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Publicado em Terça, 16 de Dezembro de 2014 - 18h29

Voltando ao batente

Gessi Taborda


VOLTANDO AO BATENTE

Estou rompendo hoje mais um período de repouso, por recomendação médica. O que está me acontecendo, em pleno final de mais um ano, é o incisivo conflito de quem vai avançando pelos anos senis enfrentando o teor explosivo de um diabetes mal cuidado nos últimos anos. Agora, tendo de controlar essa doença para realizar a cirurgia de catarata, estou seguindo as ordens médicas com todo rigor.
Descansei meu espírito e o corpo nesses dias de suspensão das atividades. E não fiz nenhum atavismo literário e muito menos de lazer, a não ser o rígido controle da dieta, acompanhado dos remédios.
Agradeço as fartas manifestações. Elas ajudaram recarregar as energias positivas desse escriba. E agora é bola prá frente.

DIPLOMAÇÃO

Não me farei presente à cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro. Ainda estou na fase de recuperação dos entreveros da saúde pessoal.
Quer saber: Não tenho interesse em participar dessa diplomação que, a grosso modo, confirma o continuísmo no governo rondoniense, descortinando (mais) maus tempos para o estado.
O governador diplomado já está às vésperas de seu segundo mandato, enfraquecido e desgastado.
Como suspeito de participação nos grandes esquemas investigados até agora por instituições como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, num trabalho chancelado até pelo Superior Tribunal de Justiça, não tem como cuidar direito do estado nos próximos (se conseguir permanecer até lá) quatro anos.

VIA JUDICIAL

Conhecendo – de longa data – os meandros do Legislativo estadual não creio que Confúcio possa sofrer um afastamento pela via política, pela vontade de deputados.
O segundo mandato está ameaçado por tsunamis. O Judiciário age dentro da legalidade e se a sucessão de escândalos não parar, não restará à autoridade togada outra alternativa senão uma decisão para impedir a constante desmoralização da gestão pública.

SEM ACREDITAR

Essa não é a opinião de Valdir Raupp. Numa conversa rápida com o colunista deixou claro seu descrédito na prisão dos figuraças da política rondoniense, suspeitos e denunciados como participantes dos esquemas de corrupção.
Confúcio pode ficar tranquilo: “Ele não sofrerá nenhuma restrição – é o que disse Raupp – no decorrer do segundo mandato pela falta de provas”, de sua contaminação. Raupp também não acredita que (ele mesmo) venha a ter problemas com a Justiça que vai investigar a participação de políticos no escândalo da Petrobrás. Mesmo assim o barbudo senador andou sofrendo vertigens em Ji-Paraná ao ouvir notícias nada alvissareiras sobre o desenrolar da Operação Lava-Jato.

PREFEITO TRASH

O povo tem mesmo razão em reagir indignadamente contra essa desfaçatez natalina da gestão Nazif. Mas, pergunto, queriam o que? Desse prefeito não se pode esperar coisa melhor. Passados dois anos de seu comando na prefeitura não se consegue enxergar um exemplo de competência gerencial na vida da cidade.
Não seria agora em pleno natal que ele faria alguma coisa para pelo menos próxima da decoração natalina da decoração de, por exemplo, Gramado, cidade interiorana do Rio Grande do Sul.
Os pneus velhos empilhados se materializaram na expressão de um prefeito “trash”, sempre incapaz de entender o espírito da coisa.

DERRAPANDO

Às vezes fico embatucado com declarações do prefeito Nazif em veículos da mídia local, onde não perde oportunidade de justificar os fracassos de sua administração (???), no inconsequente esforço de tapar o sol com a peneira.
Impressionante: a administração de Mauro Nazif não conseguiu decolar. Continua derrapando. E hoje Nazif nem de longe lembra aquela liderança em plena consolidação, que chegou a ser apontado como um dos nomes que estava fadado a chegar ao governo estadual.

POUCO TEMPO

Há dois anos o governo de Porto Velho coleciona desgastes sucessivos, sem ter demonstrado em nenhum momento alguma forma de reação. O tempo dele está acabando. Ainda é possível tirar a administração do atoleiro em que se meteu, mas tem que começar a reagir agora, já em 2015.

DINHEIRO

Nazif terá de demonstrar uma extraordinária capacidade de superação, inclusive dos problemas que ainda não estão definitivamente solucionados, como são os casos do serviço de recolhimento do lixo, manutenção das vias públicas, transporte coletivo, saúde e educação (entre outros), caso queiram disputar a reeleição ou continuar na vida pública. Como vem agindo igual aos políticos sem simancol, difícil acreditar que conseguirá sair das cinzas.

ANO RUIM

O ano de 2014 chega ao fim sem que nada das grandes demandas do município tenha se resolvido. Mas isso pode mudar se existir recursos.
É claro que os problemas mais sérios enfrentados pela população de Porto Velho e não solucionados, até agora, pela gestão de Mauro Nazif podem ser resolvidos com dinheiro. Havendo caixa, as ruas esburacadas são rapidamente consertadas, a iluminação pública é recuperada; a melhoria no atendimento da rede municipal de saúde pode acontecer, a limpeza pública e a coleta de lixo podem ser resolvidas. Havendo caixa, as ações represadas pelo prefeito até agora podem ser desenvolvidas. A questão é: cadê o dinheiro?

MANDRAKE

Uma coisa é transformar pneus velhos em enfeites (??) natalinos. Isso na verdade nem pode custar tanto dinheiro assim. E coisas imaginadas irracionalmente não corrigem os erros que levaram o prefeito a essa situação de desgaste extremo.
Como prefeito Mauro matou a sua varinha mágica (usada tantas vezes para vitórias no parlamento) e daqui até o momento de sua sucessão deverá sofrer novos danos à sua imagem. Se não conseguiu alavancar sua popularidade nem aproveitando o espírito natalino, não vai ser no próximo ano, com a cidade mergulhada na crise, que conseguirá mudar essa situação.

Sem a varinha mágica do Mandrake lá vai o prefeito descendo a ladeira e condenando, sem tirar da cidade sua imagem de abandono.

ROUBALHEIRA

A Assembleia Legislativa pelo calendário tradicional teria entrado em recesso ontem, dia 15. Uma convocação de última hora marcou para hoje (16) uma sessão extraordinária. Resultado: a Assembleia funcionou ontem normalmente. Acabou recebendo agentes do Gaeco, órgão do Ministério Público, que procura desmantelar uma rede criminosa que se aproveitava das emendas orçamentárias destinadas para custear eventos festivos. Com o alvoroço de ontem, dificilmente haverá quorum para a realização da sessão dessa terça-feira.

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