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Publicado em Segunda, 01 de Agosto de 2011 - 14h25

Algo não vai bem com o cérebro: os diversos tipos de ataque

Edmilson José de Matos Fonseca


Uma crise epiléptica é apenas um sinal de que algo de errado está acontecendo com o funcionamento do cérebro.

Durante uma crise epiléptica, as células do cérebro (neurônios) funcionam de modo excessivo e desordenado.
Em princípio não existe uma classificação estanque para cada tipo de crise epiléptica.

Assim, a terminologia da epilepsia, subordina-se à observação  e ao método utilizados pelos especialistas.

Entretanto, a descrição da crise envolve com freqüência termos básicos relacionados à causa da epilepsia, o tipo de ataque epiléptico e a idade em que começa o evento epiléptico.

Para melhor compreensão do tema abordado, adotaremos o modelo aceito pela Liga Internacional de Epilepsia, que prescreve:



Crises Parciais: Ocorrem quando a atividade anormal do cérebro não o atinge, totalmente, mas, parte de um lado ou do outro do cérebro (hemisfério cerebral);

Crises Parciais Simples: Durante essas crises a pessoa não perde a consciência, pode ter contrações em um lado do corpo, perceber luzes ou ruídos ou ter sensações no estômago;

Crises Parciais Complexas: A pessoa fica fora de si por alguns minutos, sem no entanto cair ou debater-se, e ao final da crise não se lembra muito bem do que aconteceu;

Crises Parciais (Generalizadas Secundárias): Tem início de modo parcial, mas depois se expande, envolvendo a maior parte de cérebro, provocando o popular ataque (tônico-clônico);

Crises Generalizadas: Ocorrem quando a atividade elétrica anormal do cérebro envolve os dois hemisférios cerebrais (lados) de uma só vez;

Crises de Ausência: A pessoa perde a consciência por alguns segundos; depois continua normalmente suas atividades (5-20);

Crises Mioclônicas: Duram segundos, assemelhando-se a “puxões” ou “sustos”, geralmente nos braços e pernas (0,5-1,0);

Crises Atônicas: Têm como parte integrante uma perda repentina do tônus muscular (relaxamento súbito dos músculos) resultando em queda (1-2);

Crises Clônicas: Têm como parte integrante contrações musculares repentinas e rítmicas, causando solavancos ou repuxos dos membros do corpo (5-10);

Crises Tônico-clônicas: Conhecida popularmente como “ataque”, caracterizam-se por queda ao solo, quando a pessoa “se debate” durante alguns minutos, por vezes perdendo urina ou saliva. Passada a convulsão, a pessoa dorme e ao despertar fica confusa e com dor de cabeça (1-5);

Atenção: Chegando a 30 minutos, este tipo de crise passa a ser chamada de status epilépticus.

Pessoas com epilepsia podem namorar, constituir família e ter filhos.


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