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Publicado em Sexta, 09 de Maio de 2014 - 15h32

Só ensaio

Gessi Taborda


Só ensaio

Pode parecer estranho, mas Rondônia vive um momento, na cena política, onde não há oposição na ampla concepção da palavra. Existem arroubos pontuais, existe o ensaio de rebeldia contra o que classicamente pode se chamar situação, e pronto. Falo, especificamente, sobre as candidaturas ao Palácio Getúlio Vargas.
A do ex-senador cassado após condenação pela prática de corrupção, Expedito Júnior, não pode ser enquadrada no rótulo de Oposição porque o peessedebista ficou praticamente o governo inteiro do PMDB elogiando Confúcio, a ponto de garantir que não concorreria se o governo fosse para a reeleição.

NEM O PT

Também não seria oposição o lançamento de uma hipotética candidatura do PT, legenda atrelada ao PMDB em nível nacional e também à administração estadual que, a rigor, nunca combateu ou criticou.
Não se pode considerar, também, de oposição o PP, legenda onde se abriga do deputado Maurão de Carvalho. Ele, como a maioria dos parlamentares rondonienses, eventualmente se levanta contra certos projetos do governo, em atitudes movidas muito mais pela tal animosidade momentânea, de caráter pessoal e não programática ou ideológica.

SEM FACILIDADES


Com o respeito que toda e qualquer agremiação merece, não podemos deixar de citar como pouco produtivos os posicionamentos do PSOL e PSTU. Consta que ambos os partidos terão candidatos próprios. Essa a tal oposição figurante, e nada mais. Mas o fato de não haver oposição não significa que a campanha de 2014 esteja totalmente fácil para a reeleição do PMDB. O seu candidato está terminando uma gestão sem nenhum brilho. Terá de quebrar a cabeça para empolgar o eleitorado. E se todas as denúncias (especialmente aquela de que se esqueceu da Lei de Responsabilidade Fiscal) pegar consistência corre um sério risco de ter de ficar de fora dessa corrida.

DROGAS: PREJUIZOS CRESCENTES

Este é assunto pouco debatido na cidade, sobretudo no âmbito da mídia. Algumas notas esparsas e pontuais, especialmente para elogiar a ação de entidades privadas no trabalho de recuperação de drogados e apoio às famílias atingidas por esse flagelo, como é o caso da Apatoxi, que funciona na capital rondoniense.
Dados enviados à coluna revelam uma realidade aterradora, com a comprovação de que o avanço das drogas em Rondônia ultrapassa a simples preocupação social e já é um drama enfrentado pelas empresas, onde o número de afastamento de empregados viciados é cada vez maior.
Segundo uma fonte, o afastamento por conta das chamadas drogas psicotrópicas (como merla, cocaína e crack) cresceu cerca de 30% em relação a 2012.
O rondoniense está cada vez mais entregue ao alcoolismo, possivelmente reflexo da falta de opções de lazer, de esporte e de cultura nas cidades. O número de afastamento de trabalhadores em virtude do alcoolismo, de acordo com a fonte, cresceu cerca de 38% em relação a 2012.

SEM ARMAS

Esse é um dos fatores do aumento da desagregação familiar. E a tendência não é de uma situação melhor para o futuro próximo.
O estado não tem armas para enfrentar esse problema. Sem governantes sensibilizados com essa questão, são absolutamente inferiores à amplitude do drama a força dos programas de saúde (envolvendo prevenção, tratamento e internação) oferecidos pelo Poder Público com relação às drogas.

COBRANÇA

Dentro das empresas, empresários apenas começam a seguir a orientação da Justiça Trabalhista, que encara a dependência como doença - e estão longe de oferecerem o suporte adequado quando o problema surge. Não o fazem por maldade - eles, os empresários, acabam sofrendo quase tanto quanto as famílias por conta dos prejuízos.
Até agora esse assunto não foi sequer mencionado pelos pretensos candidatos ao governo. A própria sociedade, ainda impotente, ainda reflete o que fazer. Todos esperam ouvir de quem pretende nossos votos nesse ano, o que pensa sobre esse tema.
Certamente o combate ao problema deve unir Estado, empresas, sindicatos e famílias - todos sofrem com ele.

MOTIVAÇÃO

Ouvi alto e bom som os motivos pelos quais não prosperou a investigação das denúncias contra o prefeito Mauro Nazif, devidamente arquivadas pelo edil conhecido como “cabo Anjos”. A decisão estaria relacionada com a disputa eleitoral desse ano. Alguns vereadores desejosos de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa contam com apoio do alcaide para fazer campanha. Se as denúncias não fossem arquivadas o esperado apoio ia para as cucuias. Com o desfecho dado por “Anjos” (???), o clima no corredores da Câmara ficou, digamos, mais leves. E assim, comissionados escalados para agir como cabos eleitorais acabaram salvando (por mais um tempo) seus empregos.

PACOTE

Com a justificativa de combater a criminalidade urbana, a gestão Mauro Nazif estaria terminando de definir detalhes num projeto para implantação de câmeras inteligentes no município da capital. Esse tipo de iniciativa chegou a ser anunciado na gestão do antecessor do dr. Mauro, como um item do pacotão da segurança. A iniciativa é certamente meritória, desde que não sirva à prática tão comum de manobras de superfaturamento ou direcionamento.

GRANDE DILEMA

Quem fará o contraponto da eleição de governador em Rondônia? Essa é uma pergunta que não consigo, ainda, responder. E tudo porque na minha concepção de analista político, Oposição que se forma entre três e quatro meses antes das eleições não merece o menor crédito.
O que eu vejo nesse cenário atual é caco de “aliado” para todo lado. As alianças e os “projetos” só se mantêm até o momento em que interessa a cada facção. Quando está em jogo a sobrevivência política, pisa-se até em pescoço de mãe, como diria Brizola. Daí, nada de extraordinário se Cassol virar aliado do PT.

CIVILIDADE? ONDE?

O rondoniense é conhecido como povo hospitaleiro, que chega a ser gentil com os visitantes. Mas esse mesmo povo esquece as regras básicas de civilidade. No trânsito, como se isso não causasse nenhum problema, faz até filas triplas em frente de certas escolas (as particulares, claro!). E ainda há o hábito de fechar cruzamentos. Há quem corte fila, mesmo as preferenciais, além de fazer conversões onde as mesmas são proibidas.
Nos terminais de ônibus a falta de urbanidade se exacerba, chegando ao limite da selvageria. Outro ponto no qual fica muito evidente a falta de educação de nossa gente é nos caixas de supermercado.


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