novas fontes de prazer.  A vida sexual do casal pode transformar-se numa grande aventura, cheia de momentos inusitados e estimulantes, onde possam expressar suas preferências e fantasias mais íntimas.

Para voltar a praticar sexo depois da chegada da criança, é importante que o corpo da mulher tenha voltado às suas condições normais, que ela esteja segura e que o casal esteja adaptado à sua nova condição em casa. Uma abstinência sexual de quarenta dias é necessária.

Algumas mulheres podem sentir, durante a fase de amamentação, certo desconforto ao fazerem o sexo com penetração. Isto ocorre em razão do desequilíbrio hormonal, que provoca uma diminuição da lubrificação vaginal. Mas este desconforto pode ser amenizado com o auxílio de lubrificantes indicados pelo médico.
A posição do sexo deve ser a que tanto a mulher e o homem se sintam à vontade, durante a gestação e no  pós parto, lembrando sempre que o diálogo é tudo. Homem e mulher devem colocar o que sentem para que tudo caminhe com cumplicidade e entendimento com os seus sentimentos.
Sexo é bom desde que não seja uma obrigação. Às vezes um beijo ou um simples carinho vale mais que tudo.

Pensamento

Para o amor não há distancia tempo ou épocas, não há presenças nem ausências, ele simplesmente, quando existe, independe de todo o resto. Independe até mesmo de retribuição ou reciprocidade.

É como o coração: para ele não há passado nem futuro, nem ausências.
Ausências, pretérito e porvir, tudo lhe é atualidade, presença.
É como o espírito, a alma, que embora não seja visualizada, é percebida.

Um coração reto, um espírito puro, é a origem do bem, da verdade e do amor incondicional.

Não há nada, não há uma luz que se acenda na inteligência que não vá
buscar sua origem no coração e no amor.
Comendador Serafim Godinho.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/artigos/sexo-e-gravidez)
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