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Publicado em Segunda, 04 de Julho de 2011 - 10h05

Síntese Histórica: Entre crendices e a ciência

Edmilson José de Matos Fonseca



Os gregos há mais de 3.000 anos, empregavam a palavra epilepsia, para indicar a crise convulsiva, relacionada à possessão sagrada e não à enfermidade neurológica.

Coube a Hipócrates, patrono da medicina, na sua dissertação “Da Doença Sagrada”, refutar as crendices sobre a doença proporcionando a investigação científica sobre a epilepsia.

Pelo Código de Hamurabi, o epiléptico era tido como incapaz e proibido de casar, bem como seu testemunho não era válido em juízo.

Um médico grego de nome Aetius, sugeriu que a epilepsia era provocada por tara sexual e recomendava a castração do epiléptico como solução para a cura da doença.

Um outro médico romano chamado Galeno, admitiu o cérebro como centro das convulsões.

Por isso, como remédio para todas as crises de epilepsia, recomendava pó de crânio humano, para a cura, que perdurou por mais de dez séculos.

O mito do demônio nas crises epilépticas ganhou relevância com o advento do Cristianismo na descrição do Novo Testamento de uma cura e exorcismo feitos por Jesus Cristo em um menino epiléptico. (Mt, 17: 14 -21 )

Nesta passagem evangélica reside os mitos mais resistentes acerca da epilepsia: demônio, água e fogo, como provocadores de crises epilépticas.

Os epilépticos passaram pelos mais esdrúxulos e cruéis tratamentos, tais como: ingestão de urina e fezes humanas, sangue de pessoas recém-executadas, sangria para dar escape aos maus espíritos, beber um agente químico – cautério.

Com promessas de cura fácil, muitos epilépticos morreram nas mãos de alquimistas ao ingerir as misturas feitas por esses feiticeiros.

Hoje, a cura e o controle das crises estão mais ao alcance das pessoas com epilepsia, especialmente, os mais necessitados.

Com dignidade e coragem não será difícil expulsar os demônios e sepultar os mitos que ainda cercam a doença “epilepsia”.


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