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Publicado em Terça, 04 de Novembro de 2008 - 16h13

Uma análise da sucessão estadual pós-eleição municipal

Walmir Miranda


Pois é.

Tal qual diz a canção “prá não dizer que não falei das flores”, do consagrado compositor Geraldo Vandré, que tanto sucesso fez em décadas passadas, mas que até hoje é um dos “hinos” da música popular brasileira, a afirmação da senadora Fátima Cleide (PT) veiculada pela imprensa, recentemente, de que pretende candidatar-se ao governo do Estado em 2010, com certeza antecipa o tom do que será a disputa à sucessão de Ivo Cassol.

Ao antecipar-se aos demais “companheiros e companheiras petistas” que podem estar sonhando com igual oportunidade, Fátima Cleide deu um recado com endereço certo. É que, como se sabe, ela detém maior número de convencionais no seu partido, e isso de certa forma pode garantir-lhe à escolha pela decisão dos convencionais, ou seja, tanto o seu nome, quanto o de outros possíveis pleiteantes petistas para disputar o governo do Estado de Rondônia vai passar pelo crivo. A senadora, portanto, não deve estar brincando com a idéia de se candidatar mesmo ao mais importante cargo político de Rondônia. E mais que isso sabe, perfeitamente, que “pode dar as cartas” quando vierem às convenções.

Uns se dizem perplexos com o posicionamento de Fátima Cleide. Outros consideram que isso é coisa perfeitamente normal.

Logo, isso passa a ser uma questão a ser digerida pelos “manda-chuva” do PT, posto que isso é uma situação de foro íntimo petista, ora bolas.

Mas e daí? O que isso pode trazer de bom ou de ruim para as negociações futuras do PT, com vistas às composições políticas com outras siglas, principalmente, com o PMDB que já há cerca de oito anos vem servindo de “muleta” para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Ainda não se sabe.

Mas a verdade é uma só: a posição adotada pela senadora Fátima Cleide está deixando muita gente de orelhas em pé. Ela saiu na frente. Antecipou-se a “gregos e troianos” dentro de seu partido e, de maneira inusitada, não anunciou que pretenderia disputar a reeleição ao senado. E sim candidatar-se ao governo do Estado.

E não fez isso por que?

Porque sabe que não será fácil enfrentar nas urnas políticos do calibre de Ivo Cassol e Valdir Raupp (que, dentre outras coisas, é um dos nomes fortes do PMDB para a presidência do Senado Federal). Aliás, a atuação de Raupp, como líder da maioria no Senado tem sido elogiada, face à sua discrição à frente das negociações com os demais partidos que apóiam Lula no Congresso Nacional. Também porque, de forma serena, Raupp vem costurando a possibilidade de vôos mais altos dentro do próprio Congresso. Isso é notório. Mas que ninguém se engane, o senador sabe que ainda é o nome mais forte de seu partido para disputar o governo, se comparado com expressões pemedebistas como Suely Aragão, Confúcio Moura, Melki Donadon, dentre outras.

Na outra ponta da questão também surge à indagação: Será que o PMDB, em Rondônia vai aceitar ser “vice” do PT, na sucessão governamental, em troca de apoio no Congresso para que Raupp se torne presidente daquela Casa Legislativa?
Também não sabe.

Mas já se sabe que, muitas “carpideiras” poderão vir a ser contratadas para “chorar sentimentos fictícios” sobre “valores políticos” que, ainda que timidamente, sonham com a possibilidade de uma indicação para disputar o governo do Estado em 2010, nas esferas do PMDB e do PT. Isso é algo já perceptível, sim. Embora os “sonsos” finjam que o cavalo ainda está muito longe de passar encilhado, em direção à reta de chegada.

E, mais: Partidos como PMDB, PT, PDT sabem que não será fácil derrotar o “time” que está se formando em torno de Ivo Cassol, com vistas à sucessão do governador. Também, por considerar que Ivo Cassol (ora sem partido) foi o único governante a conseguir se reeleger, desde que Rondônia foi galgada à condição de Estado da República Federativa brasileira. E, quem deixar de respeitar essa lógica poderá dar-se muito mal nas urnas em 2010.

É bom, portanto, se antever que às eleições majoritárias daquele ano será das mais disputadas. Porque, dentro desse contexto ainda tem nomes fortes como: José de Abreu Bianco, Expedito Júnior, Roberto Sobrinho, Eduardo Valverde, Ernandes Amorim, além de outros de menor expressão no cenário político rondoniense.

E ainda tem o “time dos aventureiros”, composto pelos que não sabem viver fora das luzes da ribalta política.
Embora muitos considerem que seja cedo para tais ilações, não se pode perder o foco da questão: sucessão de Ivo Cassol, que apesar dos problemas com os grupos de oposição ao seu governo continua com imenso prestígio em várias regiões do estado. Logo, os céticos que se cuidem.
De qualquer forma fica claro que, o “jogo” já começou e quem “cochilar” vai correr o risco de chorar copiosas lágrimas sobre o leite derramado.

Voltaremos ao assunto.
ATÉ A PRÓXIMA, PREZADOS LEITORES !!!

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